Presidente do parlamento libanês critica acordo entre Líbano e Israel mediado pelos EUA
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Para a leitura de direita, o impasse decorre da recusa do Hezbollah, grupo classificado como terrorista e apoiado pelo regime iraniano, em entregar suas armas, o que mantém uma ameaça concreta às comunidades israelenses na fronteira. Israel condiciona a retirada de tropas ao desarmamento efetivo do grupo, enquanto o exército libanês não consegue assumir o controle do sul do país. As exigências do Irã, tratadas como tentativa de preservar sua influência regional via Hezbollah, são vistas como o verdadeiro obstáculo a um acordo definitivo mediado pelos Estados Unidos.
A crítica de Nabih Berri, aliado do Hezbollah, expõe a fragilidade de um acordo imposto sob mediação dos Estados Unidos e marcado pela continuidade da ocupação israelense no sul do Líbano. Mesmo após a assinatura, Israel manteve ataques que atingiram edifícios residenciais, situação classificada como violação do cessar-fogo.
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Todos os lados reconhecem que o acordo entre Líbano e Israel foi mediado pelos EUA, assinado em Washington, e que confrontos continuaram mesmo após a assinatura, com o presidente do Parlamento libanês criticando o entendimento.
O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, criticou o acordo firmado na semana passada entre Líbano e Israel, mediado pelos Estados Unidos e assinado em Washington após dias de negociação. Berri, aliado do Hezbollah, afirmou que o entendimento dificilmente será implementado e alertou que o pacto pode estimular tentativas de dividir a população libanesa. Para ele, as negociações entre Estados Unidos e Irã representam a única alternativa viável para garantir a retirada das forças israelenses do território do país.
A cobertura de centro relatou que o acordo prevê o fim das operações militares em todas as frentes, mas que, segundo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, Israel poderá manter a ocupação do sul do Líbano enquanto o Hezbollah não entregar suas armas. O memorando de entendimento estabelece o fim imediato e permanente das hostilidades, embora não determine de forma explícita a retirada das tropas israelenses do território libanês. Na sexta-feira anterior, os dois governos concordaram com um processo de transição para que as Forças Armadas Libanesas assumam gradualmente o controle de áreas no sul do país.
Mesmo após a assinatura, os confrontos continuaram. As forças de Israel informaram ter atacado supostos centros de comando do Hezbollah e desmantelado um lançador que seria usado pelo grupo. O Hezbollah, por sua vez, afirmou que edifícios residenciais foram atingidos durante a ofensiva e classificou a ação como violação do cessar-fogo. O Irã entrou no centro da disputa: o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, declarou que a retirada total das forças israelenses do sul do Líbano é condição indispensável para um acordo definitivo, e o negociador Mohammad Bagher Ghalibaf reiterou a posição de Teerã em conversa com o próprio Berri.
É nesse ponto que as coberturas divergem. Veículos de esquerda enfatizaram a continuidade das agressões israelenses e o impacto sobre as populações deslocadas, tratando a ocupação persistente do sul do Líbano como o verdadeiro entrave e a mediação americana como favorável a Israel. Já veículos de direita destacaram que o Hezbollah, classificado como grupo terrorista apoiado pelo regime iraniano, recusa-se a entregar as armas e mantém uma ameaça concreta às comunidades israelenses na fronteira, enquadrando as exigências do Irã como manobra para preservar sua influência regional. A cobertura de centro concentrou-se nos fatos: a crítica de Berri, as condições de Israel e a continuidade dos ataques, sem atribuir responsabilidade a um lado.
O que ainda não se sabe é se o acordo de fato será implementado, em que prazo as tropas israelenses deixariam o território libanês e se o exército do Líbano conseguirá desarmar o Hezbollah, um dos principais obstáculos para a consolidação de uma paz permanente. Também permanece incerto o desfecho das negociações paralelas entre Estados Unidos e Irã, que ambos os lados apontam como decisivas para o futuro do entendimento.
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