Quem é o empresário Thiago Miranda, alvo de operação da PF sobre o Master
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A Polícia Federal deflagrou a décima fase da Operação Compliance Zero, mirando o publicitário Thiago Miranda, apontado por coordenar ataques digitais à credibilidade do Banco Central e por participar de suposta organização criminosa que intimidou jornalistas, a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A operação revela uma rede de poder que uniu um banqueiro investigado por fraude financeira a um pré-candidato à Presidência, usando recursos privados para atacar instituições públicas e silenciar jornalistas que investigavam o esquema.
A Justiça e a Polícia Federal atuaram com respaldo institucional do STF para apurar um esquema que ameaçava a credibilidade do Banco Central, num processo que já dura dez fases e amplia a responsabilização individual dos envolvidos, preservando ao mesmo tempo o devido processo legal do investigado.
7 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Clickbait nesta matéria: 10/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todas as fontes confirmam que a PF, autorizada pelo STF, deflagrou a 10ª fase da Operação Compliance Zero contra Thiago Miranda, suspeito de coordenar ataques digitais ao Banco Central e de intimidar jornalistas a mando de Daniel Vorcaro; a defesa nega qualquer ilegalidade.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9 de julho), a décima fase da Operação Compliance Zero, cumprindo dois mandados de busca e apreensão em Brasília. Os mandados foram expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e miram o publicitário Thiago Miranda, dono da agência Miranda Comunicação, também conhecida como MiThi. Segundo a Polícia Federal, Miranda é suspeito de coordenar uma rede de influenciadores para atacar digitalmente a credibilidade do Banco Central após a liquidação do Banco Master, além de integrar uma possível organização criminosa dedicada a intimidar jornalistas e monitorar autoridades públicas.
A cobertura de centro relatou que a investigação também aponta Miranda como intermediário entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e influenciadores contratados no chamado 'Projeto DV', com contratos que teriam chegado a R$ 8 milhões. Ainda segundo essas apurações, Miranda teria buscado informações sobre a vida privada da jornalista Malu Gaspar, colunista de O Globo, além de mirar Consuelo Dieguez, da revista Piauí, e Renato Breia, da Piauí. O ministro André Mendonça classificou a organização investigada como dotada de 'contornos de máfia'.
Veículos de esquerda destacaram a conexão de Thiago Miranda com o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e com o filme 'Dark Horse', sobre Jair Bolsonaro, financiado com R$ 62 milhões por Vorcaro, associando o episódio a uma rede mais ampla de financiamento que teria alcançado até uma empresa ligada ao PCC, embora sem detalhar o nexo direto entre os fatos. Já veículos de direita, ao reconstituir o histórico das dez fases da Operação Compliance Zero desde 2025, enfatizaram a extensão da apuração sobre fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e a gravidade institucional de um esquema que já alcançou familiares de Vorcaro, executivos do setor financeiro e policiais federais.
Todos os lados convergem num ponto: a defesa de Thiago Miranda, pelo advogado Rafael Martins, negou publicamente qualquer ilegalidade, afirmando que o publicitário sempre atuou 'pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições' e que colaborará com as autoridades competentes.
O que ainda não se sabe é até que ponto a suposta ligação entre o financiamento do filme sobre Bolsonaro e a rede de ataques ao Banco Central será formalmente apurada pela Polícia Federal, nem se as investigações resultarão em denúncia formal contra Thiago Miranda ou outros envolvidos no chamado 'Projeto DV'.

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