Leão XIV celebra missa para 800 mil pessoas na Praça da Concorde, em Paris
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

O papa Leão XIV celebrou no sábado, 26 de setembro de 2026, uma missa ao ar livre na Praça da Concorde, em Paris, que reuniu cerca de 800 mil pessoas segundo estimativa do Vaticano, cerca de 200 mil acima das inscrições prévias. Antes da celebração, o pontífice percorreu dois quilômetros da avenida Champs-Élysées em papamóvel. A missa integrou uma viagem de quatro dias à França iniciada na sexta-feira, 25 de setembro, com oração na Catedral de Notre-Dame, primeira visita papal ao templo depois do incêndio de 2019, e uma vigília com cerca de 80 mil jovens no Stade de France. O presidente Emmanuel Macron não compareceu e foi representado pela esposa, Brigitte Macron; estiveram presentes o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, o ex-presidente Nicolas Sarkozy e os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado, Yaël Braun-Pivet e Gérard Larcher.
A cobertura à esquerda leu a missa de Leão XIV como demonstração de mobilização popular numa França em secularização acelerada, e como teste da lei de 1905 que separa Igreja e Estado. A escolha da Praça da Concorde, palco das execuções de Luís XVI e Maria Antonieta e hoje espaço das celebrações do 14 de Julho, foi contestada por quem entende que um símbolo republicano não deve abrigar celebração religiosa desse porte.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
As duas frentes de cobertura convergem nos fatos centrais: cerca de 800 mil pessoas na Praça da Concorde pela estimativa do Vaticano, o percurso do papamóvel pela Champs-Élysées, a homilia contra o vazio da sociedade de consumo, a vigília com 80 mil jovens no Stade de France na véspera, e a ausência de Emmanuel Macron, representado por Brigitte Macron, com o primeiro-ministro Sébastien Lecornu e os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado presentes.
A missa de Leão XIV na Praça da Concorde reuniu cerca de 800 mil pessoas, segundo o Vaticano, no segundo dia de uma viagem de quatro dias à França. O presidente Emmanuel Macron não compareceu, o governo foi representado pelo primeiro-ministro, e a celebração num dos maiores símbolos da República reabriu a discussão sobre a lei de 1905.
O papa Leão XIV celebrou no sábado, 26 de setembro de 2026, uma missa ao ar livre na Praça da Concorde, em Paris, que reuniu cerca de 800 mil pessoas, segundo estimativa divulgada pelo Vaticano. O número ficou aproximadamente 200 mil acima das inscrições feitas antecipadamente. Antes da celebração, o pontífice percorreu cerca de dois quilômetros da avenida Champs-Élysées em papamóvel, entre bandeiras e aplausos, e abençoou crianças levadas até ele ao longo do trajeto. Perto do obelisco da praça foi instalado um altar com uma cruz de quatro metros de altura, e uma tonelada de hóstias foi preparada para a distribuição da eucaristia por padres posicionados na avenida.
A missa foi o ponto alto de uma viagem apostólica de quatro dias à França, iniciada na sexta-feira, 25 de setembro. Naquele dia, Leão XIV rezou na Catedral de Notre-Dame, na primeira visita de um papa ao templo depois do incêndio de abril de 2019 e da reabertura em dezembro de 2024, e à noite reuniu cerca de 80 mil jovens em uma vigília no Stade de France, em Saint-Denis, onde respondeu a perguntas sobre ansiedade, novas tecnologias e crise climática. No sábado, antes da missa, visitou a Maison Bakhita, associação diocesana de apoio a migrantes, e ouviu relatos de exilados afegão e nigeriano.
A cobertura de centro convergiu com a de esquerda em quase todos os fatos duros: o número do Vaticano, o percurso pela Champs-Élysées, o conteúdo da homilia sobre o vazio interior e a sociedade de consumo, e a composição política da plateia. O presidente Emmanuel Macron não compareceu e foi representado pela esposa, Brigitte Macron. Estiveram presentes o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, o ex-presidente Nicolas Sarkozy e os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado, Yaël Braun-Pivet e Gérard Larcher. Os dois lados também registram o mesmo paradoxo estatístico: os batismos de adultos na França triplicaram desde 2016 e chegaram a 13 mil neste ano, enquanto o total de batismos caiu de cerca de 513 mil em 1980 para 186 mil em 2024.
A divergência aparece no que cada lado elege como fato relevante. Veículos de esquerda deram peso ao litígio institucional: a Praça da Concorde, onde foram guilhotinados Luís XVI e Maria Antonieta e onde hoje se realizam as celebrações do 14 de Julho, é um símbolo da República, e defensores da lei de 1905, que separa Igreja e Estado, sustentaram que ela não deveria abrigar celebração religiosa dessa dimensão. Essa cobertura também destacou o conteúdo social da mensagem, incluindo a fala de uma fiel parisiense de que o papa trata de justiça social, e a ausência de Macron como preservação da laicidade. A cobertura de centro tratou a visita sobretudo como acontecimento religioso e geracional, com ênfase nos depoimentos de fiéis, muitos deles brasileiros e brasileiras radicados na Europa, na origem peruana e americana do pontífice e na sua defesa de exilados e refugiados, que inclui críticas à política migratória do presidente americano Donald Trump. Nenhum veículo de direita do acervo cobriu este evento, de modo que a leitura de valorização da liberdade religiosa no espaço público e do crescimento das conversões como escolha individual não apareceu em cobertura própria, e a comparação entre os três lados fica incompleta.
O que ainda não se sabe é de onde vem a confirmação do público. A cifra de 800 mil é do Vaticano, e nenhuma das coberturas apresenta estimativa independente de autoridade policial, embora circule também um número de 700 mil. Não há resposta do Palácio do Eliseu às críticas sobre a escolha da praça, nem informação sobre quais pré-candidatos à eleição presidencial francesa de 2027 estiveram na celebração. Também não se sabe o que Leão XIV dirá ou assumirá como compromisso no encontro com vítimas de violência sexual na Igreja, previsto para segunda-feira, em Lourdes, antes de a viagem terminar em Metz, no nordeste do país.
Em um Stade de France, em Saint-Denis (norte de Paris), transformado em palco de música e celebração religiosa, cerca de 80 mil jovens acompanharam na noite de sexta-feira (25) a vigília com o papa Leão…

Papa Leão XIV reuniu cerca de 800 mil pessoas em missa ao ar livre na Place de la Concorde, no centro de Paris, neste sábado (26).

Em seu segundo dia de viagem à França, o papa Leão XIV celebrou neste sábado (26) uma missa que reuniu cerca de 800 mil pessoas em Paris, segundo o Vaticano. O sumo pontífice percorreu de papamóvel a…
