Leão XIV celebra missa para 800 mil pessoas na Praça da Concorde, em Paris
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- RFI BrasilPapa em Paris: Leão XIV reúne 80 mil jovens em vigília no Stade de FranceEm um Stade de France, em Saint-Denis (norte de Paris), transformado em palco de música e celebração religiosa, cerca de 80 mil jovens acompanharam na noite de sexta-feira (25) a vigília com o papa Leão…(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- RFI BrasilPapa Leão XIV reúne fiéis do mundo inteiro em missa gigante em ParisEm seu segundo dia de viagem à França, o papa Leão XIV celebrou neste sábado (26) uma missa que reuniu cerca de 800 mil pessoas em Paris, segundo o Vaticano. O sumo pontífice percorreu de papamóvel a…(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- A viagem de quatro dias segue para Lourdes e termina em Metz, no nordeste da França.
- Na segunda-feira, em Lourdes, Leão XIV se reúne com vítimas de violência sexual na Igreja.
- Os batismos de adultos na França triplicaram desde 2016 e chegaram a 13 mil neste ano, enquanto o total de batismos caiu de cerca de 513 mil em 1980 para 186 mil em 2024.
- A disputa sobre o uso da Praça da Concorde recoloca em pauta a lei de 1905, que rege a separação entre Igreja e Estado na França.
Onde os lados divergem
- Veículos de esquerda tratam como fato central o litígio sobre a lei de 1905: a celebração num símbolo republicano é contestada, e a ausência de Macron é apresentada como defesa da laicidade.
- A cobertura de centro trata o evento como acontecimento religioso e geracional, com foco em fiéis, conversões e na pauta migratória do pontífice, sem abordar a contestação institucional.
- Nenhum veículo de direita cobriu o evento, então a leitura de liberdade religiosa no espaço público não aparece em cobertura própria.
Onde os lados concordam
As duas frentes de cobertura convergem nos fatos centrais: cerca de 800 mil pessoas na Praça da Concorde pela estimativa do Vaticano, o percurso do papamóvel pela Champs-Élysées, a homilia contra o vazio da sociedade de consumo, a vigília com 80 mil jovens no Stade de France na véspera, e a ausência de Emmanuel Macron, representado por Brigitte Macron, com o primeiro-ministro Sébastien Lecornu e os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado presentes.
O que ainda está incerto
- A cifra de 800 mil pessoas é do Vaticano e nenhuma cobertura traz estimativa independente de autoridade policial, embora circule também o número de 700 mil.
- O Palácio do Eliseu não respondeu às críticas sobre a escolha de um símbolo republicano para a missa.
- Não se sabe quais pré-candidatos à eleição presidencial francesa de 2027 compareceram, nem o que o papa assumirá como compromisso diante das vítimas de violência sexual na Igreja.
A missa de Leão XIV na Praça da Concorde reuniu cerca de 800 mil pessoas, segundo o Vaticano, no segundo dia de uma viagem de quatro dias à França. O presidente Emmanuel Macron não compareceu, o governo foi representado pelo primeiro-ministro, e a celebração num dos maiores símbolos da República reabriu a discussão sobre a lei de 1905.
O papa Leão XIV celebrou no sábado, 26 de setembro de 2026, uma missa ao ar livre na Praça da Concorde, em Paris, que reuniu cerca de 800 mil pessoas, segundo estimativa divulgada pelo Vaticano. O número ficou aproximadamente 200 mil acima das inscrições feitas antecipadamente. Antes da celebração, o pontífice percorreu cerca de dois quilômetros da avenida Champs-Élysées em papamóvel, entre bandeiras e aplausos, e abençoou crianças levadas até ele ao longo do trajeto. Perto do obelisco da praça foi instalado um altar com uma cruz de quatro metros de altura, e uma tonelada de hóstias foi preparada para a distribuição da eucaristia por padres posicionados na avenida.
A missa foi o ponto alto de uma viagem apostólica de quatro dias à França, iniciada na sexta-feira, 25 de setembro. Naquele dia, Leão XIV rezou na Catedral de Notre-Dame, na primeira visita de um papa ao templo depois do incêndio de abril de 2019 e da reabertura em dezembro de 2024, e à noite reuniu cerca de 80 mil jovens em uma vigília no Stade de France, em Saint-Denis, onde respondeu a perguntas sobre ansiedade, novas tecnologias e crise climática. No sábado, antes da missa, visitou a Maison Bakhita, associação diocesana de apoio a migrantes, e ouviu relatos de exilados afegão e nigeriano.
A cobertura de centro convergiu com a de esquerda em quase todos os fatos duros: o número do Vaticano, o percurso pela Champs-Élysées, o conteúdo da homilia sobre o vazio interior e a sociedade de consumo, e a composição política da plateia. O presidente Emmanuel Macron não compareceu e foi representado pela esposa, Brigitte Macron. Estiveram presentes o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, o ex-presidente Nicolas Sarkozy e os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado, Yaël Braun-Pivet e Gérard Larcher. Os dois lados também registram o mesmo paradoxo estatístico: os batismos de adultos na França triplicaram desde 2016 e chegaram a 13 mil neste ano, enquanto o total de batismos caiu de cerca de 513 mil em 1980 para 186 mil em 2024.
A divergência aparece no que cada lado elege como fato relevante. Veículos de esquerda deram peso ao litígio institucional: a Praça da Concorde, onde foram guilhotinados Luís XVI e Maria Antonieta e onde hoje se realizam as celebrações do 14 de Julho, é um símbolo da República, e defensores da lei de 1905, que separa Igreja e Estado, sustentaram que ela não deveria abrigar celebração religiosa dessa dimensão. Essa cobertura também destacou o conteúdo social da mensagem, incluindo a fala de uma fiel parisiense de que o papa trata de justiça social, e a ausência de Macron como preservação da laicidade. A cobertura de centro tratou a visita sobretudo como acontecimento religioso e geracional, com ênfase nos depoimentos de fiéis, muitos deles brasileiros e brasileiras radicados na Europa, na origem peruana e americana do pontífice e na sua defesa de exilados e refugiados, que inclui críticas à política migratória do presidente americano Donald Trump. Nenhum veículo de direita do acervo cobriu este evento, de modo que a leitura de valorização da liberdade religiosa no espaço público e do crescimento das conversões como escolha individual não apareceu em cobertura própria, e a comparação entre os três lados fica incompleta.
O que ainda não se sabe é de onde vem a confirmação do público. A cifra de 800 mil é do Vaticano, e nenhuma das coberturas apresenta estimativa independente de autoridade policial, embora circule também um número de 700 mil. Não há resposta do Palácio do Eliseu às críticas sobre a escolha da praça, nem informação sobre quais pré-candidatos à eleição presidencial francesa de 2027 estiveram na celebração. Também não se sabe o que Leão XIV dirá ou assumirá como compromisso no encontro com vítimas de violência sexual na Igreja, previsto para segunda-feira, em Lourdes, antes de a viagem terminar em Metz, no nordeste do país.
Fontes

Em um Stade de France, em Saint-Denis (norte de Paris), transformado em palco de música e celebração religiosa, cerca de 80 mil jovens acompanharam na noite de sexta-feira (25) a vigília com o papa Leão…

Papa Leão XIV reuniu cerca de 800 mil pessoas em missa ao ar livre na Place de la Concorde, no centro de Paris, neste sábado (26).

Em seu segundo dia de viagem à França, o papa Leão XIV celebrou neste sábado (26) uma missa que reuniu cerca de 800 mil pessoas em Paris, segundo o Vaticano. O sumo pontífice percorreu de papamóvel a…