Lula ataca Igreja da Lagoinha em Belém por elo de André Valadão com Vorcaro
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em comício de campanha em Belém, no Pará, na segunda-feira, que ninguém vai avacalhar Nossa Senhora Aparecida enquanto ele for presidente e chamou a Igreja Batista da Lagoinha, do pastor André Valadão, de igreja mentirosa por causa da relação do pastor com Daniel Vorcaro, do Banco Master. A primeira-dama Janja associou a oposição ao fim do título de padroeira, informação sem registro de declaração de Flávio Bolsonaro, que o TSE mandou remover e o STF depois liberou.
Em ato de campanha diante de uma multidão no centro de Belém, Lula se colocou como defensor da fé popular e do respeito a todas as religiões, inclusive as de matriz africana, e apontou a Igreja da Lagoinha como exemplo de uso da religião ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso no caso Banco Master. Na mesma agenda, sancionou lei que cria controle de qualidade sobre hospitais privados.
Lula e Janja usaram o palanque em Belém para explorar a religião na campanha, repetindo a versão de que Flávio Bolsonaro quer tirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida, que o senador negou e que o TSE mandou remover. A crítica à Lagoinha foi lida como contraditória por quem lembra que aliados do presidente já o chamaram de ungido de Deus.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
O presidente Lula usou o comício em Belém para dizer que ninguém vai avacalhar Nossa Senhora Aparecida e para atacar a Igreja Batista da Lagoinha, citando a ligação do pastor André Valadão com Daniel Vorcaro, do Banco Master. A fala ocorre em meio à versão falsa de que Flávio Bolsonaro quer tirar o título da padroeira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, afirmou na noite de segunda-feira, 28 de setembro, em comício em Belém, no Pará, que ninguém vai avacalhar Nossa Senhora Aparecida enquanto ele for presidente. No mesmo discurso, chamou a Igreja Batista da Lagoinha de igreja mentirosa e citou a ligação do pastor André Valadão com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, hoje preso.
A fala entrou numa disputa que ocupa a campanha há dias. Circulou nas redes a versão de que Flávio Bolsonaro, candidato do PL e principal adversário de Lula, pretendia retirar da santa o título de padroeira do Brasil. A versão se apoia num projeto apresentado em 2007 por um deputado federal e arquivado no ano seguinte. Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, mandou derrubar publicações que tratavam a informação como verdadeira. No domingo, 27, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, anulou a decisão em nome da liberdade de expressão.
Todos os lados registram os mesmos fatos centrais do ato. Lula defendeu o respeito a todas as religiões, inclusive as de matriz africana. Antes dele, a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, falou em falsos adoradores de Deus e em quem vive às custas da fé alheia. Ao fim, o ex-governador Helder Barbalho, candidato ao Senado pelo MDB, entregou ao presidente uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré.
A cobertura de centro foi a que mais detalhou o caso. Uma parte relatou que não há registro de declaração de Flávio Bolsonaro defendendo o fim do título e descreveu o episódio como exploração de informação falsa pelo casal presidencial. Também informou que Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor de uma unidade da Lagoinha, fez 54 transferências que somaram R$ 40,9 milhões para essa unidade em Belo Horizonte, e que a igreja diz desconhecer as transações. Outra parte da cobertura de centro deu destaque à disputa pelo Senado no Pará, onde Lula pediu unidade entre três aliados e disse que o estado não pode eleger um bolsonarista.
Veículos de esquerda destacaram a multidão no centro de Belém e a defesa de Lula da fé popular e das religiões de matriz africana. Esses veículos também lembraram que, na mesma agenda, o presidente sancionou lei de autoria de Flávio Dino que cria avaliação da qualidade da assistência em hospitais privados.
Veículos de direita enfatizaram que Flávio Bolsonaro negou a intenção e que a Justiça Eleitoral havia mandado remover as publicações. Deram espaço a um comentarista que questionou o uso da religião no discurso de campanha e apontou contradição, já que aliados de Lula o chamaram de ungido de Deus no passado.
Ainda não se sabe se a Lagoinha ou André Valadão vão responder diretamente ao presidente, nem se a fala terá efeito na corrida presidencial. A investigação sobre o papel das unidades da igreja no caso Banco Master segue em andamento.
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