
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Candidatos entregaram à Justiça Eleitoral as declarações de bens exigidas no registro das candidaturas de 2026. O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, informou patrimônio próximo de R$ 178,8 milhões, cerca de R$ 49 milhões acima do declarado em 2022. O presidente Lula declarou R$ 4,8 milhões, queda de 35% em relação à eleição anterior, enquanto o vice Geraldo Alckmin passou de R$ 1 milhão para R$ 3,3 milhões. Candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite mais que dobrou o patrimônio, de R$ 812 mil para R$ 2 milhões.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do partido Novo à Presidência da República, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de cerca de R$ 178,8 milhões no registro de sua candidatura para as eleições de 2026. O valor supera em aproximadamente R$ 49 milhões o que ele havia informado em 2022, quando concorreu à reeleição no governo mineiro e declarou R$ 129,7 milhões. Em termos nominais, a alta é de cerca de 38% em quatro anos.
A declaração, entregue na quinta-feira, 6 de agosto, mostra o patrimônio concentrado em ativos financeiros e societários. Cerca de R$ 94 milhões correspondem à participação numa holding familiar, R$ 56,2 milhões estão aplicados em um fundo de investimentos e alguns milhões aparecem em renda fixa. Parte da cobertura registra ainda R$ 16,8 milhões referentes a participação em uma instituição financeira. A composição difere da apresentada em 2022, quando o principal bem declarado era uma fatia de 27,14% numa empresa de participações da família, avaliada em R$ 72,3 milhões. Em 2018, na primeira disputa eleitoral do empresário, o valor declarado era de R$ 69,7 milhões em números da época.
Os dados fazem parte do lote de declarações que todos os candidatos precisam entregar ao Tribunal Superior Eleitoral no momento do registro. Pelas mesmas listas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou R$ 4,8 milhões, queda de 35,7% em relação a 2022, movimento puxado sobretudo pela redução de aplicações em previdência privada. O vice, Geraldo Alckmin, declarou R$ 3,3 milhões, alta de 227%, com os ativos financeiros saltando 455%. Candidato ao Senado por São Paulo, o deputado Guilherme Derrite informou R$ 2 milhões, mais que o dobro dos R$ 812 mil de 2022, com metade do valor concentrada na compra de 50% de um terreno cuja localização não foi divulgada. Por meio da assessoria, ele afirmou que todos os bens foram declarados com transparência e que a evolução decorre de rendimentos lícitos e da composição do patrimônio familiar.
A divergência entre as coberturas está menos nos números e mais na régua escolhida para lê-los. Veículos de direita se dividiram: uma parte apresentou a evolução patrimonial já corrigida pela inflação, o que reduz o crescimento do candidato do Novo para cerca de 15% no período e o enquadra como rendimento normal de aplicações financeiras, associando o dado à agenda de campanha e ao perfil empresarial do candidato como credencial eleitoral. Outra parte do mesmo campo priorizou no título a variação patrimonial da chapa governista, detalhando item a item os bens do presidente e do vice e deixando o maior patrimônio do conjunto no meio do texto. A cobertura de centro manteve a comparação em valores nominais e contra o IPCA oficial, sem atribuir juízo à valorização, e concentrou-se em reproduzir as listas de bens e as respostas formais dos candidatos. Veículos de esquerda não aparecem entre as fontes que cobriram este caso até o momento, de modo que a leitura sobre concentração de renda e tributação de patrimônio não está presente na cobertura reunida aqui.
Ainda não se sabe qual parcela do crescimento declarado corresponde a valorização de mercado dos ativos, a aportes novos ou a mudança no critério de avaliação das participações societárias, já que a declaração ao TSE registra valores informados pelo próprio candidato, sem auditoria prévia. Também não há detalhamento público sobre a composição da holding familiar citada como principal ativo, nem sobre a localização do imóvel que responde por metade do patrimônio do candidato ao Senado. As chapas de Flávio Bolsonaro e de Ronaldo Caiado ainda não haviam registrado candidatura quando as listas foram divulgadas, e seus números só permitirão comparação completa após o fim do prazo legal, às 19h de sábado, 15 de agosto.
Todas as coberturas confirmam os mesmos fatos básicos: o candidato do Novo declarou cerca de R$ 178,8 milhões, é o maior patrimônio entre os presidenciáveis que já registraram candidatura, e a maior parte está em holding familiar e fundo de investimentos. Também há convergência de que os valores são autodeclarados no registro da candidatura e de que as chapas de Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado ainda não haviam sido registradas.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Relato direto, com a lista completa dos bens declarados e a nota da assessoria do candidato reproduzida na íntegra, o que equilibra o dado da duplicação patrimonial. Não editorializa sobre a origem dos recursos nem associa o crescimento a conduta no cargo de secretário de Segurança. Enquadramento factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto seco, ancorado em números da declaração e em comparação com o IPCA do IBGE. Não atribui juízo à evolução patrimonial nem sugere irregularidade: apenas contrasta a alta nominal de 38% com a inflação de 19% do período. Vocabulário neutro, sem carga ideológica, apesar do viés do veículo.

Maior parte dos bens está concentrada em holding familiar e fundo de investimentos

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 178,7 milhões para

Em declaração ao TSE, Lula declarou ter R$ 4,8 milhões em bens, enquanto Alckmin informou patrimônio de R$ 3,3 milhões

Ex-secretário de Segurança Pública de SP e agora candidato ao Senado diz ter R$ 2 milhões. Em 2022, foi R$ 812 mil
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Perspectivas omitidas
Escolhe apresentar a evolução patrimonial já corrigida pelo IPCA, o que reduz a variação percentual para cerca de 15% e suaviza o dado central. Emenda a informação a um bloco de agenda de campanha, com alianças no agronegócio, no empresariado e entre lideranças evangélicas, tratando o perfil empresarial como credencial. Enquadramento favorável à candidatura, típico do eixo pró-mercado.
Perspectivas omitidas
O título destaca o salto de 227% no patrimônio do vice e a queda de 35% na declaração do presidente, priorizando os candidatos da situação em detrimento do maior patrimônio do conjunto, que é o do candidato do Novo, tratado no meio do texto. O detalhamento minucioso dos bens da chapa governista, somado às chamadas laterais críticas ao governo, revela enquadramento de fiscalização seletiva, marca do eixo à direita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



