Patrus Ananias vira favorito no PT para o governo de MG, mas impõe condição a Lula
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 3 veículos de centro

4 fontes políticas
O PT ainda não definiu seu candidato ao governo de Minas Gerais, mas o deputado federal Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte, desponta como favorito após tentativas fracassadas de emplacar Rodrigo Pacheco, Josué Gomes ou uma aliança com Alexandre Kalil. Patrus condiciona aceitar a candidatura a uma conversa direta com o presidente Lula, ainda não realizada, mas prevista para 14 de julho. Do outro lado do espectro, o PL aposta no senador Cleitinho Azevedo, que ainda não confirmou disputa ao governo mineiro.
Veículos de esquerda destacam a trajetória social de Patrus Ananias, que esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Social durante a implementação do Bolsa Família, e enquadram sua eventual candidatura como oportunidade de reunificar um PT historicamente rejeitado em Minas Gerais.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Os três espectros de cobertura concordam que o PT ainda não tem candidato oficial ao governo de Minas Gerais, que Patrus Ananias despontou como opção favorita após a recusa de nomes como Rodrigo Pacheco e Alexandre Kalil, e que a definição depende de uma conversa direta entre Patrus e Lula, ainda não realizada.
O Partido dos Trabalhadores chega à reta final das convenções partidárias sem um candidato definido ao governo de Minas Gerais, mas com um nome que ganhou força nos últimos dias: o deputado federal Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte. Depois de tentativas fracassadas de emplacar o senador Rodrigo Pacheco, o empresário Josué Gomes ou uma aliança com Alexandre Kalil, a direção nacional do partido passou a tratar Patrus como opção favorita para encabeçar a chapa no segundo maior colégio eleitoral do país.
A condição para que a candidatura avance, no entanto, é uma conversa direta entre Patrus e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda não aconteceu. Segundo a assessoria do parlamentar, qualquer desdobramento da articulação precisa ser discutido pessoalmente com o presidente. A mesma exigência já havia sido feita pela ex-prefeita de Contagem Marília Campos, que acabou optando por disputar o Senado depois de a conversa com Lula não se concretizar. A reportagem indica que o encontro entre Patrus e Lula deve ocorrer a partir de 14 de julho, quando o deputado retorna a Brasília, e que as convenções partidárias começam em 20 de julho, prazo que pressiona o PT a fechar o nome.
Patrus foi prefeito de Belo Horizonte na década de 1990 e ocupou os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, período de implementação do Bolsa Família, e do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma Rousseff. A movimentação começou no fim de semana anterior, quando ele havia lançado publicamente sua pré-candidatura à reeleição como deputado federal, afirmando que não pretendia disputar o Executivo estadual. Dias depois, seu nome passou a circular entre lideranças petistas, e a direção nacional do partido, pelo presidente Edinho Silva e pelo ex-ministro Gilberto Carvalho, procurou o deputado para sondar se aceitaria a missão.
Veículos de esquerda destacaram a trajetória social de Patrus à frente de ministérios ligados a programas como o Bolsa Família e apresentaram sua eventual candidatura como chance de reunificar um PT historicamente rejeitado em Minas Gerais, enquanto o partido tenta construir uma frente ampla com MDB e PSB. Já a cobertura de centro relatou o quadro completo da disputa estadual, incluindo o lado da oposição a Lula: o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, aposta no senador Cleitinho Azevedo para o governo mineiro, mas ele já adiou por diversas vezes o anúncio da candidatura, hoje prometida só para depois da Copa do Mundo ou até agosto. Por fim, veículos de direita enfatizaram a indefinição do PT como sinal de fragilidade do partido no estado, descrito internamente como 'muito tóxico', e apontaram a exigência de aval pessoal de Lula como evidência de centralização excessiva nas decisões da legenda, em contraste com a organização do campo bolsonarista em torno de um nome único.
Ainda não se sabe se a conversa entre Patrus e Lula ocorrerá de fato na data prevista, nem qual será o resultado. Também segue incerto se o PT conseguirá reunir MDB e PSB em torno de uma candidatura de consenso, e se o PL confirmará Cleitinho Azevedo como seu candidato ao governo de Minas Gerais antes do prazo final de registro.
Ex-prefeito de Belo Horizonte virou o principal cotado pelo PT para a eleição em Minas

Após tentativas frustradas de alianças, o presidente Lula deve lançar Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais para fortalecer sua base no estado considerado decisivo.

Em reviravolta nos bastidores, ex-prefeito de Belo Horizonte vira o "plano A" do PT na reta final das convenções,

Deputado deve conversar com o presidente a partir de terça-feira; definição da chapa depende do aval direto do petista
