Quaest aponta Tarcísio, Sergio Moro e Celina Leão à frente nos estados
1 veículo de esquerda · 12 veículos de direita

Resumo da cobertura
Entre 22 e 24 de setembro de 2026, três institutos divulgaram pesquisas de intenção de voto para governos estaduais e para o Senado. A Quaest publicou levantamentos em São Paulo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraíba, Sergipe, Rondônia, Amazonas e Tocantins, além de rodadas específicas para o Senado no Amapá, na Bahia, em Goiás e em Santa Catarina. O Datafolha mediu a corrida no Distrito Federal e o Instituto Neokemp, a disputa ao Senado pelo Paraná. Todos os levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, com nível de confiança de 95% e margem de erro entre 2 e 3 pontos percentuais.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Como cada lado cobriu
13 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- CartaCapitalQuaest: saiba as intenções de voto para o Senado em BA, SE, RS, SC, GO, AM, RO e APNeste ano, cada unidade da Federação elegerá dois representantes à Casa Alta
Análise editorial
A parte informativa é rigorosa e replica amostra, campo, margem e registro no TSE de cada estado. O que desloca a leitura para a esquerda é o bloco editorial acoplado ao corpo, que fala em ameaça bolsonarista que apenas recuou e em forças conservadoras ditando o ritmo do Congresso, além do recorte que privilegia as corridas ao Senado onde nomes do campo progressista aparecem bem posicionados.
- Qualidade argumentativa
- 71/100
- Manipulação emocional
- 35/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não apresenta os cenários de governo dos mesmos estados, só as disputas ao Senado
- Não registra as variações em relação à rodada anterior, exceto em Bahia e Rondônia
Falácias identificadas
- Apelo ao medo no bloco de assinatura anexado ao texto, que trata a disputa como ameaça ao futuro democrático
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
- Gazeta do PovoQuaest divulga pesquisa ao governo e ao Senado na ParaíbaPesquisa Quaest mostra como está a disputa para o governo da Paraíba e para o Senado nas eleições 2026. Leia na Gazeta do Povo.Matéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
O texto é tabular: apresenta cenário espontâneo, estimulado e três simulações de segundo turno com todos os concorrentes, inclusive nanicos com 0%, e fecha com metodologia e número de registro no TSE. Não há adjetivação sobre candidato nem hierarquia valorativa entre eles, o que sustenta leitura de centro apesar do perfil editorial do veículo.
- Qualidade argumentativa
- 76/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não compara os percentuais com rodadas anteriores do mesmo instituto na Paraíba
- Não traz reação das campanhas de Lucas Ribeiro, Efraim Filho e Cícero Lucena aos números
- Gazeta do PovoOs números da Quaest para governo e Senado no Distrito FederalPesquisa Quaest mostra corrida para o governo do Distrito Federal e disputa por duas vagas ao Senado. Leia na Gazeta do Povo.Matéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
Relato factual dos cenários com e sem José Roberto Arruda, com os quatro nomes do Senado tratados em pé de igualdade e menção explícita ao empate técnico dentro da margem de erro. O cuidado de registrar que candidaturas indeferidas seguem em campanha reforça o enquadramento neutro.
- Qualidade argumentativa
- 76/100
- Manipulação emocional
- 5/100
- Clickbait
- 12/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não explica os fundamentos do indeferimento das candidaturas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal
- Não informa quando o Tribunal Superior Eleitoral deve julgar os recursos
- Gazeta do PovoQuaest divulga pesquisa para governador de São Paulo; veja os númerosPesquisa Quaest mostra como está a disputa ao governo do estado de São Paulo, polarizada entre Tarcísio e Haddad. Leia na Gazeta do Povo.Matéria: Centro
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Análise editorial
O lead destaca a vantagem de Tarcísio de Freitas sobre Fernando Haddad, mas os dois percentuais aparecem lado a lado no título interno, no lead e nas tabelas, sem adjetivo valorativo. O convite 'veja os números' é chamariz leve de audiência, não distorção de conteúdo.
- Qualidade argumentativa
- 75/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 25/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não mede a disputa paulista ao Senado, ausente do levantamento noticiado
- Não discute por que 56% dos eleitores seguem indecisos no cenário espontâneo
Entre 22 e 24 de setembro de 2026, três institutos divulgaram pesquisas de intenção de voto para governo e Senado em estados de todas as regiões do país. Tarcísio de Freitas, Sergio Moro e Celina Leão lideram em seus estados, enquanto Pernambuco e Rio Grande do Sul registram empate técnico. Os números vêm com margem de erro de 2 a 3 pontos percentuais e registro na Justiça Eleitoral.
Entre 22 e 24 de setembro de 2026, uma rodada ampla de pesquisas eleitorais recolocou as disputas estaduais no centro do debate político brasileiro. O instituto Quaest divulgou levantamentos de intenção de voto para governo e para o Senado em estados de todas as regiões, entre eles São Paulo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraíba, Sergipe, Rondônia, Amazonas e Tocantins, além de rodadas específicas para o Senado no Amapá, na Bahia, em Goiás e em Santa Catarina. No mesmo intervalo, o Datafolha apresentou números para o Distrito Federal e o Instituto Neokemp mediu a corrida ao Senado pelo Paraná. Todos os levantamentos foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral, com nível de confiança de 95% e margem de erro entre 2 e 3 pontos percentuais.
Nos maiores colégios eleitorais, os números indicam vantagens consolidadas. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 44% no cenário estimulado de primeiro turno, contra 27% de Fernando Haddad (PT), e amplia para 49% a 30% na simulação de segundo turno. No Paraná, Sergio Moro (PL) aparece com 36%, dezesseis pontos à frente de Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), empatados com 20%. No Distrito Federal, Celina Leão (PP) lidera as duas medições divulgadas: 33% no cenário com José Roberto Arruda (PSD) e 42% no cenário sem ele, segundo o Datafolha, que calculou 51% dos votos válidos para a governadora. A candidatura de Arruda foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal e depende de recurso ainda não julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Em outros estados o quadro é mais apertado. Pernambuco tem empate técnico entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), por 41% a 39% no primeiro turno e 43% a 41% no segundo. No Rio Grande do Sul, Zucco (PL) soma 29% e Juliana Brizola (PDT), 23%, também dentro da margem de erro, e a corrida às duas vagas ao Senado reúne seis nomes empatados. Marcos Rogério (PL) lidera em Rondônia com 37%, Professora Dorinha (União) no Tocantins com 42%, Fábio Cruz (PSD) em Sergipe com 43%, Omar Aziz (PSD) no Amazonas com 29% e Lucas Ribeiro (PP) na Paraíba com 49%, perto de decidir a eleição em turno único.
As coberturas convergem em três pontos. O primeiro é o tamanho do eleitorado indeciso: no cenário espontâneo, sem apresentação de nomes, os indecisos vão de 36% a 76%, dependendo do estado e do cargo. O segundo é que cada unidade da Federação elege dois senadores neste ano, o que multiplica empates técnicos e torna a segunda vaga a mais disputada em quase todos os estados. O terceiro é a existência de candidaturas sub judice que continuam em campanha enquanto os tribunais eleitorais não decidem.
A leitura se divide a partir daí. Veículos de esquerda concentraram a cobertura nas corridas ao Senado e destacaram a competitividade de nomes do campo progressista, como Manuela d'Ávila (PSOL) no Rio Grande do Sul, Rui Costa e Jaques Wagner (PT) na Bahia, Randolfe Rodrigues (PT) no Amapá e Erika Kokay (PT) no Distrito Federal, além de tratar o avanço de candidaturas bolsonaristas como ameaça institucional a ser enfrentada. A cobertura de centro deu tratamento tabular aos dados, reproduzindo cenário espontâneo, estimulado, simulações de segundo turno, amostra, período de campo, contratante e número de registro na Justiça Eleitoral, e aplicou a margem de erro nas duas direções ao falar de empate. Veículos de direita enfatizaram a dimensão das vantagens conquistadas por candidatos de direita e centro-direita, o desempenho de nomes associados ao combate à corrupção, como Sergio Moro no Paraná e Deltan Dallagnol, com 50,8% na leitura das duas cadeiras ao Senado, e a rejeição de 55,6% a Gleisi Hoffmann (PT) no mesmo estado; essa cobertura também reiterou ressalvas sobre a precisão de pesquisas, lembrando divergências entre levantamentos e urnas em 2022.
O que ainda não se sabe é relevante. Nenhum dos levantamentos desta rodada mediu a disputa presidencial, de modo que não há como ligar os resultados estaduais ao cenário nacional. As diferenças entre institutos no Distrito Federal, onde a líder oscila de 33% a 42%, não foram explicadas por nenhuma das coberturas. Também seguem indefinidos os recursos sobre candidaturas indeferidas e sobre a suspensão de campanha discutida no Tribunal Superior Eleitoral, que podem alterar os cenários testados.
Briefing
O que importa para você
- Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem 44% e Fernando Haddad (PT), 27%, com 49% a 30% no segundo turno simulado.
- No Distrito Federal, Celina Leão (PP) varia de 33% a 42% entre institutos, e chega a 51% dos votos válidos no cenário sem José Roberto Arruda.
- Pernambuco (41% a 39%) e Rio Grande do Sul (29% a 23%) estão dentro da margem de erro, ou seja, ainda podem virar.
- Quem vota em dois nomes para o Senado decide vagas em que quatro a seis candidatos estão tecnicamente empatados, como em Sergipe e no Rio Grande do Sul.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza que Pernambuco e Rio Grande do Sul seguem abertos e que nomes progressistas lideram disputas ao Senado na Bahia, no Amapá e no Rio Grande do Sul.
- Direita enfatiza o tamanho das vantagens de Tarcísio de Freitas, Sergio Moro, Celina Leão e Marcos Rogério, além da rejeição de 55,6% a Gleisi Hoffmann no Paraná.
- Esquerda trata o avanço de candidaturas bolsonaristas como risco institucional; direita trata o mesmo avanço como demanda por ordem e combate à corrupção.
- Cobertura de centro não hierarquiza vencedores e aplica a margem de erro nas duas direções antes de afirmar liderança.
Onde os lados concordam
As coberturas de esquerda, centro e direita convergem em que a rodada mede disputas estaduais registradas no Tribunal Superior Eleitoral, com margem de erro entre 2 e 3 pontos percentuais, e em que cada unidade da Federação elege dois senadores em 2026. Todas registram alto índice de indecisos no cenário espontâneo e reconhecem empates técnicos nas corridas ao Senado, sobretudo pela segunda vaga.
O que ainda está incerto
- Nenhum levantamento desta rodada mediu a disputa presidencial, então não há ligação medida entre cenário estadual e nacional.
- Nenhuma cobertura explica a diferença de até 9 pontos entre institutos no Distrito Federal.
- Os recursos sobre candidaturas indeferidas, incluindo a de José Roberto Arruda, e a suspensão de campanha discutida no Tribunal Superior Eleitoral continuam sem decisão final, e podem invalidar cenários testados.
Fontes

Pesquisa Quaest mostra como está a disputa para o governo da Paraíba e para o Senado nas eleições 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Pesquisa Quaest mostra corrida para o governo do Distrito Federal e disputa por duas vagas ao Senado. Leia na Gazeta do Povo.

Pesquisa Quaest mostra como está a disputa ao governo do estado de São Paulo, polarizada entre Tarcísio e Haddad. Leia na Gazeta do Povo.

Nova pesquisa da Quaest mostra como está a disputa para governador e senadores em Pernambuco nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo

Neste ano, cada unidade da Federação elegerá dois representantes à Casa Alta

Nova pesquisa do instituto Neokemp mostra como está a disputa para o Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo

Pesquisa divulgada pela Quaest mostra como está o cenário eleitoral em Sergipe para 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Sondagem do Datafolha mostra como está a disputa para governador e senadores no Distrito Federal nas eleições 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Nova pesquisa da Quaest mostra como está a disputa para o governo e o Senado em Rondônia nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo.

Pesquisa da Quaest mostra como está a disputa para o governo do RS e para o Senado nas eleições. Leia na Gazeta do Povo.

Pesquisa Quaest mostra como está a disputa para o governo do Paraná em cenários de primeiro e segundo turnos. Leia na Gazeta do Povo.

Ao todo, 804 eleitores do Amazonas foram entrevistados pela pesquisa Quaest entre os dias 20 a 23 de setembro. Leia na Gazeta do Povo

Nova pesquisa da Quaest mostra como está a disputa para governador e senadores no Tocantins nas eleições de 2026. Leia na Gazeta do Povo.


