Abelardo de la Espriella decreta emergência econômica sob crise fiscal na Colômbia
8 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
9 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoEspriella pede a Trump suspensão de tarifas após terremoto na ColômbiaApelo ocorre em meio aos esforços do país latino-americano para lidar com as consequências do tremor que deixou cerca de 290 mortos, 140 desaparecidos e quase 4 mil feridos(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- RFI BrasilIndonésia decreta 2 semanas de estado de emergência após terremoto que deixou milhares de desalojadosNeste domingo (16), a Indonésia decretou estado de emergência por 14 dias na província de Nusa Tenggara Oriental após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a Ilha das Flores no sábado (15), informou…(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CNN BrasilColômbia entra no quinto dia de buscas por sobreviventes após terremotoTremor de magnitude 7,4 atingiu o país na segunda-feira (10), deixando 281 mortos e centenas de desaparecidos(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- A emergência econômica pode criar impostos sem aval do Congresso colombiano e vale por até 90 dias.
- Mais de 10,6 mil casas destruídas e quase 66 mil danificadas definem o tamanho da conta da reconstrução.
- As tarifas americanas sobre produtos colombianos subiram de 10% para 12,5% no fim de julho, e a suspensão pedida por Bogotá afeta exportadores.
- O Brasil enviará medicamentos, purificadores de água e alimentos, sem equipes de busca, porque a Colômbia não as solicitou.
Onde os lados divergem
- Ajuda internacional: veículos de esquerda tratam a liberação de socorristas de apenas quatro países alinhados ao presidente como escolha ideológica que custou tempo na janela crítica de 72 horas; a leitura de direita e a versão oficial sustentam que o critério foi certificação técnica.
- Emergência econômica: à esquerda, é contorno do Congresso em decisões tributárias; à direita, é consequência inevitável de um caixa vazio herdado.
- Reconstrução: à esquerda, a convocação de construtoras privadas carece de critérios públicos; à direita, é reconhecimento realista do limite do Estado.
Onde os lados concordam
Todos os lados registram os mesmos fatos centrais: o terremoto de magnitude 7,4 em 10 de agosto, com epicentro no Chocó, cerca de 290 mortos e quase 4 mil feridos, o colapso de hospitais e escolas, e o acionamento da emergência econômica por um governo empossado em 7 de agosto, em meio a forte restrição fiscal.
O que ainda está incerto
- O texto do decreto de emergência econômica não foi publicado, então não se sabe quais tributos serão criados nem sobre quem.
- Não há resposta pública do governo americano ao pedido de suspensão das tarifas.
- O número final de vítimas segue aberto, com centenas de desaparecidos e buscas em transição para remoção de escombros.
- Não há estimativa oficial do custo total da reconstrução nem dos critérios de divisão entre recursos públicos e privados.
O terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia em 10 de agosto virou o primeiro teste do governo de Abelardo de la Espriella, empossado três dias antes. Com cerca de 290 mortos e quase 4 mil feridos, o presidente acionou a emergência econômica, mecanismo que permite criar tributos sem o Congresso, e enfrenta críticas pela seleção das equipes internacionais de resgate.
Uma semana depois do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia na manhã de 10 de agosto de 2026, o presidente Abelardo de la Espriella anunciou que acionaria o estado de emergência econômica, instrumento previsto na Constituição colombiana que permite criar tributos e alterar o orçamento sem passar pelo Congresso, com vigência máxima de 90 dias. O tremor teve epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, perto da costa do Pacífico, e foi sentido em Bogotá, Medellín, Cali, Pereira, Manizales e Quibdó. É a primeira grande crise de um governo empossado apenas três dias antes do desastre.
Os balanços oficiais subiram ao longo da semana. Nas primeiras horas, as autoridades falavam em 181 mortos e mais de 1.300 feridos. Na quarta-feira, 12, o presidente informou 265 mortos e 496 desaparecidos. No fim de semana, o número chegou a cerca de 290 mortos, quase 4 mil feridos e centenas de desaparecidos. A Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres contabilizou mais de 10,6 mil casas destruídas, quase 66 mil danificadas, 127 edifícios desabados, 2.136 centros educacionais e 216 centros de saúde atingidos, além de cinco aeroportos afetados.
A cobertura de centro relatou com detalhe o esforço de socorro e as medidas anunciadas. Equipes formaram correntes humanas em Cali para retirar escombros com picaretas e ferramentas básicas, pedindo silêncio para ouvir sinais de vida sob os destroços. Um toque de recolher foi instaurado e militares foram mobilizados depois de episódios de saques. Feridos do Chocó passaram a ser transferidos para Medellín, com o sistema hospitalar local saturado e serviços de cardiologia e pediatria do Hospital Universitário del Valle danificados. O governo prometeu subsídio de aluguel e de contas de serviços públicos, criou um fundo de reconstrução com aportes nacionais e internacionais e convocou as maiores construtoras e associações comerciais do país. Os Estados Unidos ofereceram US$ 15,5 milhões, a União Europeia disponibilizou o serviço de satélites Copernicus e o governo brasileiro passou a organizar o envio de medicamentos, purificadores de água e alimentos, sem que a Colômbia tenha pedido equipes de busca ao Brasil.
As divergências de cobertura aparecem no julgamento do desempenho do governo. Veículos de esquerda enfatizaram a politização da ajuda humanitária: Bogotá autorizou equipes estrangeiras de busca e resgate de apenas quatro países, Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador, todos com lideranças alinhadas ao presidente colombiano, e a decisão só saiu mais de dois dias depois do tremor, quando se encerrava a janela crítica de 72 horas. Nessa leitura, pesam ainda o relato da presidente do México, Claudia Sheinbaum, sobre exigência de certificação adicional que barrou brigadas mexicanas experientes, a cobrança pública do embaixador chinês Zhu Jingyang por um coordenador único para a assistência estrangeira, e a demora do socorro em áreas pobres como Buenaventura, onde moradores cavaram escombros com as próprias mãos e bairros seguiram inacessíveis pela presença de grupos armados. O governo nega critério ideológico e afirma ter considerado apenas capacidade técnica e certificação internacional.
Veículos de direita enfatizaram a herança fiscal e a capacidade de reação. Reproduziram a avaliação do presidente de que a crise chega em meio à situação orçamentária mais complexa da história republicana do país, com o mais alto nível de endividamento e escassez de recursos de tesouraria, o que explicaria a necessidade de recorrer a um instrumento de exceção depois de ter prometido, na campanha, não criar novos tributos. Nesse enquadramento, ganham relevo a presença rápida do governo nas áreas atingidas, a restauração da autoridade do Estado com militares nas ruas, a convocação do setor privado para a reconstrução e a aliança com Washington, que rendeu ajuda financeira e socorristas certificados. No sábado, 15, o presidente pediu a Donald Trump a suspensão temporária das tarifas americanas sobre produtos colombianos, elevadas de 10% para 12,5% no fim de julho, para aliviar exportadores.
O que ainda não se sabe é o essencial. O conteúdo do decreto de emergência econômica só será conhecido quando publicado, e com ele quais tributos serão criados, sobre quem e por quanto tempo dentro do limite de 90 dias. Não há resposta pública do governo americano ao pedido de suspensão tarifária.
Fontes

Apelo ocorre em meio aos esforços do país latino-americano para lidar com as consequências do tremor que deixou cerca de 290 mortos, 140 desaparecidos e quase 4 mil feridos

Neste domingo (16), a Indonésia decretou estado de emergência por 14 dias na província de Nusa Tenggara Oriental após o terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a Ilha das Flores no sábado (15), informou…

Tremor de magnitude 7,4 atingiu o país na segunda-feira (10), deixando 281 mortos e centenas de desaparecidos

Quase 400 pessoas estão desaparecidas e 3.971 ficaram feridas após o terremoto de magnitude 7,4


O balanço até o momento é de 265 mortos, 496 pessoas desaparecidas e 25.872 famílias afetadas

Ao assumir a presidência da Colômbia em 7 de agosto, Abelardo de la Espriella tinha uma agenda clara de prioridades. Mas seu início de mandato foi tomado por uma catástrofe: um terremoto de magnitude…
O presidente de extrema direita Abelardo de la Espriella anunciou nesta quarta-feira (12) que declarará estado de emergência econômica na Colômbia para enfrentar o terremoto que deixa milhares de vítimas, uma medida que lhe permite decretar impostos e alterar o orçamento sem passar pelo Congresso.
BOGOTÁ, 12 ?Ago (Reuters) - O ?presidente colombiano, Abelardo ?De ?La ?Espriella, ?afirmou ?nesta quarta-feira que ?265 pessoas morreram ?e ?496 ?continuam desaparecidas após o terremoto ocorrido ?na segunda-feira, que atingiu várias ?grandes ?cidades no oeste ?do país.