Pesquisa aponta empate entre Luciano Zucco e Juliana Brizola no Rio Grande do Sul
3 veículos de centro · 4 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
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Os números divulgados entre 19 e 21 de agosto indicam vantagem de candidaturas de centro-direita e de direita em três das principais disputas medidas. No Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, do PL, aparece à frente com 34,4%, ainda que dentro da margem de erro em relação a Juliana Brizola, do PDT. No Pará, a governadora Hana Ghassan, do MDB, tem 48,6% e chegaria a 53,3% dos votos válidos, o que abriria a possibilidade de vitória no primeiro turno. No Distrito Federal, Celina Leão, do PP, lidera todos os cenários e Michelle Bolsonaro, do PL, encabeça a corrida ao Senado com 25%. Parte da cobertura lembra que pesquisas são leitura de momento e que houve discrepâncias relevantes em 2022, o que recomenda cautela na leitura dos percentuais.
Entre 19 e 21 de agosto de 2026, três institutos divulgaram pesquisas de intenção de voto para governos estaduais e para o Senado, e outros três levantamentos entraram em campo. No Rio Grande do Sul, o Instituto Paraná Pesquisas mediu 34,4% para Luciano Zucco, do PL, e 31,4% para Juliana Brizola, do PDT, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todas as coberturas reproduzem os mesmos percentuais e a mesma ficha técnica: amostra, período de campo, margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral. Há acordo de que a disputa gaúcha está dentro da margem de erro e de que Hana Ghassan e Celina Leão lideram com folga em seus estados.
Três institutos divulgaram pesquisas de intenção de voto para governos estaduais e para o Senado entre 19 e 21 de agosto de 2026. No Rio Grande do Sul, a disputa aparece dentro da margem de erro; no Pará e no Distrito Federal, as governadoras lideram com folga. Outras três rodadas da Quaest estão em campo e saem entre 24 e 25 de agosto.
Uma sequência de pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 19 e 21 de agosto de 2026 recolocou as disputas estaduais no centro da corrida eleitoral deste ano. No Rio Grande do Sul, o Instituto Paraná Pesquisas mediu um cenário apertado para o governo do estado: o deputado federal Luciano Zucco, do PL, aparece com 34,4% das intenções de voto, e a ex-deputada estadual Juliana Brizola, do PDT, com 31,4%, diferença que o instituto classificou como empate técnico dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais. Em terceiro vem o vice-governador Gabriel Souza, do MDB, com 11,3%, seguido de Marcelo Maranata, do PSDB, com 4,1%. Brancos e nulos somam 7,7% e os que não souberam ou não quiseram responder, 6,3%. Foram ouvidos 1.504 eleitores em 67 municípios entre 18 e 20 de agosto, com nível de confiança de 95%. O mesmo levantamento mediu a rejeição dos dois primeiros colocados: 28,7% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Juliana Brizola de jeito nenhum, e 24,2% disseram o mesmo sobre Luciano Zucco.
Na disputa gaúcha pelas duas vagas ao Senado, a ex-deputada federal Manuela D'Ávila, do PSOL, lidera com 33,6%, seguida por Marcel van Hattem, do Novo, com 26,9%, Germano Rigotto, do MDB, com 24,3%, Paulo Pimenta, do PT, com 22,5%, e o deputado federal Ubiratan Sanderson, do PL, com 16%. Do segundo ao quinto colocado, todos estão empatados dentro da margem de erro, cenário que se explica pelo fato de cada eleitor poder indicar dois nomes na renovação de dois terços do Senado.
No Pará, a AtlasIntel apontou a governadora Hana Ghassan, do MDB, com 48,6% das intenções de voto, contra 40,5% de Dr. Daniel Santos, do Podemos, ex-prefeito de Ananindeua. No recorte de votos válidos, que exclui indecisos, brancos e nulos, a governadora chega a 53,3% contra 44,4%, patamar que abriria a hipótese de decisão já no primeiro turno. Em simulação de segundo turno, a diferença se mantém em torno de sete pontos. Para o Senado paraense, o ex-governador Helder Barbalho, do MDB, tem 24%, empatado tecnicamente com o deputado federal Éder Mauro, do PL, que tem 18,4%, seguidos por Zequinha Marinho, do Podemos, com 14,6%, e Celso Sabino, do PDT, com 12,4%. Foram 1.200 entrevistas pela internet entre 14 e 19 de agosto, com margem de três pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral.
No Distrito Federal, o Real Time Big Data mediu a governadora Celina Leão, do PP, na liderança de todos os cenários, com 34% no primeiro turno contra 22% do ex-governador José Roberto Arruda, do PSD, e 18% de Leandro Grass, do PT. Nos cenários de segundo turno, ela chega a 51%. Para o Senado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do PL, lidera com 25%, com Leila do Vôlei, do PDT, Bia Kicis, do PL, e Erika Kokay, do PT, tecnicamente empatadas pela segunda vaga. A amostra foi de 1,6 mil eleitores ouvidos entre 14 e 18 de agosto.
Há convergência entre todas as coberturas quanto ao essencial: os percentuais, o tamanho das amostras, o período de campo, a margem de erro e o registro dos levantamentos no Tribunal Superior Eleitoral. A cobertura de centro concentrou-se na transparência metodológica, detalhando contratantes, custos e o desenho dos questionários das rodadas que ainda estão em campo, incluindo o valor de 141 mil reais pago pela pesquisa gaúcha e de 158,8 mil reais pela fluminense. Veículos de direita reproduziram os mesmos números e acrescentaram uma camada de ceticismo, lembrando que pesquisas são leitura de momento, que o método da entrevista influencia o resultado e que houve discrepâncias relevantes entre levantamentos e urnas em 2022. Até o fechamento desta reportagem, veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria desta rodada, o que deixa a leitura predominantemente centrada em números e metodologia, sem contraponto sobre quem financia e define o que é medido.
Restam pontos em aberto. Nenhuma das matérias informa quem contratou o levantamento gaúcho do Paraná Pesquisas nem o do Distrito Federal, e a pesquisa paraense foi contratada pelo próprio instituto, sem detalhamento sobre o critério dessa decisão. Também não há reação pública dos pré-candidatos aos números. Os cenários de Pernambuco e do Rio de Janeiro ainda não têm resultado: a Quaest divulga a rodada gaúcha em 24 de agosto e as de Pernambuco e Rio de Janeiro em 25 de agosto, quando será possível comparar institutos diferentes sobre a mesma disputa.
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Nesta matéria: viés de centro.