Augusto Cury alcança 11% na Nexus e lidera a terceira via presidencial
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →A rodada da pesquisa Nexus com o banco BTG mostra um escritor de auto-ajuda sem trajetória em cargo público, Augusto Cury, saltando de 1% para 11% das intenções de voto em menos de um mês, logo depois de um debate televisionado e de uma explosão de seguidores no Instagram e de buscas no Google. Pela leitura de esquerda, o episódio expõe menos a força de um projeto de país do que o peso da audiência digital na formação de preferência eleitoral, num ambiente em que quem tem 9,9 milhões de seguidores parte na frente de quem tem partido, palanque estadual e histórico de gestão. O movimento também desorganiza o campo conservador tradicional: quem perde é Ronaldo Caiado, do PSD, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva segue à frente e Flávio Bolsonaro mantém a segunda posição.
O escritor Augusto Cury, do Avante, chegou a 11% das intenções de voto para presidente no primeiro turno na rodada da pesquisa Nexus, feita em parceria com o banco BTG e divulgada em 31 de agosto de 2026.
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As duas coberturas disponíveis registram os mesmos números e a mesma sequência: Augusto Cury com 11% no primeiro turno da pesquisa Nexus/BTG, alta de nove pontos sobre a rodada de 24 de agosto, posição atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, queda de Ronaldo Caiado para 5% e ligação temporal com o debate de 22 de agosto.
A pesquisa Nexus divulgada em 31 de agosto de 2026 colocou o escritor Augusto Cury em 11% das intenções de voto para presidente, um salto de nove pontos em uma semana. É o primeiro candidato da chamada terceira via a atingir dois dígitos no levantamento, atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. O crescimento veio logo após o primeiro debate entre presidenciáveis.
O escritor Augusto Cury, filiado ao Avante, alcançou 11% das intenções de voto para a Presidência da República no primeiro turno, segundo a rodada da pesquisa Nexus, feita em parceria com o banco BTG e divulgada nesta segunda-feira, 31 de agosto de 2026. Com o resultado, ele se tornou o primeiro candidato da chamada terceira via a atingir dois dígitos nesse levantamento.
O avanço é de nove pontos percentuais em relação à rodada anterior do mesmo instituto. Na aferição divulgada em 3 de agosto, Cury tinha 1% das intenções de voto. Em 24 de agosto, subiu para 2%. Agora, com 11%, ele passa a aparecer atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, que ocupava a terceira posição nas rodadas anteriores, registra agora 5%.
Os dois veículos que cobriram o levantamento convergem nos números e na cronologia. Ambos situam o salto poucos dias depois do primeiro debate entre presidenciáveis, realizado em 22 de agosto, e recorrem ao mesmo conjunto de indicadores de repercussão digital, atribuídos ao levantamento da Vox Radar. Segundo esses dados, Cury foi o candidato que mais ganhou seguidores no Instagram após o encontro, com alta de 19,4%, passando de cerca de 8,3 milhões para 9,9 milhões de perfis. O volume de buscas pelo nome dele no Google foi 900% maior na semana seguinte ao debate: no dia posterior ao encontro, o índice saltou de 2,9 para 49 pontos e chegou a 100 na noite de 26 de agosto.
Na distribuição da cobertura, veículos de esquerda deram destaque à reordenação do campo que disputa o espaço entre os dois polos, com ênfase explícita na perda de posição de Ronaldo Caiado e na trajetória de um nome vindo de fora da política institucional, reproduzindo ainda uma tabulação completa da rodada atribuída a um perfil de rede social, com Lula em 39%, Flávio Bolsonaro em 33% e outros nomes abaixo de Cury. A cobertura de centro tratou o dado como nota eleitoral seca, sem adjetivação, apresentando os percentuais, a série das três rodadas e os indicadores de redes sociais como contexto, além de remeter a matérias correlatas sobre o cenário de segundo turno e sobre decisões do Tribunal Superior Eleitoral envolvendo a propaganda dos candidatos. Até o fechamento desta análise, veículos de direita não haviam publicado cobertura própria do levantamento no conjunto de fontes reunidas, de modo que não há enquadramento desse lado a ser reportado.
A divergência entre as duas coberturas disponíveis é de ênfase, não de fato: uma personaliza a disputa pelo terceiro lugar, a outra encadeia os números sem interpretação. Nenhuma das duas contesta os percentuais, e nenhuma apresenta leitura das campanhas envolvidas.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das matérias informa a margem de erro, o número de entrevistados, o período de campo ou o número de registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral, elementos que permitiriam avaliar se a variação de nove pontos está dentro ou fora do intervalo de confiança. Também não há, até aqui, confirmação do movimento por outros institutos, o que impede afirmar se o crescimento é tendência consolidada ou oscilação ligada à exposição do debate. Não se sabe como as campanhas de Lula, de Flávio Bolsonaro e de Ronaldo Caiado avaliam o resultado, nem se a alta de audiência digital medida em seguidores e buscas se converte em voto efetivo.
Augusto Cury alcança 11% em pesquisa Nexus/BTG e se torna o primeiro nome da terceira via a atingir dois dígitos no levantamento.

Candidato do Avante cresceu nove pontos na Nexus e aparece atrás apenas de Lula e Flávio no 1º turno
