Papa Leão XIV parte para Uruguai, Argentina e Peru após cirurgia no pulmão
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A cobertura de esquerda trata a passagem pela Argentina, entre 8 e 11 de novembro, como um dos principais pontos de tensão política da viagem. O texto descreve o governo Javier Milei em “ofensiva de austeridade”, com cortes nos gastos públicos e redução da assistência social, e relaciona a visita do papa a uma instituição que acolhe mais de 400 pessoas com deficiência aos questionamentos sobre esses cortes. O texto também lista temas esperados nos discursos, como destruição ambiental, tráfico de armas e instabilidade política. O texto analisado não registra o encontro previsto com Milei nem a posição do governo argentino.
Com base em Portal Vermelho
O papa Leão XIV partiu em 6 de novembro para uma viagem apostólica ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, país onde viveu quase duas décadas como missionário e foi bispo de Chiclayo. As coberturas divergem na duração: a de centro fala em 11 dias, e a de esquerda, em 12.
Com base em RFI Brasil
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O papa Leão XIV partiu em 6 de novembro para uma viagem apostólica ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, país onde viveu quase duas décadas e foi bispo de Chiclayo. A viagem ocorre semanas após cirurgia no pulmão. Na Argentina, o roteiro inclui encontro previsto com o presidente Javier Milei e visita à prisão federal, em meio a críticas ao custo social da política econômica.
O papa Leão XIV partiu na sexta-feira, 6 de novembro, para uma viagem apostólica à América do Sul, com passagens pelo Uruguai, pela Argentina e pelo Peru. As duas coberturas analisadas descrevem um roteiro extenso, de cerca de 50 compromissos, que termina em 17 de novembro, segundo o texto de esquerda. O papa nasceu em Chicago, nos Estados Unidos, mas viveu quase duas décadas no Peru como missionário agostiniano e foi bispo de Chiclayo entre 2015 e 2023. A última etapa da viagem é um retorno a essas comunidades, com passagem por Lima, Chiclayo, Cusco e Pucallpa.
A cobertura de centro relatou que o continente concentra entre 385 e 400 milhões dos 1,42 bilhão de católicos do mundo, de acordo com o Anuário Pontifício 2026, e que a Igreja enfrenta o avanço das igrejas pentecostais e do secularismo. O Uruguai, primeira parada, é descrito como o país mais secularizado da região: o texto cita estudo do Pew Research Center segundo o qual 44% dos uruguaios se declaravam cristãos em 2020. Na Argentina, terra natal do papa Francisco, são esperados cerca de sete milhões de peregrinos, de acordo com autoridades argentinas citadas pela cobertura de centro, e o papa deve se reunir com o presidente Javier Milei. O último dia no país, 11 de novembro, inclui visita à prisão federal da capital.
A cobertura de esquerda deu mais peso à dimensão política da passagem argentina, entre 8 e 11 de novembro. O texto descreve o governo Milei em “ofensiva de austeridade”, com cortes nos gastos públicos e redução da assistência social, e relaciona a visita de 9 de novembro a uma instituição que acolhe mais de 400 pessoas com deficiência aos questionamentos sobre esses cortes. A cobertura de centro também registrou que lideranças locais da Igreja criticam o custo social das medidas econômicas do governo argentino. O encontro previsto com Milei aparece apenas no texto de centro, não no de esquerda.
As duas coberturas divergem em alguns números. A de centro fala em giro de 11 dias, e a de esquerda, em viagem de 12 dias. Sobre a cirurgia no pulmão, a de centro diz que ocorreu três semanas antes e a de esquerda, pouco mais de um mês antes. Os textos também descrevem a operação de formas distintas: retirada do lobo inferior do pulmão direito, segundo o centro, e de um terço do pulmão direito, segundo a esquerda. As duas registram a informação do Vaticano de que o papa se recupera, e a de esquerda acrescenta que ele recebeu autorização médica para viajar. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a tarde de 6 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, ainda não havia relato do conteúdo dos discursos do papa nem do resultado da conversa com Milei. Os textos analisados também não traziam a posição do governo argentino sobre as críticas da Igreja local. O corpo da matéria de centro estava truncado no fim, o que limita conclusões sobre o que mais possa ter sido publicado nela.
Em 12 dias pelo continente, pontífice visita comunidades vulneráveis na Argentina e retorna ao Peru, onde construiu sua trajetória missionária

O papa Leão XIV partiu nesta sexta-feira (6) para uma das viagens apostólicas mais importantes do seu pontificado. Ele visitará o Uruguai, a Argentina e o Peru, sua pátria adotiva. Este giro de 11 dias…
