
Operação contra PCC relaciona empresa de ônibus ao caso Deolane Bezerra
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A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram a Operação Última Parada contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião, concessionária do transporte público na zona leste paulistana. O vereador Senival Moura (PT) foi preso e apontado como beneficiário e líder oculto do esquema. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens, o sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações, além do afastamento dos diretores da empresa. A investigação também revelou conexões com a apuração que teve a influenciadora Deolane Bezerra como alvo.
Esquerda
A operação contra o PCC expôs como o crime organizado teria capturado um serviço público essencial, o transporte por ônibus da zona leste de São Paulo, para lavar dinheiro ao longo de mais de uma década.
Centro
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram a Operação Última Parada contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião, concessionária do transporte público na zona leste paulistana.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Apesar do publisher ser de esquerda, o texto é predominantemente factual: descreve a operação, os alvos, os valores bloqueados e cita as autoridades como fonte. O gancho com Deolane Bezerra no título tem leve apelo de audiência, mas o corpo sustenta a conexão investigativa. Sem vocabulário ideológico carregado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e neutra, no padrão de agência: lista nominalmente os alvos, os pedidos de prisão, as empresas afastadas e as medidas judiciais sem enquadramento valorativo. Atribui todas as alegações às autoridades. Vocabulário sóbrio.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, na manhã desta quinta-feira, 25 de junho de 2026, a Operação Última Parada, voltada contra um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC, por meio da empresa de ônibus Transunião, concessionária responsável por parte do transporte público na zona leste da capital paulista. Entre os alvos, o vereador Senival Moura, do PT, foi preso e apontado pelos investigadores como real beneficiário e líder oculto da empresa.
Segundo as autoridades, a investigação revelou um núcleo paralelo que tomava decisões sobre a Transunião e transferia valores para criminosos do PCC. A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de R$ 194 milhões em contas e bens ligados aos investigados, além do sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. A operação cumpriu mais de cem mandados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Durante o cumprimento, policiais apreenderam quatro fuzis, drogas, uma máquina embaladora e cerca de R$ 65 mil escondidos em sacos de lixo em um imóvel da zona leste. Os diretores da Transunião foram afastados e a Prefeitura de São Paulo foi acionada para adotar medidas emergenciais no transporte.
A cobertura de centro detalhou nominalmente os alvos da ação, entre eles o vereador Senival Moura, o diretor-presidente formal Lourival de França, e os operadores financeiros apontados pela investigação, além de listar as empresas afastadas e suspensas. Reportou ainda que recursos do PCC eram utilizados para aumentar artificialmente o capital social de empresas, permitindo a participação em licitações públicas, com posterior retorno dos valores à facção sob aparência de legalidade.
Veículos de esquerda destacaram que o esquema teria capturado um serviço público essencial, o transporte coletivo da zona leste, ao longo de mais de uma década, e enfatizaram a fragilidade da fiscalização sobre concessionárias que operam com dinheiro público. Já uma leitura de direita enfatizaria a responsabilização individual dos envolvidos, a accountability das instituições de controle e o desvio de licitações públicas como porta de entrada para o crime organizado, vendo no bloqueio milionário de bens uma demonstração de eficácia investigativa. Ambos os lados convergem no diagnóstico de que o crime organizado teria se infiltrado na máquina pública municipal.
A apuração também relacionou a Transunião à investigação que teve como alvo a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, citando Everton de Souza, conhecido como Player, apontado como operador financeiro e preso na mesma frente investigativa. As autoridades mencionam ainda a participação de integrantes da família Camacho, apontada como ligada à cúpula da facção, e lembram que dois dos investigados já respondem por processo relacionado ao assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da empresa morto em 2020.
O que ainda não se sabe é a resposta das defesas dos investigados, incluindo a do vereador Senival Moura e da própria Transunião, que não se manifestaram até o momento das reportagens. Também permanecem em aberto o posicionamento do PT diante da prisão do parlamentar, a extensão concreta do impacto no transporte público da zona leste e o desfecho dos mandados ainda não cumpridos contra alvos foragidos ou fora do país.
Esquerda e centro convergem que o PCC teria usado a concessionária de ônibus Transunião para lavar dinheiro e que a operação atingiu agentes do poder público, incluindo um vereador preso, com bloqueio de R$ 194 milhões em bens.

Deflagrada nesta quinta-feira (25/6), Operação Última Parada mira esquema de lavagem de dinheiro da facção por meio da empresa Transunião
Transunião é suspeita de lavar dinheiro para "Player", preso na investigação que teve Deolane como alvo
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