Campanha de Lula denuncia Meta na OEA por suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro
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A campanha de Lula leva à OEA a denúncia de que a Meta, uma big tech estrangeira, interfere na eleição e prejudica o candidato do campo popular, num contexto de falta de transparência da empresa com perfis de mídia independente e de milhares de banimentos sem explicação.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou em 14 de outubro que levará à Organização dos Estados Americanos (OEA) a denúncia de que a Meta interfere nas eleições, depois de acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com novos fatos sobre a ferramenta de inteligência artificial do WhatsApp. A Meta nega favorecimento e fala em regras eleitorais e problemas técnicos.
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4 fontes políticas
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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A campanha de Lula anunciou em 14 de outubro que levará à OEA a denúncia de que a Meta interfere na eleição presidencial. A coligação já acionou o TSE por restrições de alcance e pelo comportamento da IA do WhatsApp. A empresa nega favorecimento e cita regras eleitorais.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição anunciou nesta quarta-feira, 14 de outubro, que vai denunciar a Meta, dona do Instagram, do Facebook, do Threads e do WhatsApp, na Organização dos Estados Americanos (OEA). A acusação é de interferência nas eleições presidenciais, em favor do candidato Flávio Bolsonaro (PL). A Meta nega favorecimento.
O coordenador da campanha, Camilo Santana, disse que a representação foi pedida pelo próprio Lula e que também foi apresentada à Agência Nacional de Proteção de Dados. Segundo ele, a campanha se reuniu com partidos e entidades de defesa da democracia de 12 países. O secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que chegou a hora de denunciar a empresa à comunidade internacional e que a Meta não consegue provar que as restrições foram fruto do acaso.
No mesmo dia, a coligação apresentou nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no processo aberto na sexta-feira, 9, quando apontou que a página de Flávio tinha engajamento médio 2,96 vezes superior ao de Lula, apesar de ter 17,2% menos seguidores. O ministro Marco Aurélio Bellizze deu 48 horas para a Meta explicar a distribuição dos posts e os mecanismos de recomendação. A empresa pediu mais 48 horas na segunda-feira, 12. A novidade foi a ferramenta de inteligência artificial do WhatsApp: a campanha diz que ela recusa imagens ligadas a Lula e gera as de Flávio. Pede multa diária de R$ 500 mil, limitada a R$ 5 milhões, e a suspensão de mais de 40 contas supostamente automatizadas ligadas à campanha adversária.
A cobertura de centro relatou testes feitos pela própria reportagem. O pedido de um cartaz com 'Lula 13' foi recusado, enquanto 'Flávio 22' gerou imagem, em alguns casos com referências a eleições anteriores. Também houve recusas para 'Bolsonaro 22' e 'Zema 30', e atendimento para 'Caiado 55'. Questionada, a própria IA atribuiu a diferença a filtros automáticos que às vezes bloqueiam um pedido e liberam outro.
Em nota, a Meta disse que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles, em cumprimento às regras eleitorais, e estendeu a regra a comandos com o primeiro nome e o número do candidato. A empresa também afirmou que muitos dos problemas técnicos citados não afetaram exclusivamente o Brasil nem contas específicas. A resolução 23.755 de 2026 do TSE proíbe que provedores de IA favoreçam ou desfavoreçam candidatos.
Veículos de esquerda destacaram o contexto de falta de transparência da empresa: a derrubada de perfis de mídias independentes em junho, a desativação da conta de anúncios da campanha de Lula em setembro e um levantamento de organização civil com mais de mil casos de restrições, 22% deles sem explicação. A cobertura de esquerda também registrou a fala de Lula de que o governo dos Estados Unidos tenta interferir no pleito em favor de Flávio. Um especialista em governança de IA ouvido disse que não é possível afirmar intenção, mas que mesmo uma falha técnica pode ter consequências políticas, e defendeu capacidade nacional de fiscalizar a tecnologia. Veículos de direita não aparecem entre as fontes sobre este episódio, e a campanha de Flávio não é ouvida nos textos.
O que ainda não se sabe: se a falha foi técnica ou intencional, o que o TSE decidirá sobre as multas e o pedido de recomposição de alcance, os registros de exibição que a Meta ainda não enviou, e o que a OEA fará com a denúncia.
Empresa é acusada de prejudicar petista e favorecer Flávio nas redes. Campanha de Lula se reuniu com partidos e entidades de defesa da democracia de 12 países para reverberar mundialmente a denúncia.
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