Apoiadores de Lula ocupam Copacabana antes do segundo turno de 25 de outubro
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Para a cobertura de esquerda, Copacabana mostrou a força popular em defesa da democracia e dos direitos sociais, com gerações diferentes nas ruas mesmo sem a presença de Lula. A crítica à cobertura televisiva dos atos reforça a cobrança por espaço para a mobilização popular.
Uma multidão de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, na segunda-feira, em ato pela reeleição, um dia depois de manifestação semelhante na Avenida Paulista. Lula não compareceu. A eleição será decidida no segundo turno de 25 de outubro, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Milhares de apoiadores do presidente Lula ocuparam a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, na segunda-feira (12), sem a presença dele. O ato veio um dia depois da manifestação na Avenida Paulista e antes do segundo turno de 25 de outubro, contra Flávio Bolsonaro.
Uma multidão de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou a orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, em ato pela reeleição do petista e em defesa da democracia. Lula não esteve presente. Aliados e lideranças o representaram.
A cobertura de centro relatou que a concentração começou no início da tarde, na altura do Posto 5, na Avenida Atlântica, entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira, e chegou a cerca de sete quarteirões. O movimento afetou o transporte público: as estações de metrô Cantagalo, Siqueira Campos e Botafogo registraram fluxo intenso de passageiros. Houve ainda programação na Lapa, com apresentações musicais a partir das 15h, incluindo o Terreiro de Crioulo, o Cordão do Boitatá e a Bateria da Mangueira. Entre os presentes estavam militantes de partidos de esquerda, estudantes e integrantes de movimentos sociais, com bandeiras vermelhas e cartazes.
O ato aconteceu um dia depois de outra grande manifestação em apoio ao presidente, na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11). Segundo a cobertura de centro, ali Lula pediu aos apoiadores que procurassem eleitores que não votaram no primeiro turno e apresentou propostas para um eventual novo mandato. O segundo turno, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), está marcado para 25 de outubro.
Veículos de esquerda destacaram o aspecto humano e político do ato. Relataram que milhares de pessoas tomaram as duas faixas da orla e deram voz a participantes de várias gerações, como uma professora aposentada de 87 anos que foi homenagear as mulheres que lutaram pelo direito ao voto, uma estudante de pós-graduação que ingressou na universidade pública por cotas e uma advogada que levou os filhos de 11 e 8 anos. Esses veículos associaram a mobilização às pautas de democracia, educação e direitos sociais. Também deram espaço a críticas de internautas à cobertura televisiva do ato da Paulista, acusada de dar pouca visibilidade ao evento e de privilegiar enquadramentos fechados, e à escolha da palavra protesto por uma repórter para descrever a manifestação pró-Lula. O mesmo texto ressalvou que os dois termos podem ser sinônimos, que a avaliação depende da análise integral das transmissões e que não há elementos para afirmar uma orientação deliberada de reduzir a visibilidade dos atos. Lembrou ainda que, no primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
No material analisado, não houve cobertura de veículos de direita sobre o episódio, e por isso não é possível descrever como esse campo enquadrou o ato. A cobertura de centro não tratou da polêmica sobre a transmissão e se limitou à descrição do evento.
O que ainda não se sabe: não há estimativa oficial de público em Copacabana nem na Paulista, e a cobertura disponível não traz números de organizadores ou da polícia. Também não está claro se os atos têm efeito sobre a intenção de voto, já que a presença nas ruas, por si só, não permite antecipar resultados eleitorais.

Multidão ocupa Copacabana em ato pró-Lula um dia após manifestação na Paulista receber críticas por cobertura da Globo
