Polícia Federal abre inquérito sobre o fogo que destruiu prédio da UFPE
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O incêndio na universidade pública federal atinge a pesquisa nacional e expõe a vulnerabilidade da infraestrutura científica. A cobertura enfatiza a perda de 20 anos de dados e o apoio do Ministério da Educação.
Um incêndio de grandes proporções atingiu na noite de 7 de outubro um prédio de laboratórios do campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Não houve vítimas. A Polícia Federal vai abrir inquérito, e o reitor estima prejuízo de R$ 100 milhões.
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Nesta matéria: viés de centro.
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Um incêndio na noite de 7 de outubro atingiu prédio de laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco, no Recife. A Polícia Federal abrirá inquérito, o reitor estima R$ 100 milhões em prejuízo e o diretório estudantil cobra transparência sobre as causas.
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite de quarta-feira, 7 de outubro, um prédio do campus Recife da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde funcionavam laboratórios de fármacos, informática e genética. Não houve vítimas. Na quinta-feira, 8, a Polícia Federal informou que vai instaurar inquérito policial para apurar todas as circunstâncias e causas prováveis do fogo. Peritos federais já se deslocaram ao local, e a corporação conversou com o reitor, Alfredo Gomes, e com o comando do Corpo de Bombeiros.
A cobertura de centro relatou que, segundo o reitor, o segundo andar do edifício foi destruído e o prejuízo é estimado em R$ 100 milhões, entre equipamentos, amostras, estruturas e insumos. Uma linha fina publicada na sexta-feira, 9, fala em reconstrução de cerca de R$ 28 milhões. O reitor afirmou que o prédio é antigo, mas que manutenções e revisões da rede elétrica eram feitas regularmente. Havia material inflamável nos laboratórios, embora ele não acredite que tenha sido a causa. Em nota, a universidade disse que o fogo se alastrou rapidamente por causa do tipo de produto armazenado. O prédio foi isolado, e as atividades da Expo UFPE 2026, em outra área do campus, foram mantidas.
As perdas de pesquisa aparecem em todas as versões. O reitor disse que funcionavam ali vários grupos, com cerca de 80 dissertações e teses de doutorado, e que se perderam dados de 20 anos de trabalho. Esse é o ponto que a universidade destacou ao lamentar o ocorrido e prestar solidariedade a pesquisadores, docentes e estudantes.
Todas as fontes registram que este é o terceiro incêndio em instalações da UFPE em menos de duas semanas. No dia 30 de setembro, o fogo atingiu o Laboratório de Óptica Não-Linear do departamento de Física. No domingo, 4 de outubro, houve incêndio no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal. Segundo a universidade, ambos ficaram restritos às salas onde começaram e não deixaram vítimas.
Veículos de esquerda destacaram o impacto sobre a pesquisa científica pública e a resposta do governo federal. Eles deram ênfase à manifestação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, que colocou o ministério à disposição para prestar todo o apoio necessário, e ao fato de a investigação ser conduzida pela Polícia Federal, acionada pela reitoria, segundo o reitor, como é de praxe.
A cobertura de centro deu mais espaço à cobrança por transparência. O Diretório Central dos Estudantes enviou ofício à reitoria pedindo que sejam esclarecidos as circunstâncias e a causa do incêndio, as medidas de segurança adotadas, se o prédio passará por perícia estrutural e se outros laboratórios serão vistoriados. O diretório afirmou que o episódio não seria isolado e citou outros três incêndios recentes, número diferente dos dois anteriores informados pela universidade. A entidade também pediu que a comunidade evite divulgar informações não verificadas. Até o momento, nenhum veículo de direita publicou cobertura própria do caso, e por isso não há enquadramento desse campo para relatar.
O que ainda não se sabe: a causa do incêndio não foi informada, e o reitor diz não ter ideia específica a respeito, pois depende da perícia. Também não está esclarecido se há ligação entre os três episódios, qual o número exato de incêndios recentes, nem como se chegará ao valor final dos prejuízos, já que as estimativas divulgadas diferem.
Corporação já conversou com reitor Alfredo Gomes. Segundo ele, não há, até o momento, ideia específica da causa.
Instituição lamentou o ocorrido devido às pesquisas afetadas. Ministro da Educação colocou ministério à disposição.

Em ofício enviado à Reitoria, entidade estudantil cobra respostas sobre a segurança nos campi e orienta a comunidade a evitar a propagação de boatos não checados
