Polícia do DF pede a Moraes para ouvir Bolsonaro sobre arma achada em blitz
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O episódio expõe os privilégios da segurança de Bolsonaro, cuja escolta impediu a polícia de intimar o ex-presidente, dificultando o andamento de uma investigação legítima. Uma arma registrada em seu nome circulava com um militar do GSI quando ele cumpre prisão domiciliar, o que reacende o debate sobre o tratamento diferenciado dado ao ex-presidente. Parlamentares da esquerda pedem que a justificativa da defesa sirva, ao contrário, para revogar a domiciliar e transferi-lo para a Papuda.
A Polícia Civil do Distrito Federal pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito sobre uma pistola Glock 9mm registrada em seu nome, apreendida numa blitz em Taguatinga na noite de 15 de junho.
Tratou-se de uma blitz de rotina em que um militar do GSI, portando autorização funcional, conduzia uma arma legalmente registrada em nome de Bolsonaro para conserto. A defesa esclareceu que o armamento foi entregue apenas para manutenção e que o ex-presidente não está proibido de manter arma em casa.
5 fontes políticas
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Todos os lados confirmam que a arma é uma Glock 9mm registrada em nome de Bolsonaro, apreendida com um militar do GSI em blitz em Taguatinga, e que a Polícia Civil pediu a Moraes para ouvir o ex-presidente por videoconferência no dia 24. A defesa reconhece a posse e diz que a arma foi entregue para conserto.
A Polícia Civil do Distrito Federal pediu nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para ouvir o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que apura a apreensão de uma pistola Glock 9 milímetros registrada em seu nome. O delegado responsável sugere que o depoimento ocorra por videoconferência na próxima quarta-feira, dia 24, às 15h.
O armamento foi apreendido na noite de 15 de junho, durante uma blitz em Taguatinga, no Distrito Federal. A arma estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional, que atua na segurança do ex-presidente. Segundo o relato, ele disse que levava a pistola para manutenção, após uma pane. Durante a abordagem, os policiais também localizaram um carregador sobressalente. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, quando deixou o hospital após tratar um quadro pulmonar.
A cobertura de centro relatou de forma factual que a Polícia Civil só pediu a audiência virtual porque a tentativa de intimação pessoal não foi concluída: segundo o ofício, a equipe de escolta do ex-presidente não permitiu a realização do ato. A defesa de Bolsonaro confirmou que a arma é dele e afirmou que ela foi entregue ao militar exclusivamente para conserto. Os advogados explicaram ainda que integrantes da segurança retiraram o percussor, peça essencial para o disparo, por receio de acidente, já que o ex-presidente faz uso de medicamentos psiquiátricos.
Os lados divergem na ênfase. Veículos de esquerda destacaram que a escolta impediu o cumprimento da intimação e enquadraram o episódio como um sinal de tratamento privilegiado, lembrando que o deputado Lindbergh Farias, do PT, pediu ao STF a revogação da prisão domiciliar e a transferência de Bolsonaro para o Complexo da Papuda. Para essa cobertura, o caso reforça a necessidade de igualdade de todos perante a lei. Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram que se tratava de uma blitz de rotina, que o militar do GSI portava autorização funcional e que a arma é legalmente registrada, ressaltando que Bolsonaro não está proibido de mantê-la em casa. Nessa leitura, o acionamento do Supremo para um fato administrativo soa desproporcional.
O que ainda não se sabe é se Moraes vai autorizar a audiência por videoconferência no dia 24, qual será o desfecho do inquérito sobre a legalidade do transporte da arma e se o pedido de revogação da prisão domiciliar terá efeito. Também permanece em aberto a apuração sobre por que a escolta impediu a intimação pessoal do ex-presidente.
Bolsonaro: Polícia Civil pede a Moraes para ouvir ex-presidente sobre arma apreendida em carro de militar do GSI. Depoimento pode ocorrer na próxima semana.

A polícia quer ouvir o ex-capitão por videochamada no dia 24 de junho, às 15h

Corporação quer depoimento do ex-presidente por videoconferência e afirma que escolta impediu tentativa de intimação pessoal

Na noite de segunda-feira (15), a PM do Distrito Federal (PMDF) apreendeu o objeto que estava no nome do ex-presidente durante uma blitz de rotina em Taguatinga

Arma foi apreendida em um ponto de bloqueio em posse de um segurança do ex-presidente, que disse que a arma pertencia a Jair Bolsonaro.