Procuradoria-Geral Eleitoral quer barrar registro de Canella por elo com milícias
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- O GloboMP Eleitoral aponta ligação de Canella com a milícia e pede ao TSE para negar registro da candidaturaParecer destaca que o segundo deputado estadual mais votado do Rio nomeou integrantes do crime organizado para o primeiro escalão da prefeitura de Belford Roxo e hoje é investigado(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Valor EconômicoMP Eleitoral pede que TSE barre candidatura de Márcio Canella por suposto vínculo com o crime organizadoÓrgão alega a existência de(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- O TSE decidirá se mantém ou barra o registro de um deputado estadual eleito no primeiro turno.
- O Ministério Público defende que a Justiça Eleitoral pode barrar candidatura sem condenação criminal definitiva.
Onde os lados concordam
As matérias convergem em que o Ministério Público Eleitoral pediu ao TSE que reforme a decisão do TRE-RJ, com base em indícios de ligação com milícias e em prisão ocorrida em 15 de outubro.
O que ainda está incerto
- A versão da defesa de Canella não aparece nas matérias.
- Não há prazo informado para a decisão do TSE.
O Ministério Público Eleitoral enviou ao Tribunal Superior Eleitoral parecer contra a candidatura de Márcio Canella, deputado estadual eleito no Rio de Janeiro e preso pela Polícia Federal. O órgão aponta indícios de ligação com milícias e com o Comando Vermelho.
O Ministério Público Eleitoral pediu ao Tribunal Superior Eleitoral que barre a candidatura de Márcio Canella, deputado estadual eleito no Rio de Janeiro. O parecer foi enviado na sexta-feira, 23, pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa. O órgão aponta indícios de ligação do político com milícias e com o Comando Vermelho e pede que o tribunal reforme a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que havia autorizado o registro da candidatura.
Canella foi preso em 15 de outubro, na oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio. Segundo a cobertura de centro, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou movimentação superior a R$ 7,6 bilhões em seis anos. A Polícia Federal descreveu Canella como articulador político do grupo e pediu a operação ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O parecer afirma que, quando deputado na Assembleia Legislativa, Canella empregou no gabinete a mulher de um dos líderes do grupo conhecido como Bonde do Jura. Depois, como prefeito de Belford Roxo, teria nomeado para duas secretarias pessoas apontadas como lideranças de milícia. Segundo o Ministério Público, ambas participaram da campanha dele em 2026. O documento também cita a Operação Barricada Zero, que teria envolvido acordos informais com o Comando Vermelho para liberar acessos a comunidades por tempo limitado, com devolução posterior do controle territorial à facção.
Há também a referência à sexta fase da operação, em julho, quando a Polícia Federal apreendeu R$ 919 mil em dinheiro, além de dólares, em endereços ligados ao político, e encontrou um fuzil de uso restrito em seu veículo.
O ponto jurídico central é que, para o Ministério Público, a Justiça Eleitoral pode barrar candidaturas de pessoas ligadas a organizações criminosas armadas sem exigir condenação definitiva. O argumento se apoia no artigo 17 da Constituição, que proíbe partidos de se utilizarem de organização paramilitar. O órgão lembra que o TRE-RJ decidiu sem acesso às provas do inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal, cujo sigilo foi retirado neste mês.
A cobertura de centro relatou o caso com citações diretas do parecer e da representação da Polícia Federal. Um veículo classificado à direita deu o mesmo relato factual, com destaque para as ressalvas de que as suspeitas são argumentos do Ministério Público e não representam condenação. Não houve, entre as matérias analisadas, cobertura de esquerda com enquadramento próprio. Por isso, as diferenças entre os campos aparecem aqui apenas como leituras possíveis. A esquerda tenderia a enfatizar a infiltração do crime organizado no Estado. A direita tenderia a enfatizar a responsabilização individual e o debate sobre punir sem condenação definitiva.
O que ainda não se sabe é como o Tribunal Superior Eleitoral decidirá, e em que prazo. Também não aparece nas matérias a versão da defesa de Canella sobre as acusações, nem o conteúdo completo das provas do inquérito. O parecer, por si só, não determina a perda da candidatura.
Fontes
Canella foi preso em operação da Polícia Federal

Parecer destaca que o segundo deputado estadual mais votado do Rio nomeou integrantes do crime organizado para o primeiro escalão da prefeitura de Belford Roxo e hoje é investigado

Órgão alega a existência de
