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Quaest mostra Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno

1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•22/09/2026•atualizado em 24/09/2026•Pesquisas eleitorais
Quaest mostra Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno
Imagem: Folha de S.Paulo

Resumo da cobertura

A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 37% das intenções de voto no primeiro turno e o senador Flávio Bolsonaro com 33%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro, com nível de confiança de 95%. No segundo turno simulado, Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula, 41%. O diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, avalia que uma definição já no primeiro turno é muito improvável, embora a migração de votos na reta final seja fenômeno recorrente.

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Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Veículos com viés à esquerda

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • Folha de S.PauloOpinião - Vinicius Torres Freire: O que fazer em uma eleição que pode ser decidida no primeiro turnoA esta altura de 2022, vantagem de Lula era maior, e rejeição, menor que a dos Bolsonaro
    Análise editorial

    A coluna compara os números de 2026 com os de 2022, apresenta índices de rejeição e explicita o limite metodológico de que pesquisa é retrato e não previsão, o que a mantém no registro factual e analítico. Há inflexão à esquerda em expressões como 'balas de vazamentos' saídas dos 'porões das polícias e da Justiça' e na menção às 'tentativas bolsonaristas de golpe', mas a avaliação é crítica dos dois lados, inclusive ao tratar o reajuste do Bolsa Família como reação tardia de imagem. Por isso o enquadramento predominante é de centro.

    Qualidade argumentativa
    57/100
    Manipulação emocional
    30/100
    Clickbait
    15/100
    Fontes citadas
    2

    Perspectivas omitidas

    • não detalha a ficha técnica do levantamento citado nem as datas de campo
    • não considera cenários de migração de voto favoráveis a Lula com a mesma profundidade dedicada ao voto útil antipetista
    • não ouve as campanhas sobre as medidas de última hora que atribui ao governo
Direita1 (50%)

Veículos com viés à direita

  • VejaEleição presidencial pode terminar no primeiro turno? O que diz diretor da Quaest após nova pesquisaGuilherme Russo afirma que a migração de votos na reta final é um fenômeno frequente
    Matéria: Centro

    Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.

    Análise editorial

    O texto repassa a fala do diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, sem vocabulário valorativo: reproduz os percentuais de todos os candidatos, a margem de erro e a ficha técnica. O título em forma de pergunta insinua um desfecho de primeiro turno que o próprio corpo desmente ao citar Russo dizendo ser 'muito improvável', o que eleva o clickbait sem criar contradição entre título e corpo. O veículo é de direita, mas a peça em si é relato factual.

    Qualidade argumentativa
    56/100
    Manipulação emocional
    15/100
    Clickbait
    35/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • não informa o número de registro da pesquisa no TSE
    • não descreve o método de coleta nem quem contratou o levantamento
    • não traz reação das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro aos números

A poucos dias da votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro chegam tecnicamente empatados no primeiro turno, segundo a Quaest. Os números reacenderam a discussão sobre uma decisão imediata, que o próprio instituto considera improvável, e expõem como cada lado da cobertura lê o estoque de votos dos candidatos menores.

A disputa presidencial de 2026 entrou na reta final do primeiro turno em empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro, e a pergunta que passou a organizar a cobertura é se a eleição pode ser decidida já na primeira votação. A pesquisa do instituto Quaest divulgada em 21 de setembro mostra Lula com 37% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois podem estar em 35%, o que configura empate dentro da variação estatística. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 17 e 20 de setembro, com nível de confiança de 95%.

O restante do campo aparece fragmentado no mesmo levantamento: Augusto Cury tem 6%, Ronaldo Caiado registra 4%, Renan Santos marca 3%, e Romeu Zema e Samara Martins ficam com 1% cada. No cenário de segundo turno medido pelo mesmo instituto, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 42%, contra 41% de Lula, também dentro da margem. É esse conjunto de números que alimentou a hipótese de uma concentração de votos nos dois primeiros colocados nos últimos dias de campanha.

Há convergência entre as coberturas quanto ao ponto principal: pela aritmética disponível, encerrar a disputa no primeiro turno é improvável, ainda que a soma dos votos dos demais candidatos coloque os líderes perto do limiar de 50% nas hipóteses mais extremas de migração. Também há acordo de que a antecipação de voto, quando o eleitor conclui que seu candidato não chega ao segundo turno, é fenômeno recorrente no fim de campanha.

Veículos de direita enfatizaram a avaliação técnica do instituto: o diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, afirmou ser muito improvável uma definição imediata, porque Lula ainda estaria longe do patamar necessário e porque Flávio Bolsonaro precisaria capturar parcela significativa de votos de candidatos com bases distintas, entre eles um eleitorado mais ideológico, um voto de componente regional em Goiás e um segmento mais centrista. Nessa cobertura, o dado que se destaca é a trajetória ascendente do senador, que chega tecnicamente empatado e numericamente à frente na simulação de segundo turno.

A cobertura de centro relatou o mesmo quadro por outro ângulo, o da comparação histórica. A 17 dias do primeiro turno de 2022, Lula tinha 45% contra 33% de Jair Bolsonaro, e terminou aquela votação com 46,3% contra 41,3%. No mesmo intervalo de 2026, o levantamento mais recente mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36%. A diferença decisiva estaria na rejeição: era de 53% para Jair Bolsonaro e de 38% para Lula em 2022, e hoje está em 47% para os dois. Essa cobertura também registrou que o presidente vem sendo alvo, desde agosto, de vazamentos de investigações, e que o reajuste do Bolsa Família só deve chegar às famílias depois do primeiro turno, além de lembrar que pesquisa é retrato e não previsão, sujeita à abstenção e à mudança de opinião.

Veículos de esquerda não haviam tratado do levantamento até o fechamento desta análise, de modo que a leitura mais associada a esse campo, a de que os vazamentos judiciais e policiais desequilibram a campanha e a de que as medidas de renda ainda não produziram efeito, aparece aqui pela via da cobertura de centro que a registrou, e não por texto próprio desse lado.

O que ainda não se sabe é se a migração de votos dos candidatos menores vai de fato ocorrer e para quem, qual será o tamanho da abstenção, que efeito o reajuste do Bolsa Família terá sobre o eleitorado de baixa renda e se haverá gesto político capaz de mudar o patamar de qualquer um dos dois primeiros colocados antes da votação.

Briefing

O que importa para você

  • No primeiro turno medido pela Quaest, Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro tem 33%, com margem de dois pontos percentuais.
  • No segundo turno simulado, Flávio Bolsonaro marca 42% e Lula, 41%.
  • O reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo só deve chegar às famílias beneficiárias depois da primeira votação.
  • Votos hoje declarados a Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Renan Santos somam 13% e são o estoque que pode mudar o resultado na reta final.

Onde os lados divergem

  • Veículos de direita centram a análise na ascensão de Flávio Bolsonaro e na possibilidade de ele absorver os votos dos candidatos menores pelo voto útil.
  • A cobertura de centro concentra a explicação no retrospecto: a rejeição de 47% para os dois e a ausência de um bloco de centro como o de 2022 é que definiriam o limite de cada campanha.
  • A direita trata o reajuste do Bolsa Família como medida eleitoral de última hora; o centro registra que o dinheiro só chega depois do primeiro turno.

Onde os lados concordam

As duas coberturas tratam a disputa como empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro e concordam que, pela aritmética das pesquisas, decidir a eleição já no primeiro turno é improvável, ainda que as hipóteses extremas de migração de votos aproximem os líderes do limiar de 50%.

O que ainda está incerto

  • Para quem migram os votos dos candidatos menores, e se a migração chega a acontecer.
  • Qual será o tamanho da abstenção e quantos entrevistados mudarão de opinião até a votação.
  • Se o reajuste do Bolsa Família terá efeito eleitoral antes de o dinheiro chegar ao beneficiário.
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Fontes

Espectro: Direita
Eleição presidencial pode terminar no primeiro turno? O que diz diretor da Quaest após nova pesquisa
Eleição presidencial pode terminar no primeiro turno? O que diz diretor da Quaest após nova pesquisa

Guilherme Russo afirma que a migração de votos na reta final é um fenômeno frequente

VejaVeja
Espectro: Centro
Opinião - Vinicius Torres Freire: O que fazer em uma eleição que pode ser decidida no primeiro turno
Opinião - Vinicius Torres Freire: O que fazer em uma eleição que pode ser decidida no primeiro turno

A esta altura de 2022, vantagem de Lula era maior, e rejeição, menor que a dos Bolsonaro

Folha de S.PauloFolha de S.Paulo

Centro

1 fonte

A pesquisa Quaest divulgada em 21 de setembro de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 37% das intenções de voto no primeiro turno e o senador Flávio Bolsonaro com 33%, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro, com nível de confiança de 95%. No segundo turno simulado, Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula, 41%. O diretor de Inteligência da Quaest, Guilherme Russo, avalia que uma definição já no primeiro turno é muito improvável, embora a migração de votos na reta final seja fenômeno recorrente.

Direita

1 fonte

Na leitura de direita, o dado central é a trajetória de crescimento do senador Flávio Bolsonaro, que saiu de posição secundária para disputar cabeça a cabeça com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aparece numericamente à frente no segundo turno, com 42% contra 41%.

Esquerda

0 fontes

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Leia em seguida

Fio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 21 de setembro
Esquerda e centro · 4 fontesFio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 21 de setembro

Linha do Tempo

  1. 20 de set. de 2026, 00:00
    Quaest encerra campo de pesquisa com 2.004 eleitores ouvidos desde 17 de setembro e aponta Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 33% no primeiro turno.
    veja.abril.com.br
  2. 17 de set. de 2026, 00:00
    Levantamento Datafolha concluído a 17 dias do primeiro turno registra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36%, com rejeição de 47% para os dois.
    www1.folha.uol.com.br

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  • Pesquisa Palver: Flávio Bolsonaro tem 42% e Lula, 40% no 1º turno

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    Quaest mede empate técnico com Lula em 37% e Flávio Bolsonaro em 33%

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