Nome de Cláudio Castro estava em lista achada na cabeceira da cama de Adilsinho
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
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A Polícia Federal encontrou listas atribuídas ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio, com nomes de políticos associados a valores. Entre eles está o ex-governador Cláudio Castro (PL), citado em suposta doação de R$ 3,2 milhões à campanha de reeleição de 2022. Castro não é alvo da 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada em 2 de julho de 2026 com mandados do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A operação expõe a suspeita de uma 'mesada' paga pela contravenção a agentes públicos do Rio, reforçando o padrão de captura do poder estadual por interesses criminosos. O ex-governador Cláudio Castro (PL), já cassado pelo TSE por abuso de poder econômico, aparece em lista com suposta doação de R$ 3,2 milhões, num quadro que, para a esquerda, evidencia como a política fluminense de direita se entrelaça com o jogo do bicho e a máfia do cigarro.
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Apelo emocional nesta matéria: 5/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Todos os veículos concordam que a lista foi atribuída ao bicheiro Adilsinho, que cita Cláudio Castro em suposta doação de R$ 3,2 milhões, e que o ex-governador não é alvo de mandado nesta 5ª fase da operação.
A Polícia Federal encontrou listas atribuídas ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio de Janeiro, contendo nomes de pelo menos 25 políticos associados a valores financeiros. Entre eles aparece o ex-governador Cláudio Castro (PL). A informação foi revelada inicialmente pela coluna de Octavio Guedes, no G1, e confirmada pelos demais veículos. Segundo a apuração, o documento menciona uma suposta doação de R$ 3,2 milhões destinada à campanha de reeleição de Castro em 2022. O material foi apreendido durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na manhã de quinta-feira, 2 de julho de 2026.
A nova etapa cumpriu mandados expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Foram três mandados de prisão preventiva, contra o próprio Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, e o pastor e empresário do ramo do tabaco Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio. Adilsinho e Bacellar já estavam presos por desdobramentos anteriores. Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e Moraes ordenou o bloqueio de bens e valores de até 22 milhões de reais. Os investigadores apuram suspeitas de caixa dois de campanha e de lavagem de dinheiro ligada à cúpula do novo jogo do bicho, com possível ramificação em integrantes do Executivo e do Legislativo fluminense. É ponto pacífico em toda a cobertura que Cláudio Castro não é alvo de nenhum mandado nesta fase.
A cobertura de centro, de veículos como Folhapress, Correio Braziliense e o próprio G1, tratou o tema de forma factual, atribuindo as informações à Polícia Federal e ao STF e registrando que a apuração ainda está em curso para analisar o contexto dos possíveis repasses. Esses veículos deram destaque à nota da defesa de Castro, que afirmou ser mentirosa qualquer ilação de que ele tenha recebido pagamento, doação ilegal ou vantagem indevida, e sustentou que a campanha de 2022 foi regularmente declarada à Justiça Eleitoral. A defesa de Adilsinho, por sua vez, negou que ele tenha feito pagamentos indevidos a agentes públicos.
O veículo de esquerda ICL Notícias enfatizou o ângulo da suposta 'mesada' paga pela contravenção a políticos e o entrelaçamento entre o crime organizado e o poder público do Rio, destacando o histórico de Castro, cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico e político no pleito de 2022, e a leitura de que a base do ex-governador teria retaliado a oposição na Alerj. Já a leitura de direita, ancorada na manifestação da defesa, enfatiza a presunção de inocência: a simples citação de um nome em anotação produzida por terceiro não comprova recebimento de valores nem irregularidade eleitoral, e o fato de os demais nomes permanecerem sob sigilo abre espaço para questionar vazamentos seletivos de uma investigação conduzida sob a relatoria de Moraes.
O que ainda não se sabe é decisivo para o caso. A Polícia Federal não divulgou oficialmente os nomes dos demais políticos citados, que seguem sob segredo de Justiça, e ainda aprofunda a análise do material apreendido antes de decidir sobre eventuais desdobramentos. Não há, até o momento, imputação formal contra Cláudio Castro relacionada aos fatos noticiados, e permanece em aberto se as anotações se confirmarão como doações eleitorais irregulares, caixa dois ou registros sem lastro em pagamentos efetivos.

Cláudio Castro aparece em lista do bicheiro Adilsinho com suposta doação de R$ 3,2 milhões, segundo documentos apreendidos pela PF na Operação Unha e Carne.

PF encontrou lista com ao menos 25 políticos em endereço de Adilsinho, chefe da máfia do cigarro no Rio; Cláudio Castro estava entre os nomes


Materiais apreendidos pela PF mencionam suposta doação de R$ 3,2 milhões ao ex-governador do Rio. Apesar da menção, Castro não é alvo da quinta fase da investigação
