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Três dias após assumir a Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella enfrenta as consequências de um terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na segunda-feira, 10 de agosto. O balanço oficial divulgado pelo presidente na quarta-feira é de 265 mortos, 496 desaparecidos e 25.872 famílias afetadas, com danos concentrados em Chocó, Risaralda, Caldas, Quindío e Valle del Cauca. O governo decretou estado de emergência, fechou aeroportos, mobilizou militares após episódios de saques e anunciou que acionará a emergência econômica prevista na Constituição, instrumento que permite criar impostos e alterar o orçamento por decreto, sem passar pelo Congresso, por até 90 dias.
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia deixou 265 mortos, 496 desaparecidos e quase 26 mil famílias afetadas. Três dias depois de tomar posse, o presidente Abelardo de la Espriella anunciou estado de emergência econômica, mecanismo constitucional que autoriza criar tributos e alterar o orçamento por decreto, sem passar pelo Congresso, por até 90 dias.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou na quarta-feira, 12 de agosto, que declarará estado de emergência econômica para responder ao terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país na manhã de segunda-feira, 10. Segundo balanço apresentado por ele no mesmo dia, o desastre deixou 265 mortos, 496 desaparecidos e 25.872 famílias afetadas. As regiões mais castigadas são Chocó, Risaralda, Caldas, Quindío e Valle del Cauca, com epicentro próximo à cidade de San José del Palmar, na costa do Pacífico.
A medida anunciada não é apenas administrativa. Prevista na Constituição colombiana, a emergência econômica permite ao Executivo criar tributos e alterar o orçamento por decreto, sem aprovação do Congresso, e pode vigorar por até 90 dias. O presidente, que tomou posse em 7 de agosto com a promessa de não instituir novos impostos, afirmou ter encontrado um Estado sem recursos suficientes e descreveu o momento como o de maior endividamento da história republicana do país. O teor exato das medidas só será conhecido quando o decreto for publicado.
A cobertura de centro relatou de forma convergente os elementos factuais do episódio: a magnitude do tremor, o fechamento de aeroportos, a mobilização de equipes de resgate, a decretação de toque de recolher e o envio de militares às cidades atingidas depois de episódios de saques. Também há consenso sobre o colapso da rede hospitalar da região, que levou o governo a transferir feridos de Chocó para Medellín, e sobre o anúncio de um fundo de reconstrução com aportes nacionais e internacionais, além de subsídio de aluguel e apoio ao pagamento de serviços públicos para as famílias desalojadas. Estados Unidos, México, Chile, Argentina e El Salvador ofereceram ajuda, e a Comissão Europeia disponibilizou seu serviço de satélite para as operações de resgate.
As diferenças aparecem no que cada cobertura escolhe destacar. Veículos de direita enfatizaram o diagnóstico fiscal apresentado pelo próprio presidente, com aspas sobre escassez de tesouraria e endividamento herdado, e trataram a emergência econômica como recurso excepcional imposto pela falta de caixa, sublinhando o prazo constitucional de 90 dias e a tensão com a promessa de campanha de não criar tributos. Parte da cobertura de centro deu mais peso à dimensão humanitária e à comparação técnica com um tremor de intensidade semelhante ocorrido na Venezuela em junho, apontando que a profundidade maior do epicentro, cerca de 100 quilômetros, e a rapidez da resposta oficial reduziram a destruição relativa. Nesse mesmo material, um especialista em América Latina avaliou que a catástrofe permitiu ao novo governo aplicar a promessa de restaurar a autoridade do Estado.
Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda neste conjunto de fontes, e por isso o ângulo que costuma ser enfatizado por esse lado aparece apenas de forma indireta nos textos disponíveis: a concentração dos danos em Chocó e no Valle del Cauca, regiões de moradia precária e serviços públicos frágeis, e a decisão de tributar por decreto sem que o Congresso defina quem arca com a reconstrução. A militarização das cidades atingidas e o toque de recolher, justificados pelos saques, também são registrados sem contraponto de moradores ou de organizações locais.
O que ainda não se sabe é substancial. O decreto não foi publicado, de modo que não há informação sobre quais tributos serão criados, sobre quem incidirão nem qual volume de recursos o governo pretende arrecadar. O balanço de vítimas permanece provisório, com quase quinhentos desaparecidos e buscas em andamento sob escombros, e nenhuma fonte apresenta estimativa oficial do custo total da reconstrução de hospitais, escolas, estradas e dos cinco aeroportos danificados. Também não há registro de reação do Congresso colombiano ao contorno do Legislativo em matéria tributária, nem prazo anunciado para a prestação de contas do fundo que reunirá doações nacionais e internacionais.
Toda a cobertura converge nos mesmos fatos centrais: tremor de magnitude 7,4 no oeste do país em 10 de agosto, balanço oficial de 265 mortos e 496 desaparecidos, saturação da rede hospitalar, mobilização militar após saques e a decisão do governo de acionar a emergência econômica prevista na Constituição para financiar a reconstrução.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto majoritariamente factual, com balanço oficial, dados de profundidade do tremor e comparação técnica com o caso venezuelano. O rótulo repetido de líder da extrema direita e o único especialista ouvido, que avalia positivamente a reação do governo, introduzem coloração leve nos dois sentidos e se cancelam. Fecha em CENTER.
Perspectivas omitidas
Nota de agência em parágrafo único, sem adjetivação além do rótulo ideológico do presidente. Descreve o mecanismo constitucional sem endossá-lo nem condená-lo, o que caracteriza CENTER, ainda que o texto curto limite a leitura de enquadramento.
Perspectivas omitidas
Despacho de agência restrito ao balanço de mortos e desaparecidos, com atribuição explícita à fala do presidente. Vocabulário neutro, sem qualificação política, típico de cobertura CENTER.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Reprodução de material de agência com acréscimo de balanço e de aspas do presidente sobre endividamento e crise fiscal. O peso dado ao diagnóstico fiscal e à herança de um Estado sem recursos ecoa a pauta de responsabilidade orçamentária, mas é apresentado como citação atribuída, sem adjetivação própria do veículo, o que mantém o artigo em CENTER apesar do perfil do publisher.

O balanço até o momento é de 265 mortos, 496 pessoas desaparecidas e 25.872 famílias afetadas

Ao assumir a presidência da Colômbia em 7 de agosto, Abelardo de la Espriella tinha uma agenda clara de prioridades. Mas seu início de mandato foi tomado por uma catástrofe: um terremoto de magnitude…
O presidente de extrema direita Abelardo de la Espriella anunciou nesta quarta-feira (12) que declarará estado de emergência econômica na Colômbia para enfrentar o terremoto que deixa milhares de vítimas, uma medida que lhe permite decretar impostos e alterar o orçamento sem passar pelo Congresso.
BOGOTÁ, 12 ?Ago (Reuters) - O ?presidente colombiano, Abelardo ?De ?La ?Espriella, ?afirmou ?nesta quarta-feira que ?265 pessoas morreram ?e ?496 ?continuam desaparecidas após o terremoto ocorrido ?na segunda-feira, que atingiu várias ?grandes ?cidades no oeste ?do país.
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Perspectivas omitidas


