Presidente da Conafer tentou chantagear deputado do PL no caso INSS, diz PF
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Veículos de esquerda destacam como uma entidade ligada ao agronegócio familiar usou dinheiro e influência política para tentar calar um parlamentar que apoiava a fiscalização de um esquema que lesou aposentados e pensionistas do INSS. A ênfase recai sobre o abuso de poder econômico contra a transparência e sobre o risco de captura de cargos públicos estratégicos para blindar fraudes contra a Previdência, um serviço essencial para trabalhadores.
Veículos de direita enquadram o caso como exemplo de que as instituições de controle, PF, STF e PGR, estão funcionando ao apurar com rigor um esquema de corrupção que desviou dinheiro público através de uma entidade que recebia emendas parlamentares.
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2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Ambos os artigos, com base no mesmo relatório da PF, reconhecem que Carlos Lopes, presidente da Conafer, buscou influenciar decisões políticas ligadas ao INSS e foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção; os citados, Biondini, Chiara e Pacheco, negam irregularidades.
A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, e apontou que Carlos Lopes, presidente da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais), tentou pressionar politicamente o deputado federal Eros Biondini (PL-MG). Segundo o relatório, Lopes teria ameaçado divulgar pagamentos feitos pela entidade a Chiara Biondini, filha do parlamentar e deputada estadual em Minas Gerais, depois de se sentir traído pelo apoio de Biondini à CPI mista do INSS.
Os documentos obtidos pelos investigadores mostram que a Conafer contratou Chiara em 2021, quando ela tinha 19 anos, e pagou ao menos seis parcelas de R$ 10 mil. Em diálogos citados no relatório, Vinícius Ramos, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT), entidade ligada à Conafer, teria dito a Lopes que Chiara recebeu "sem fazer nada"; a corporação, por sua vez, classificou os valores como "salários fictícios". O relatório também descreve uma reunião entre Lopes e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, em 1º de fevereiro de 2023, para tratar da indicação do presidente do INSS, com o objetivo, segundo a PF, de garantir cargos estratégicos que evitassem auditorias sobre o esquema investigado.
Veículos de esquerda, como o Diário do Centro do Mundo, destacaram o episódio da chantagem contra Biondini como núcleo do relatório, detalhando o uso dos comprovantes de pagamento como instrumento de pressão política e reproduzindo a nota conjunta em que o deputado e a filha afirmam ter colaborado com a investigação e negam qualquer ato irregular. Já veículos de direita, como a Revista Oeste, enfatizaram a articulação de Lopes junto a Pacheco pela indicação ao INSS, destacando que o senador negou publicamente qualquer reunião ou conversa sobre o tema. A cobertura de centro, consolidando os dois ângulos apurados pela PF, mostra que o relatório indicia 48 pessoas ligadas à Conafer, entre elas o próprio Carlos Lopes, por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção ativa qualificada, seu irmão Tiago Abraão Lopes e o deputado Euclydes Pettersen, apontado como intermediário dos contatos com Biondini e Pacheco.
O documento já foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, e agora segue para análise da Procuradoria-Geral da República, que decidirá se apresenta denúncia, pede novas diligências ou arquiva o processo. Carlos Lopes está foragido desde o ano passado, segundo a PF.
Ainda não se sabe se a PGR vai denunciar os indiciados nem qual será o posicionamento do STF sobre o andamento do caso. Também não há confirmação sobre o paradeiro atual de Lopes nem sobre o resultado final da apuração da CPI mista do INSS, que motivou parte do atrito relatado no episódio de chantagem.
Relatório da PF aponta que Carlos Lopes ameaçou expor pagamentos a Chiara Biondini após atritos com Eros Biondini na CPI do INSS.

Relatório da Operação Sem Desconto afirma que encontro teria tratado da escolha do presidente do instituto
