As eleições de 2026 já mobilizam os maiores colégios eleitorais do país. Um levantamento reúne os nomes que lideram as pesquisas de intenção de voto para governador nos dez estados mais populosos do Brasil, que concentram cerca de 75% de todo o eleitorado, mais de 118 milhões de eleitores. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, quase 159 milhões de brasileiros estão aptos a votar no pleito que definirá os governadores que comandarão seus estados de 2027 a 2030.
A cobertura de centro relatou os dados de forma factual, citando institutos com registro na Justiça Eleitoral, como Real Time Big Data, Genial/Quaest, Paraná Pesquisas e Ipsos-Ipec, com amostras, margens de erro e códigos de protocolo. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, lidera com 49% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% do ex-ministro Fernando Haddad, do PT. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo, também do Republicanos, é favorito, com vantagem de até 21 pontos sobre Alexandre Kalil, do PDT.
No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, mantém liderança isolada, com 48,3% e mais de 35 pontos à frente do segundo colocado. Na Bahia, ACM Neto, do União Brasil, aparece com 47,8%, à frente do governador petista Jerônimo Rodrigues, que busca a reeleição. No Paraná, o senador Sergio Moro, do PL, lidera com 42,3% e ampla vantagem. No Ceará, o ex-governador Ciro Gomes, do PSDB, marca 44%, à frente do atual governador Elmano de Freitas, do PT. Já no Rio Grande do Sul, Pernambuco e Pará, os cenários apontam disputas mais acirradas, com empates técnicos em alguns casos, como entre João Campos e Raquel Lyra em Pernambuco e entre Daniel Santos e Hana Ghassan no Pará.
Veículos de direita enfatizaram a força de candidatos do campo da direita e do centro-direita, que despontam como favoritos em estados decisivos como São Paulo, Paraná, Minas e Bahia, num enquadramento que associa esses nomes a pautas de gestão, segurança pública e responsabilidade fiscal. Uma leitura de esquerda, por outro lado, tende a destacar que candidatos do PT aparecem atrás em vários estados grandes e a lembrar que pesquisas realizadas a meses da eleição refletem o momento e podem mudar com a definição das candidaturas e o avanço da campanha, sobretudo em torno de agendas de proteção social e serviços públicos.
O que ainda não se sabe é como esses números evoluirão até outubro: as candidaturas não estão todas confirmadas, alianças e palanques seguem em negociação, e fatos políticos podem alterar o quadro. Os percentuais aqui descritos são fotografias de pesquisas com datas de campo distintas, algumas de abril e maio, outras de junho, e não devem ser lidos como resultado eleitoral.