Quaest: Tarcísio de Freitas tem 44% em São Paulo e Sergio Moro, 36% no Paraná
3 veículos de esquerda · 11 veículos de centro · 26 veículos de direita

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Pelo prisma da direita, a rodada confirma um mapa estadual amplamente favorável ao campo conservador e liberal. Tarcísio de Freitas (Republicanos) abre 17 pontos sobre Fernando Haddad (PT) em São Paulo e chega a 49% na simulação de segundo turno; no Paraná, Sergio Moro (PL) mantém 36% e venceria os dois adversários testados no segundo turno; no Rio Grande do Sul, Zucco (PL) lidera com 29% em um instituto e 44,9% em outro; no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) é a mais votada para o Senado nos dois levantamentos. A leitura também valoriza a rejeição como medida de teto eleitoral: os 55,6% de rejeição a Gleisi Hoffmann (PT) no Paraná e os 45% de Requião Filho (PDT) são apresentados como limite prático das candidaturas de esquerda, enquanto Sandro Alex (PSD), apoiado pelo governo estadual, sobe de 15% para 20% com rejeição de 19%. Nesse enquadramento, a confiabilidade dos institutos segue sob suspeita, com lembrança explícita de que pesquisas de 2022 divergiram do resultado das urnas, e a decisão do Tribunal Superior Eleitoral que suspendeu a campanha de Deltan Dallagnol (Novo), mesmo com a candidatura mantida pelo tribunal regional, é tratada como interferência judicial na disputa.
A leitura de esquerda dos mesmos números destaca que a rodada mede, antes de tudo, a força das máquinas estaduais e do dinheiro de campanha. Governadores e ex-governadores aparecem confortáveis em quase todos os estados, com Eduardo Riedel (PP) em 51% no Mato Grosso do Sul, Celina Leão (PP) liderando no Distrito Federal e Mailza Assis (PP) à frente no Acre, enquanto candidaturas ligadas ao campo progressista sustentam posições competitivas onde há enraizamento social, como João Campos (PSB) em Pernambuco, a dois pontos de Raquel Lyra (PSD), e Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul, dentro da margem de erro contra Zucco (PL).
Entre 22 e 25 de setembro de 2026, a poucos dias do primeiro turno marcado para 4 de outubro, institutos divulgaram uma sequência de pesquisas de intenção de voto para governos estaduais e para as duas vagas de senador em disputa em cada estado.
40 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Os três campos de cobertura reproduzem os mesmos percentuais e a mesma metodologia declarada pelos institutos, e nenhum contesta os números: Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com folga em São Paulo, Sergio Moro (PL) lidera no Paraná, e há empates dentro da margem de erro de três pontos em Pernambuco, Alagoas e Mato Grosso. Todos registram indecisão alta, sobretudo nas perguntas espontâneas.
A poucos dias do primeiro turno de 4 de outubro, institutos divulgaram uma sequência de pesquisas para governos estaduais e para o Senado. Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 44% contra 27% de Fernando Haddad (PT); no Paraná, Sergio Moro (PL) tem 36%. Em Pernambuco, Alagoas e Mato Grosso, a disputa está empatada dentro da margem de erro.
A reta final da campanha para o primeiro turno de 4 de outubro foi marcada por uma sequência de pesquisas estaduais divulgadas entre 22 e 25 de setembro, que desenharam um mapa com favoritos folgados em alguns estados e empates técnicos em outros. Em São Paulo, o instituto Quaest mediu 44% das intenções de voto para Tarcísio de Freitas (Republicanos) contra 27% de Fernando Haddad (PT) no cenário estimulado de primeiro turno, com o placar indo a 49% a 30% na simulação de segundo turno. No Paraná, o mesmo instituto registrou 36% para o senador Sergio Moro (PL), com Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) empatados numericamente em 20% cada.
Fora desses dois estados, a rodada apontou disputas praticamente resolvidas e disputas abertas. No Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) apareceu com 51%; no Maranhão, Eduardo Braide (PSD) com 46%; no Amapá, Dr Furlan (PSD) com 53%; no Tocantins, Professora Dorinha (União) com 42%; na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) com 49%, perto de vencer já no primeiro turno. Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) ficaram em 41% a 39%, dentro da margem de erro de três pontos percentuais; em Alagoas, João Henrique Caldas (PSDB) e Renan Filho (MDB) marcaram 43% a 41%; e no Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) empataram em 29% a 27%. Nas disputas pelas duas vagas de senador por estado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) liderou no Distrito Federal, com 26% em um levantamento e 22% em outro, à frente de Leila do Vôlei (PDT), com 19% nos dois.
Veículos de direita concentraram o maior volume de cobertura e publicaram estado por estado, acompanhando cada levantamento de uma nota editorial que lembra que pesquisas divulgadas em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado das urnas, além de dar destaque aos índices de rejeição, como os 55,6% atribuídos a Gleisi Hoffmann (PT) no Paraná pelo instituto Neokemp. A cobertura de centro se concentrou na disputa paranaense e tratou a variação de Sergio Moro, que passou de 37% em agosto para 36% em setembro, como oscilação dentro da margem de erro, detalhando o avanço de Sandro Alex de 15% para 20%, a aprovação de 79% do governo de Ratinho Junior (PSD) e a rejeição de 45% enfrentada por Requião Filho. Veículos de esquerda se limitaram a reproduzir os números das disputas ao Senado em oito estados, sem análise de tendência e sem ênfase em rejeição.
A rodada também foi atravessada por decisões da Justiça Eleitoral. No Paraná, o Tribunal Regional Eleitoral suspendeu em 25 de setembro a divulgação de uma pesquisa do instituto IRG, a pedido da coligação Fortaleza Paraná, formada por PL, Novo e Podemos, e os números do levantamento foram retirados do ar. No mesmo estado, a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) está suspensa por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, embora o Tribunal Regional Eleitoral tenha mantido a candidatura, que segue na urna até decisão final. No Distrito Federal, a candidatura de José Roberto Arruda (PSD) e de outros dois concorrentes foi indeferida pelo tribunal regional e aguarda recurso, o que levou os institutos a testar cenários com e sem o ex-governador.
O que ainda não se sabe é quanto desse quadro se sustenta até a votação. Nos cenários estimulados, os indecisos vão de 9% a 27%, e nas pesquisas espontâneas a indecisão passa de 50% em vários estados, o que deixa espaço para movimentação na última semana. Nenhuma das coberturas mediu o efeito das decisões judiciais sobre a intenção de voto, não há levantamento posterior à suspensão da pesquisa do instituto IRG, e os textos não trazem reação dos candidatos aos números nem detalham a distribuição das amostras por região dentro de cada estado.
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