Edinho Silva busca expulsar ala do centrão petista do PT com aval de Lula
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Briefing
O que importa para você
- O vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, pode ser alvo de expulsão, somando-se a pedidos que já tramitavam na comissão de ética.
- Em setembro, Edinho Silva ameaçou exigir a devolução de recursos do fundo eleitoral de candidatos a deputado que omitissem Lula do material de campanha.
- Segundo a cobertura de centro, a disputa pode reabrir o racha na Construindo um Novo Brasil (CNB), maior corrente do partido.
Onde os lados concordam
- A cobertura de centro e veículos de direita relatam que Edinho Silva atua, com aval de Lula, para afastar ou expulsar dirigentes do PT acusados de omissão na campanha de 2026.
- As duas apontam Washington Quaquá, prefeito de Maricá e vice-presidente do partido, como principal alvo, e registram que ele contesta as acusações.
O que ainda está incerto
- Até a noite de 3 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, nenhuma informava abertura de processo formal de expulsão.
- Não havia nomes, além de Quaquá, dos petistas que estariam na mira, nem resposta de Edinho Silva às acusações do prefeito.
Na reunião da Executiva Nacional de 29 de outubro, o presidente do PT, Edinho Silva, defendeu que dirigentes acusados de omissão na campanha presidencial deixem o partido e falou em divórcio litigioso. A iniciativa tem o aval de Lula. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, apontado como principal alvo, nega as acusações e reagiu chamando Edinho de mentiroso.
O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, articula o afastamento ou a expulsão de integrantes de uma ala da legenda apelidada internamente de centrão petista. Segundo as matérias analisadas, publicadas em 3 de novembro, a iniciativa tem o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está ligada à insatisfação com dirigentes acusados de omissão na campanha presidencial de 2026.
O principal alvo apontado é Washington Quaquá, prefeito de Maricá, no Rio de Janeiro, e vice-presidente nacional do PT. Ele rejeita as acusações e afirma ter coordenado a campanha de Lula no estado.
A cobertura de centro e veículos de direita convergem nos pontos centrais. Na reunião da Executiva Nacional do PT, em 29 de outubro, Edinho defendeu que os integrantes considerados desalinhados deixem o partido voluntariamente e falou em divórcio litigioso, expressão usada em referência a uma eventual expulsão. As duas coberturas registram a reação de Quaquá, que chamou Edinho de mentiroso, incompetente e fofoqueiro e sugeriu que o presidente do partido fosse para o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Ambas lembram que o prefeito já é alvo de pedidos de expulsão na comissão de ética da sigla, por posicionamentos sobre Domingos Brazão, apontado como mandante do assassinato de Marielle Franco, e sobre uma operação policial no Rio que deixou 120 mortos, segundo a cobertura de centro, ou cerca de 120, segundo veículos de direita. Também relatam que, em setembro, Edinho cobrou a inclusão do nome de Lula no material de campanha dos candidatos a deputado e ameaçou exigir a devolução de recursos do fundo eleitoral.
A cobertura de centro trouxe mais detalhes. Relatou que Edinho contou, ao encerrar a reunião, ter saído de um café com Lula, e que participantes concluíram, a partir desse recado, que ele recebeu do presidente a incumbência de expulsar opositores. Registrou que Lula perdeu nos dois turnos em Maricá e que o filho de Quaquá, Diego Zeidan, presidente do PT do Rio, viajou para a Bahia após o primeiro turno, o que exigiu intervenção na coordenação da campanha no estado. Quaquá respondeu que o filho se afastou por quatro dias, por orientação médica, após um pico de pressão. O mesmo texto informou que Quaquá boicotou a reunião da Executiva e, segundo relatos de petistas, que Lula mantém arquivados panfletos de campanha sem o seu nome. Também apontou que a disputa pode reabrir o racha na Construindo um Novo Brasil (CNB), corrente de Lula e maior força do partido, que abriga Edinho e seus desafetos.
Veículos de direita deram ao caso um texto mais curto. Destacaram, na legenda de foto, que a sigla vive a primeira crise interna depois da reeleição de Lula, e registraram que Lula defende reduzir a influência das emendas parlamentares no Orçamento. O texto encerra afirmando que a tentativa de afastar a ala pode provocar novas divisões internas na legenda. Ele não mencionou o episódio do filho de Quaquá, o boicote à reunião nem a corrente CNB.
Fontes
Presidente do partido quer afastar dirigentes acusados de omissão na campanha presidencial; Washington Quaquá está entre os alvos

Principal alvo, Washington Quaquá chama presidente da sigla de mentiroso, incompetente e fofoqueiro
