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A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado em 2026 avançou em duas frentes na mesma segunda-feira. De um lado, o registro de candidaturas expôs a evolução patrimonial de três postulantes do campo conservador: Guilherme Derrite declarou 2,02 milhões de reais, alta real de 130% desde 2022; Ricardo Salles declarou 9,05 milhões, alta de 110%; e André do Prado declarou 692,6 mil reais, crescimento de 67%. De outro, um levantamento contratado por uma entidade empresarial paulista e registrado no tribunal eleitoral mostrou corrida embolada, com Simone Tebet em 26,8%, Marina Silva em 23,3%, Derrite em 19,4%, André do Prado em 19% e Salles em 16,4%, considerados os dois votos por eleitor.
A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado em 2026 ganhou dois retratos na mesma segunda-feira: um sobre a evolução do patrimônio dos candidatos já registrados e outro sobre a intenção de voto dos eleitores paulistas. Os dois recortes tratam do mesmo grupo de nomes que hoje concentra a competição pelas cadeiras em jogo.
No campo patrimonial, a cobertura de centro relatou que a Justiça Eleitoral já recebeu cerca de um terço dos registros de candidatura de 2026 e que, entre os concorrentes ao Senado por São Paulo, três nomes ligados ao campo conservador apresentaram crescimento relevante de bens desde 2022. Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do governo paulista, declarou 2,02 milhões de reais, com alta de 130% já descontada a inflação. Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente, declarou 9,05 milhões de reais, aumento de 110% no mesmo período. O deputado André do Prado informou 692,6 mil reais, avanço de 67%. As campanhas de Derrite e de André do Prado afirmaram que os valores decorrem de rendimentos lícitos e são compatíveis com a renda e a trajetória profissional de cada um. Salles atribuiu a aceleração recente ao retorno à advocacia e ao rendimento de aplicações financeiras num ambiente de juros altos. A mesma reportagem registra que, corrigido pela inflação, o patrimônio atual de Salles é menor do que o declarado no início de sua trajetória eleitoral.
No campo eleitoral, veículos de direita destacaram um levantamento contratado por uma associação empresarial paulista e registrado no Tribunal Superior Eleitoral, segundo o qual a corrida está embolada. Considerados os dois votos que cada eleitor pode dar, Simone Tebet aparece com 26,8%, Marina Silva com 23,3%, Derrite com 19,4%, André do Prado com 19% e Salles com 16,4%. Os demais concorrentes ficam abaixo de 3%. A pesquisa ouviu 1.800 eleitores entre 5 e 8 de agosto, com margem de erro de 2,3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O mesmo levantamento mediu o peso dos apoios políticos: o endosso do governador de São Paulo aumentaria a chance de voto para 62,9% dos entrevistados, o do ex-presidente Jair Bolsonaro para 49,5% e o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para 36,2%.
Os dois recortes convergem no essencial. São os mesmos cinco nomes que concentram a disputa, o calendário eleitoral está em curso e a prestação de contas ao tribunal eleitoral é o instrumento público de verificação disponível ao eleitor. A divergência está na ênfase. A cobertura de centro colocou a lupa sobre a origem e o ritmo de acumulação de bens dos candidatos do campo conservador, tema clássico de fiscalização patrimonial de agentes públicos, e ouviu as campanhas envolvidas. Já a cobertura de direita concentrou-se na competitividade da corrida e no valor de mercado dos apoios políticos, sem tratar de patrimônio. Veículos de esquerda não haviam publicado sobre o tema até o fechamento deste texto, de modo que não há, no conjunto de matérias analisado, um enquadramento desse campo sobre os números.
Ainda não se sabe qual é o patrimônio declarado das duas candidatas mais bem posicionadas nas intenções de voto. Simone Tebet e Marina Silva têm até 15 de agosto para registrar candidatura e entregar a declaração de bens, e só então será possível comparar as trajetórias patrimoniais de todos os principais concorrentes. Também não há, nas matérias, verificação independente das explicações apresentadas pelas campanhas nem detalhamento sobre a composição da valorização informada. Por fim, os 42,2% de eleitores que dizem não saber em quem votar indicam que o quadro medido pode mudar de forma significativa quando começar a campanha oficial.
As duas coberturas tratam o mesmo grupo de cinco nomes como o núcleo da disputa pelas duas vagas paulistas no Senado e tomam os registros no tribunal eleitoral como a fonte pública de verificação, tanto para declaração de bens quanto para o registro das pesquisas.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto é ancorado em dados declarados à Justiça Eleitoral, apresenta a série histórica completa dos três candidatos e publica as respostas das campanhas de Derrite e de André do Prado, além da explicação direta de Salles sobre juros e retorno à advocacia. Também registra o contraponto de que, corrigido pela inflação, o patrimônio de Salles é hoje menor do que no início de sua trajetória. O recorte por campo ideológico ('nomes da direita') e o verbo 'multiplicaram' no título dão tom de fiscalização, mas o corpo esclarece que um dos três teve alta de 67%, e não multiplicação. Equilíbrio de fontes sustenta a leitura factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto quase integralmente numérico: percentuais de intenção de voto para os dois votos disponíveis, lista completa dos concorrentes menores, brancos e nulos, indecisos, tamanho de amostra, período de campo, margem de erro, nível de confiança e protocolo de registro. Não há adjetivação valorativa, nem hierarquia narrativa favorecendo um campo. O bloco sobre o peso dos apoios de governador, presidente e ex-presidente é apresentado de forma simétrica, com os três recebendo o mesmo tratamento estatístico. Apesar do veículo ter perfil à direita, o artigo é factual.

Ex-secretário de Segurança do governo Tarcísio e ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro mais do que dobraram bens declarados ao TSE; André do Prado teve 67% de ganho

Levantamento contratado pela Associação Comercial mostra disputa acirrada pelas duas vagas à Casa Alta nas eleições de outubro
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Perspectivas omitidas



