PoderData mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 50% no segundo turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Veículos de esquerda destacam uma suposta onda de virada em favor de Lula, impulsionada pela mobilização de apoiadores nas ruas e nas redes, enquanto criticam a postura da campanha de Flávio Bolsonaro como arrogante e ameaçadora ao campo progressista.
A pesquisa PoderData divulgada em 16 de outubro mostra Lula e Flávio Bolsonaro com 50% das intenções de voto no segundo turno. Um dia antes, Lula deu entrevista à TV Globo, defendeu manter a política fiscal e anunciou medidas sociais, em meio à reta final da campanha.
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A pesquisa PoderData divulgada em 16 de outubro mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados com 50% das intenções de voto no segundo turno. A semana teve ainda entrevista de Lula sobre política fiscal e a leitura de uma cientista política sobre uma onda de virada.
A uma semana e meia do segundo turno da eleição presidencial, a pesquisa PoderData divulgada nesta sexta-feira (16) mostra o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, empatados com 50% das intenções de voto cada um. Outras pesquisas da semana já apontavam uma leve queda de Flávio e uma recuperação de Lula, em diferenças que seguem dentro da margem de erro.
A cobertura de centro relatou também a entrevista que Lula deu à TV Globo na quinta-feira (15). O presidente disse tratar a dívida pública com respeito e afirmou não querer que ela cresça, mas defendeu que um endividamento voltado a construir ativos para o país pode ser importante. Para ele, o jeito de resolver o problema fiscal é fazer a economia crescer, e não cortar gastos de quem é pobre. Lula discordou da avaliação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, de que o modelo de crescimento baseado na expansão da renda e do crédito está ultrapassado, e admitiu divergir de muitos economistas.
Na mesma entrevista, o presidente defendeu as medidas sociais recentes. Citou a proposta de tarifa zero no transporte público nos fins de semana, anunciada horas antes, a Tarifa Social da Energia Elétrica e o Vale Gás, que, segundo ele, atende 17 milhões de pessoas. Atribuiu o aumento de tarifas de energia à privatização da Eletrobras e citou o fim da escala 6x1, aprovado pelo Congresso na quarta-feira (14), e o pacote para microempreendedores individuais, anunciado na semana, em meio ao chamado pacote de bondades do governo para o segundo turno.
Veículos de esquerda destacaram a leitura da cientista política Rosemary Segurado, diretora do Coletivo Digital, de que há uma onda de virada em favor de Lula. Segundo ela, o acirramento da disputa vai até 25 de outubro, e a reação dos apoiadores do presidente, nas ruas e nas redes, inclusive na Avenida Paulista, gera um efeito contágio. Ela contrasta essa mobilização com a postura da campanha de Flávio, que classificou como arrogante por falar como se já tivesse vencido, o que poderia desmobilizar os próprios eleitores. Para a analista, a disputa se decide entre os poucos indecisos e a grande parcela de abstenções.
No material analisado não houve cobertura de veículos de direita sobre o tema, de modo que não é possível descrever o enquadramento desse campo. A leitura de que Lula se recupera vem de uma única especialista, de perfil alinhado ao campo progressista, e de pesquisas que o próprio texto reconhece estarem na margem de erro.
O que ainda não se sabe é se a recuperação de Lula se confirmará nas próximas pesquisas e na urna, quanto custarão as novas medidas anunciadas e como a campanha de Flávio Bolsonaro responde às críticas. Também não há dados sobre o tamanho dos indecisos e da abstenção que, segundo a analista, decidirão o segundo turno.
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