Quaest testa 13 candidatos e mede rejeição em nova rodada
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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- InfoMoneyNova pesquisa Quaest mede rejeição, uso de IA e interferência estrangeira na eleiçãoLevantamento será divulgado na sexta-feira (14), com novos cenários de primeiro e segundo turnos e perguntas sobre temas que ganharam espaço na campanha de 2026(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Os números saem na sexta-feira, 14 de agosto, nove dias antes do primeiro debate presidencial, marcado para 23 de agosto.
- A pesquisa mede rejeição, e não só intenção de voto: é o indicador que costuma definir o teto de cada candidatura em segundo turno.
- Serão atualizadas a avaliação do governo e a percepção sobre economia, emprego e preço dos alimentos.
- A margem de erro de dois pontos significa que diferenças menores que quatro pontos entre candidatos não permitem afirmar vantagem.
Onde os lados divergem
- Contratante: a cobertura de centro atribui a encomenda ao grupo de mídia que publica a pesquisa; a de direita afirma que o levantamento foi encomendado por um banco, ao custo de R$ 314 mil.
- Período de campo: uma versão diz que as entrevistas foram feitas entre 10 e 12 de agosto; a outra, que a coleta seguiu até 13 de agosto.
- Contexto: apenas a cobertura de centro cita a apuração da Polícia Federal sobre repasse a ex-auxiliar do presidente; apenas a de direita recompõe os números da rodada anterior e destaca o avanço da oposição.
Onde os lados concordam
As duas coberturas concordam no essencial verificável: divulgação na sexta-feira, 14 de agosto; 2.004 eleitores entrevistados presencialmente; margem de erro de dois pontos percentuais; registro no TSE sob o número BR-06773/2026; 13 candidatos no cenário de primeiro turno e quatro simulações de segundo turno com o presidente de um lado. Ambas destacam que a rodada estreia perguntas sobre uso de inteligência artificial nas campanhas e sobre interferência de governos estrangeiros.
O que ainda está incerto
- Os resultados da nova rodada ainda não foram divulgados; tudo que se sabe é o desenho do questionário.
- Não está esclarecido quem de fato contratou e pagou o levantamento, já que as coberturas apontam contratantes diferentes para o mesmo registro no TSE.
- Não se sabe como serão redigidas e tabuladas as perguntas sobre inteligência artificial e interferência estrangeira, nem se a apuração da Polícia Federal citada afetou as respostas.
A nova rodada da pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial de 2026 sai na sexta-feira, 14 de agosto, com 2.004 entrevistas presenciais e margem de erro de dois pontos. Além da intenção de voto entre 13 candidatos, o questionário mede rejeição, sentimentos do eleitor, avaliação do governo, uso de inteligência artificial nas campanhas e a percepção sobre interferência de governos estrangeiros.
O instituto Quaest divulga nesta sexta-feira, 14 de agosto, uma nova rodada de pesquisa sobre a eleição presidencial de 2026. O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em entrevistas presenciais, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06773/2026. A coleta começou na segunda-feira, 10 de agosto.
O cenário de primeiro turno apresenta ao entrevistado os 13 candidatos formalizados em convenção partidária, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos, Augusto Cury, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Leonardo Avalanche, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Wilson Grassi. Há ainda quatro simulações de segundo turno, todas com o presidente de um lado e, do outro, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
A cobertura de centro relatou o desenho do levantamento em termos de serviço, listando os nomes em ordem neutra e reproduzindo os dados metodológicos enviados ao Tribunal Superior Eleitoral. Registrou também o contexto em que a pesquisa entra a campo, com a revelação de um repasse identificado pela Polícia Federal a um ex-chefe de gabinete do presidente e a definição de Alfredo Gaspar como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Já veículos de direita enfatizaram o movimento numérico da rodada anterior, divulgada em 5 de agosto: o presidente oscilou de 40% para 39% no primeiro turno enquanto o senador subiu de 28% para 30%, e a vantagem no confronto direto caiu de oito para cinco pontos, de 44% a 39%. Nos demais cenários daquela medição, o presidente liderava por 45% a 37% contra Caiado, 46% a 34% diante de Zema e 45% a 35% contra Renan Santos. Até o fechamento desta edição, veículos de esquerda não haviam publicado sobre o anúncio da nova rodada, de modo que o contraponto habitual desse campo, centrado em transparência do financiamento das pesquisas e em soberania do processo eleitoral, não aparece no material disponível.
As duas coberturas convergem nos elementos verificáveis: data de divulgação, tamanho da amostra, margem de erro, número de registro no Tribunal Superior Eleitoral, os 13 nomes do primeiro turno e os quatro confrontos de segundo turno. Convergem também no ponto que distingue esta rodada das anteriores. Além da intenção de voto, o questionário mede a rejeição a cada candidato, os sentimentos que cada nome desperta, entre entusiasmo, esperança, tranquilidade, indiferença, desânimo, preocupação e raiva, a identificação ideológica do eleitor e a expectativa sobre quem vencerá a eleição, independentemente do voto declarado. Entram ainda perguntas sobre o uso de inteligência artificial nas campanhas e sobre a possibilidade de governos estrangeiros tentarem interferir no processo eleitoral brasileiro, inclusive em favor de candidatos de campos políticos distintos. A avaliação do governo e a percepção sobre economia, emprego e preço dos alimentos também serão atualizadas.
Há divergências factuais entre as duas versões. A cobertura de centro informa que a pesquisa foi contratada pelo grupo de mídia que a publica e que o campo foi realizado entre segunda e quarta-feira, 10 e 12 de agosto. A cobertura de direita afirma que o levantamento foi encomendado por um banco, custou R$ 314 mil e teve coleta de segunda a quinta-feira, 13 de agosto. Nenhuma das duas explica a diferença, embora ambas citem o mesmo número de registro no Tribunal Superior Eleitoral e o mesmo tamanho de amostra.
O que ainda não se sabe é o essencial: os números da nova rodada só aparecem na sexta-feira. Também segue sem resposta se a apuração da Polícia Federal e a definição da chapa de oposição alteraram alguma tendência, como serão redigidas e tabuladas as perguntas sobre inteligência artificial e interferência estrangeira, e qual é exatamente o arranjo de contratação e financiamento do levantamento. A divulgação ocorre pouco mais de uma semana depois da rodada anterior e antes do primeiro debate entre os presidenciáveis, marcado para 23 de agosto.
Fontes

A Pesquisa Quaest 2026 avalia o sentimento do eleitor e o impacto de fatos políticos recentes sobre os principais candidatos à Presidência da República.

Levantamento será divulgado na sexta-feira (14), com novos cenários de primeiro e segundo turnos e perguntas sobre temas que ganharam espaço na campanha de 2026