Partidos vão ao TSE para questionar de coligações a porrete em campanha na TV
Relato de fonte única, atribuído a InfoMoney. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
A menos de dois meses do início oficial da campanha, partidos têm recorrido ao TSE e a tribunais regionais para esclarecer regras das eleições de 2026 e evitar multas, com consultas que vão de coligações estaduais e distribuição do fundo partidário até dúvidas curiosas, como o uso de 'porrete' na propaganda de TV.
Briefing
O que importa para você
- Regras de coligações cruzadas e federações podem mudar os arranjos de candidaturas nos estados em 2026.
- A definição sobre os 5% do fundo partidário afeta o financiamento de candidaturas femininas.
- Campanha oficial começa em cerca de dois meses, pressionando os prazos.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza a proteção da cota de fundo partidário para mulheres e o combate à intimidação na propaganda.
- Direita enfatiza a segurança jurídica das coligações e critica rediscutir decisões só porque a composição da Corte mudou.
Onde os lados concordam
Esquerda, centro e direita reconhecem que os partidos correm ao TSE e a tribunais regionais para esclarecer regras das eleições de 2026 e evitar multas, e que vários casos (coligações, fundo feminino, federações) seguem sem decisão definitiva.
O que ainda está incerto
A menos de dois meses do início oficial da campanha de 2026, os partidos brasileiros intensificaram a busca por orientações na Justiça Eleitoral. O objetivo é duplo: esclarecer regras que podem mudar a dinâmica das eleições e evitar multas durante a disputa. As consultas enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral e a tribunais regionais reúnem desde temas sensíveis, como a formação de coligações estaduais e a distribuição de verba pública, até dúvidas curiosas, como a de saber se um candidato pode aparecer na propaganda de televisão portando porrete, clava ou bastão de madeira.
A cobertura de centro relatou que um dos casos mais emblemáticos é o questionamento enviado pelo diretório nacional do Republicanos ao TSE, em novembro de 2025, sobre candidaturas avulsas e as chamadas coligações cruzadas, que envolvem nomes apresentados pelos partidos aos governos estaduais e ao Senado. Em vários estados, candidatos ao Executivo conseguiram reunir um bloco de partidos em torno de si, mas sem consenso no restante da chapa. O advogado eleitoral Alexandre Bissoli, ouvido pelo jornal O Globo, explicou que há uma tentativa de rediscutir essas matérias porque as decisões anteriores já têm algum tempo e a nova composição da Corte pode ter um entendimento diferente.
Em São Paulo, o cenário ilustra a tensão. O governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, reuniu um bloco amplo de partidos, mas o Novo pretende lançar Ricardo Salles ao Senado e o Podemos cogita o Delegado Palumbo, à revelia dos nomes oficiais do governador. Na esquerda, PSB, PSOL e Rede articulam candidaturas e apoios em torno de Fernando Haddad, do PT, ao governo do estado.
Outro ponto de atenção é o fundo partidário. Há consulta sobre os 5% dos recursos reservados à promoção de candidaturas femininas e sobre como esse dinheiro, transferido mensalmente, deve ser aplicado. Veículos de esquerda destacaram que a discussão expõe a fragilidade do financiamento das mulheres na política, lembrando a proposta da então senadora Soraya Thronicke de elevar a cota para 10% e garantir repasse imediato, o que reforçaria a equidade de gênero e a transparência. Para esse campo, regras claras protegem o eleitor e limitam o poder dos arranjos de cúpula.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo da segurança jurídica e da liberdade de organização partidária. A possibilidade de rediscutir decisões já tomadas, justamente porque a composição do tribunal mudou, é lida como fonte de imprevisibilidade para quem precisa montar coligações competitivas. Nesse enquadramento, o esclarecimento sobre coligações cruzadas e sobre o prazo de permanência em federações partidárias é visto como busca por previsibilidade nas alianças de longo prazo, e regras estáveis evitam multas e litígios.
Fontes
Perto do período eleitoral, siglas tentam esclarecer temas que vão de alianças e distribuição de recursos até dúvidas inusitadas, como o uso de ‘bastão de madeira’ em propagandas
