Flávio Bolsonaro tem 49% e Lula 43% no 2º turno no Distrito Federal, diz pesquisa
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Duas pesquisas de intenção de voto para o 2º turno da eleição presidencial mostram Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT), em recortes diferentes. No Distrito Federal, a vantagem é de 49% a 43%. No país, o levantamento BTG/Nexus indica 48% a 45%, empate técnico.
A leitura de direita enfatizaria a liderança de Flávio Bolsonaro nos dois recortes, a migração de eleitores de outros candidatos de oposição e o aumento da rejeição a Lula. Destacaria o desempenho forte entre evangélicos e a base de apoio já declarada por candidatos derrotados.
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As duas pesquisas apontam Flávio Bolsonaro à frente de Lula no segundo turno, em recortes diferentes: 49% a 43% no Distrito Federal e 48% a 45% no país, este último em empate técnico.
Duas pesquisas de segundo turno mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula. No Distrito Federal, a vantagem é de 49% a 43%. No cenário nacional, o levantamento indica 48% a 45%, dentro da margem de erro. Veja os números, a metodologia e o que ainda não se sabe.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas na segunda e na terça-feira, 12 e 13 de outubro, mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na largada do segundo turno da eleição presidencial de 2026. Os números variam conforme o recorte geográfico, mas apontam na mesma direção.
No Distrito Federal, a primeira pesquisa de segundo turno de um instituto de opinião registrada no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número DF-03365/2026, mostra Flávio com 49% e Lula com 43%. Brancos e nulos somam 6% e indecisos, 2%. Considerando apenas os votos válidos, Flávio tem 54% e Lula, 46%. Foram 910 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais, nos dias 6 e 7 de outubro, com margem de erro de 3 pontos percentuais. No primeiro turno, Flávio foi o mais votado na capital, com 51,31% dos votos válidos, contra 38,11% de Lula.
No cenário nacional, o levantamento do banco BTG com o instituto Nexus, divulgado na terça-feira, aponta Flávio com 48% e Lula com 45%. A margem de erro é de 2 pontos, o que configura empate técnico. Foram ouvidos 2.002 eleitores entre 9 e 12 de outubro, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07997/2026. Nos votos válidos, a vantagem é de 52% a 48%. Na rodada anterior, feita antes do primeiro turno, Flávio tinha 44% e Lula, 46%.
A cobertura de centro relatou os dados de forma descritiva, com metodologia e margens de erro. Nos dois recortes, destacou a rejeição e a aprovação: a rejeição a Lula subiu de 48% para 51% e a de Flávio caiu de 51% para 47%, enquanto, no Distrito Federal, a aprovação ao trabalho do presidente passou de 38% para 45% e a desaprovação recuou de 57% para 52%. Também registrou o destino dos votos de candidatos derrotados: 80% dos eleitores de Romeu Zema e 55% dos de Ronaldo Caiado dizem votar em Flávio, que recebeu o apoio de ambos. Entre eleitores de Augusto Cury, 43% escolhem Flávio e 41%, Lula. Renan Santos recomendou voto em branco, nulo ou abstenção.
Um veículo de perfil editorial de direita publicou o levantamento nacional em tom factual, sem enquadramento valorativo no corpo do texto, e ressaltou que o resultado é de empate técnico. Veículos de esquerda não aparecem entre as fontes desta cobertura até o momento, e por isso não é possível atribuir a eles um enquadramento próprio. Uma leitura de esquerda poderia enfatizar a recuperação da aprovação de Lula e o equilíbrio da disputa. Uma leitura de direita tenderia a destacar a liderança de Flávio, a alta da rejeição a Lula e a migração dos eleitores da oposição.
As duas pesquisas medem populações e datas diferentes e, por isso, não podem ser somadas ou comparadas diretamente. O que ainda não se sabe é se a vantagem no Distrito Federal, mais ampla que a nacional, indica tendência em outros estados, e como se comportarão os eleitores que declaram voto branco, nulo ou indecisão até a votação do segundo turno.
6% estão indecisos

No levantamento anterior, antes do primeiro turno, senador tinha 44% das intenções de voto enquanto presidente registrou 46%
