As pesquisas de intenção de voto para governador nos dez estados mais populosos do Brasil já desenham os favoritos da eleição de outubro de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, quase 159 milhões de brasileiros estão aptos a votar no pleito que definirá quem chefiará os estados de 2027 a 2030. Os dez maiores colégios eleitorais, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Pará e Santa Catarina, concentram 74,8% de todo o eleitorado nacional e somam mais de 118 milhões de eleitores.
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, lidera com 49% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT, segundo a pesquisa Real Time Big Data publicada em junho. O ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, do PSDB, aparece em terceiro, com 10%. O cenário desconsidera a pré-candidatura do deputado federal Kim Kataguiri, que anunciou desistência da disputa estadual para buscar a reeleição à Câmara. O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre 13 e 15 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais, e está registrado na Justiça Eleitoral.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, é o favorito, com até 21 pontos de vantagem sobre Alexandre Kalil, do PDT, pela Genial/Quaest. No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, mantém liderança isolada, com 48,3% no primeiro turno pela Paraná Pesquisas. Na Bahia, ACM Neto, do União Brasil, lidera com 47,8%, à frente do governador petista Jerônimo Rodrigues. Cada um desses números vem de pesquisas registradas na Justiça Eleitoral, com instituto, amostra e margem de erro informados.
A cobertura de centro, representada aqui pela reportagem original replicada por vários veículos, manteve tom estritamente factual: limita-se a listar o líder de cada disputa com os dados técnicos da pesquisa, sem juízo de valor sobre os candidatos. Veículos de direita enfatizaram a força dos candidatos de oposição e centro-direita nos maiores estados, lendo os números como sinal de um eleitorado favorável a gestões de perfil pró-mercado e a desistência de Kataguiri como consolidação do campo de oposição em São Paulo. Por outro ângulo, uma leitura de esquerda destaca o desafio dos campos progressistas, com o petista Haddad atrás em São Paulo e a oposição à frente até em estados de tradição petista como a Bahia, e lembra que esses governos definem políticas de saúde, educação e segurança para a maioria do eleitorado.
O que ainda não se sabe é como esses cenários vão evoluir com o início efetivo da campanha, os debates e as convenções partidárias. As pesquisas são fotografias do momento, feitas meses antes da eleição, e historicamente sofrem variações relevantes ao longo do calendário eleitoral. Também ficou em aberto, no material disponível, o detalhamento dos demais estados anunciados e o eventual impacto de fatos políticos recentes sobre os números.