Mais de 6,2 milhões de eleitores do Pará estão aptos a votar no primeiro turno das eleições gerais, neste domingo, 4 de outubro. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral do Pará, a maior parte desse eleitorado está concentrada em poucas cidades: 20 dos 144 municípios paraenses reúnem 3.509.691 eleitores, o equivalente a 56,02% do total do estado.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o levantamento, em duas reportagens publicadas na mesma manhã. A cobertura relata que Belém lidera com folga. A capital tem 1.047.264 eleitores, o que corresponde a 16,72% do eleitorado paraense. Na prática, cerca de um em cada seis eleitores do Pará vota na capital. Belém tem 2,9 vezes o número de eleitores de Ananindeua, o segundo maior colégio eleitoral do estado, com 358.317 pessoas aptas a votar.
Apenas quatro municípios passam de 200 mil eleitores: Belém, Ananindeua, Santarém, com 253.097, e Parauapebas, com 200.937. Juntos, eles somam 1.859.615 eleitores, ou 29,68% do eleitorado. Belém e Ananindeua ficam na Região Metropolitana. Santarém está no oeste do estado, e Parauapebas, no sudeste. Logo abaixo aparecem Marabá, com 179.470 eleitores, e Castanhal, com 143.768. A lista dos 20 maiores colégios termina em Tailândia, com 55.668 eleitores.
A concentração metropolitana também chama atenção. Belém, Ananindeua e Marituba somam 1.496.557 eleitores, o que representa 23,89% do eleitorado do Pará, quase um quarto do estado em uma única região.
O pleito vai definir os representantes do Pará pelos próximos anos. Os eleitores votam para presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Presidente, governador e deputados terão mandatos de quatro anos, e os senadores eleitos, de oito anos. Nas disputas para presidente e governador, haverá segundo turno se nenhum candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos. Nesse caso, a nova votação será em 25 de outubro.
Como se trata de um levantamento estatístico de fonte oficial, a cobertura disponível não traz interpretação política dos números, nem reações de candidatos ou partidos.
O que ainda não se sabe é como essa distribuição vai se refletir no resultado. As reportagens não comparam o eleitorado atual com o de eleições anteriores, não informam a taxa de abstenção esperada e não relacionam a concentração dos eleitores com as estratégias das campanhas ao governo do estado.