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O Partido Novo protocolou no dia 8 de agosto de 2026 uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral pedindo a cassação dos registros de candidatura de Lula e Geraldo Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos dois por oito anos. O pedido se apoia no desfile da Acadêmicos de Niterói, em 15 de fevereiro, cujo enredo homenageou a trajetória do presidente e que, segundo o partido, teria sido bancado por cerca de R$ 9,65 milhões em recursos públicos. O governo já havia afirmado, em fevereiro, que não destinou verba à escola nem participou da escolha do enredo. Nada foi decidido: a petição está com o corregedor-geral eleitoral.
O Partido Novo protocolou no dia 8 de agosto de 2026, no Tribunal Superior Eleitoral, uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral que pede a cassação dos registros de candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin, ambos candidatos à reeleição. A sigla também requer que os dois sejam declarados inelegíveis por oito anos. A petição foi apresentada no mesmo dia em que a chapa formalizou o registro na Justiça Eleitoral.
O pedido tem como base o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, com enredo que retratou a trajetória política do presidente. Para o partido, o espetáculo deixou de ser uma manifestação cultural espontânea e assumiu contornos de promoção eleitoral bancada por dinheiro público. A conta apresentada na ação soma cerca de R$ 9,65 milhões: R$ 4 milhões da prefeitura de Niterói, R$ 2,15 milhões da prefeitura do Rio de Janeiro, R$ 2,5 milhões do governo fluminense e R$ 1 milhão da Embratur. Os advogados sustentam que os instrumentos que viabilizaram os repasses foram formalizados depois do anúncio do enredo, em julho de 2025.
A cobertura de centro relatou os pontos centrais do pedido e trouxe a resposta do governo, que em fevereiro afirmou não ter destinado verba pública à escola nem ter participado da escolha ou do desenvolvimento do enredo. Essa cobertura também registrou o argumento do partido de que, em 2006, o PT acionou a Justiça contra um desfile que homenageou Alckmin, então adversário de Lula, sob a mesma alegação de uso de dinheiro público.
Veículos de direita enfatizaram o encadeamento das apurações e o detalhamento do rito processual. Descreveram que o caso está com o corregedor-geral eleitoral, que pode notificar Lula e Alckmin para apresentar defesa, e lembraram que o próprio partido já havia tentado barrar o desfile antes do carnaval, pedido rejeitado por unanimidade em 12 de fevereiro, sem análise de mérito. Registraram ainda que outro partido de oposição abriu uma segunda frente no tribunal sobre o financiamento do evento e que o Tribunal de Contas da União apura o uso de servidores da Presidência, com diárias, passagens, hospedagem e horas extras. Essa cobertura também destacou que uma das alas do desfile fazia alusões críticas à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao agronegócio e ao bloco conservador do Congresso.
Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre a ação, de modo que a leitura desse lado não aparece no conjunto de matérias analisado.
As coberturas convergem no essencial: a ação foi protocolada, o valor apontado é de aproximadamente R$ 9,65 milhões, o pedido é de cassação com inelegibilidade por oito anos e nada foi decidido. Para haver condenação, o plenário do tribunal teria de reconhecer não apenas a ocorrência das condutas apontadas, mas também gravidade suficiente para afetar a legitimidade e a igualdade da disputa. A legislação permite que esse tipo de ação seja julgada mesmo depois da proclamação do resultado, o que significa que o processo pode atravessar toda a eleição e alcançar os diplomas, caso a chapa seja eleita.
Ainda não se sabe se o relator vai admitir a ação e determinar a notificação da chapa, qual será o teor da defesa, nem se as testemunhas e os documentos requisitados à Presidência da República, à agência federal de turismo, à empresa municipal de turismo do Rio e à liga das escolas de samba serão de fato solicitados. Também não há manifestação pública nova da campanha do presidente sobre os valores discriminados na petição, nem prazo definido para o parecer do Ministério Público Eleitoral ou para o julgamento do mérito.
As duas coberturas descrevem os mesmos fatos centrais: a ação foi protocolada no dia 8 de agosto, no mesmo dia do registro da chapa; o valor apontado gira em torno de R$ 9,65 milhões em recursos públicos ligados ao desfile; o pedido é de cassação dos registros e inelegibilidade por oito anos; e nada foi julgado até agora.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de coluna que relata o protocolo da ação sem adjetivar as partes: usa 'suposto abuso' no título, atribui todas as acusações ao partido autor ('a legenda afirma', 'os advogados alegam') e reserva parágrafo próprio à negativa do governo, que diz não ter destinado verba nem escolhido o enredo. O único trecho de contexto adicional, o precedente de 2006 em que o PT acionou a Justiça contra homenagem a Alckmin, é apresentado como argumento do Novo, não como juízo do texto. Vocabulário sem carga ideológica dos dois lados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A apuração é sólida e o texto mantém a atribuição das acusações ao partido autor, mas a arquitetura da matéria acumula frentes de investigação contra o governo: detalha os repasses ente por ente, sublinha que os contratos foram assinados depois do anúncio do enredo, descreve a ala que ironizava a família Bolsonaro e a reação evangélica, e encerra com a ação do PL e a apuração do TCU sobre servidores da Presidência, diárias e horas extras. A ênfase em controle do gasto público e accountability institucional, somada à ausência da negativa do governo, produz um enquadramento à direita, ainda que sem vocabulário valorativo explícito.

Partido de Zema alega que R$ 9,6 mi em recursos públicos foram usados em desfile que homenageou Lula

Partido sustenta que homenagem da Acadêmicos de Niterói funcionou como promoção eleitoral financiada com pelo menos R$ 9,65 milhões públicos e pede inelegibilidade por oito anos; ‘Estadão’ procurou a equipe de Lula
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Perspectivas omitidas



