Indec: pobreza na Argentina de Javier Milei alcança 32,3% e indigência 7,5%
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Para a leitura de esquerda, os dados do Indec expõem o custo social do ajuste de Javier Milei: 32,3% de pobres, indigência de 7,5% e quase metade das crianças abaixo da linha da pobreza. Salários que sobem menos que a cesta básica, 30 mil empresas fechadas desde dezembro de 2023, desemprego de 7,9% e perda real de 39,1% do salário mínimo mostram trabalhadores e famílias pagando a conta. Essa cobertura também contesta a queda anterior da pobreza, atribuída em parte a mudança de metodologia, e liga o modelo ao programa de Flávio Bolsonaro no Brasil.
O Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec) informou em 24 de setembro que a pobreza subiu de 28,2% para 32,3% da população nos 31 aglomerados urbanos pesquisados no primeiro semestre de 2026, o equivalente a 9,7 milhões de pessoas.
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4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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A pobreza na Argentina voltou a subir e atingiu 32,3% da população urbana no primeiro semestre de 2026, segundo o Indec. A indigência foi a 7,5%. A cobertura de esquerda aponta o custo social do ajuste de Javier Milei, enquanto o governo lembra que as taxas seguem abaixo das de 2024.
A pobreza voltou a crescer na Argentina. Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos, o Indec, 32,3% da população dos 31 aglomerados urbanos pesquisados estava abaixo da linha da pobreza no primeiro semestre de 2026. No segundo semestre de 2025, a taxa era de 28,2%. Os números foram divulgados na quinta-feira, 24 de setembro, e representam cerca de 9,7 milhões de pessoas.
A indigência, que mede quem não consegue pagar sequer a cesta básica de alimentos, subiu de 6,3% para 7,5%. São cerca de 2,2 milhões de pessoas. De acordo com o instituto, a explicação está na diferença entre renda e custo de vida: a renda familiar por pessoa cresceu 11,5% no semestre, enquanto a cesta básica alimentar subiu 21,4% e a cesta básica total, que inclui moradia, transporte e roupas, avançou 19,6%.
Toda a cobertura converge em alguns pontos. A alta interrompe a sequência de queda que começou depois do pico de 52,9%, no início do governo de Javier Milei, e que o governo apresentava como um de seus trunfos. As crianças são as mais atingidas: entre os menores de 14 anos, a pobreza chega a 44,5%, e a indigência, a 10,8%. O desemprego ficou em 7,9% no segundo trimestre, e a atividade econômica caiu 2,9% em julho na comparação com junho.
A cobertura de centro relatou os dados com detalhes metodológicos e deu voz ao governo. O ministro da Economia, Luis Caputo, reconheceu a alta de 4,1 pontos na pobreza e de 1,2 ponto na indigência, mas ressaltou que as duas taxas estão muito abaixo das registradas no primeiro semestre de 2024. Sobre a retração de julho, disse que o ano ainda acumula crescimento de 1,7% e atribuiu a queda a choques transitórios, como a menor oferta de gás, chuvas e nevascas acima da média e as horas perdidas durante a Copa do Mundo. Esses veículos também registraram que o Indec não vê mudança significativa em relação ao primeiro semestre de 2025.
Veículos de esquerda destacaram o custo social do ajuste. Enfatizaram o fechamento de cerca de 30 mil empresas desde dezembro de 2023, a perda real de 39,1% do salário mínimo e a informalidade de quase metade da população ativa. Citaram o Observatório da Dívida Social Argentina, segundo o qual a indigência dobraria sem os programas sociais, e o Centro de Economia Política Argentina, que atribui parte da queda anterior da pobreza a uma mudança de metodologia. Parte dessa cobertura ligou os números ao debate eleitoral brasileiro, apresentando o modelo de Milei como referência do programa do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência.
Não houve cobertura de veículos de direita sobre o caso até o momento. A defesa do governo argentino aparece apenas nas declarações do ministro reproduzidas pela cobertura de centro.
Ainda não se sabe se a alta representa uma reversão prolongada ou uma oscilação dentro da trajetória recente. Os próximos levantamentos do Indec devem responder. Também segue em disputa o peso da mudança metodológica na queda registrada nos anos anteriores.
Relatório do INDEC aponta alta de 4,1 pontos percentuais em relação ao segundo semestre de 2025; indigência alcança 7,5% da população

Alta de 4,1 pontos deixa 15,5 milhões abaixo da linha da pobreza; cortes, abertura das importações e destruição de empregos compõem a receita que o bolsonarismo oferece ao Brasil


Taxa de pobreza na Argentina chegou a 32,3% no primeiro semestre de 2026, enquanto indigência alcançou 7,5%; resultado interrompe sequência de queda registrada desde 2024
