
Raquel Lyra pede investigação da Polícia Federal sobre cartazes no Recife
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A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), pediu à Polícia Federal e à Polícia Civil que investiguem cartazes anônimos colados em muros do Bairro do Recife que a acusam de ter matado o marido, o empresário Fernando Lucena, para vencer a eleição de 2022. Lucena morreu de infarto em 2 de outubro de 2022, dia do primeiro turno, conforme informações médicas divulgadas à época. Um boletim de ocorrência foi registrado no domingo. Os adversários João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) repudiaram o material e pediram investigação. O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco determinou a retirada de publicações que atribuíam os cartazes à chapa de João Campos e, no dia anterior, já havia mandado remover posts que tratavam como comprovada a existência de um chamado 'gabinete do ódio' no governo estadual.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), pediu à Polícia Federal e à Polícia Civil que investiguem cartazes anônimos colados em muros do Bairro do Recife que a acusam de ter matado o marido, o empresário Fernando Lucena, para vencer a eleição de 2022.
Direita
No enquadramento conservador, o caso é sobretudo um teste de ordem e responsabilidade individual em plena campanha: cartazes anônimos, sem assinatura e sem prova, imputam um crime a uma governadora que lidera a disputa pela reeleição e mantém aprovação alta em Pernambuco.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Relato factual com paridade entre as partes: transcreve a nota da coligação da governadora, o vídeo de João Campos, a postagem de Ivan Moraes e os termos exatos da liminar, incluindo prazos e multas. Registra que procurou os três citados na decisão e não obteve resposta. Vocabulário descritivo, sem adjetivação valorativa própria, e as qualificações duras ('absurdo', 'violência política') aparecem sempre atribuídas a quem as disse.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto reproduz a acusação ofensiva já no título, entre aspas, e organiza o restante em torno de dois pontos favoráveis à governadora conservadora: a liminar que derrubou publicações sobre o suposto 'gabinete do ódio' e a liderança nas pesquisas com aprovação de cerca de 70%. A ênfase em accountability judicial contra adversários e a ausência das reações dos concorrentes indicam enquadramento de direita, ainda que a base factual sobre a morte de Fernando Lucena esteja corretamente atribuída a informações médicas de 2022.
Cartazes anônimos colados em muros do Bairro do Recife acusaram a governadora Raquel Lyra de ter matado o marido para vencer a eleição de 2022. A candidata à reeleição acionou a Polícia Federal e a Polícia Civil, os adversários João Campos e Ivan Moraes manifestaram solidariedade e o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco mandou remover publicações sobre o caso.
A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), pediu à Polícia Federal e à Polícia Civil que investiguem cartazes anônimos que a acusam de ter matado o próprio marido para vencer a eleição de 2022. As peças gráficas foram coladas em muros do Bairro do Recife e fotografadas por moradores, ganhando circulação nas redes sociais. Em um dos cartazes, a imagem da governadora aparece com a frase de que ela teria matado o marido para ganhar a eleição. Em outro, ela é retratada ao lado de Elize Matsunaga e Flordelis, sob a expressão 'matadoras de maridos'. A coligação Pernambuco de Coração registrou boletim de ocorrência e classificou o caso como um novo episódio de violência política.
O fato usado como base da acusação está documentado. O empresário Fernando Lucena, marido de Raquel Lyra, morreu em 2 de outubro de 2022, dia do primeiro turno das eleições estaduais, após sofrer um infarto, conforme informações médicas divulgadas na época. Em vídeo publicado em suas redes, a governadora aparece emocionada e pede respeito à sua família, aos filhos e à sua dor.
Houve convergência incomum entre adversários. João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL), também candidatos ao governo do estado, repudiaram os cartazes e pediram apuração. João Campos afirmou que quem tentar atribuir o material a ele ou à sua candidatura responderá criminalmente, lembrou que perdeu o pai durante uma eleição e disse que nenhuma família deve ser atacada na disputa. Ivan Moraes cobrou identificação e responsabilização urgente de quem produziu as peças. A coligação Frente Popular de Pernambuco acionou a Justiça Eleitoral por meio do Ministério Público Eleitoral para requerer investigação imediata.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco atuou duas vezes em dois dias. No sábado, o desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo determinou a remoção de publicações que apresentavam como comprovada a existência de uma estrutura no governo estadual voltada a atacar João Campos, o chamado 'gabinete do ódio', sob multa diária de R$ 15 mil, por entender que a reportagem usada como base trazia suspeitas e não comprovação. No domingo à noite, o mesmo magistrado mandou retirar publicações que associavam João Campos e seu grupo político à produção dos cartazes, com prazo de duas horas para a Meta remover os conteúdos, sob multa diária de R$ 10 mil, preservação integral dos dados de alcance e interação, e multa individual de R$ 25 mil para o candidato ao Senado Mendonça Filho, o candidato a deputado estadual Ni do Badoque e o blogueiro Ricardo Antunes.
As coberturas dividiram a ênfase. Veículos de direita destacaram a sequência de liminares e o desmonte judicial da acusação sobre o 'gabinete do ódio', além de lembrar que a governadora lidera as pesquisas de intenção de voto e registra aprovação em torno de 70% do eleitorado, sugerindo motivação eleitoral por trás do ataque; nesse enquadramento, a solução passa por investigação criminal contra quem produziu e pagou o material, e as multas a apoiadores levantam dúvida sobre o alcance da Justiça Eleitoral em período de campanha. A cobertura de centro relatou o caso pela cadeia de fatos, com as notas das duas coligações, as falas dos três candidatos, os termos exatos da decisão judicial e o registro de que os citados na liminar foram procurados e não responderam. Veículos de esquerda não publicaram matéria própria dentro do recorte analisado; a leitura provável desse campo, a partir dos mesmos fatos, trata o episódio como violência política de gênero, apoiada no estereótipo mobilizado pela comparação com mulheres condenadas por matar os maridos, e destaca que as plataformas digitais só retiraram conteúdo depois de ordem judicial com multa.
O ponto central segue aberto. Não se sabe quem produziu, financiou e distribuiu os cartazes, quantas peças foram coladas e em quantos pontos da cidade, nem se a Polícia Federal e a Polícia Civil já abriram inquérito formal ou definiram quem conduz a apuração. Também não há informação pública sobre eventual perícia no material impresso, sobre imagens de câmeras da região, nem sobre o cumprimento das ordens de remoção pelas plataformas e pelos três citados na decisão, que não se manifestaram até a última atualização das reportagens.
As duas coberturas tratam os cartazes como material anônimo e sem prova, registram que Fernando Lucena morreu de infarto em 2 de outubro de 2022 e reconhecem a atuação do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco na remoção de conteúdos sobre o caso. Nenhuma delas atribui autoria das peças a candidato ou partido.

As ruas de Pernambuco amanheceram neste domingo (30) com ataques à governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD). Entre as frases exibidas em panfletos colados em paredes está a acusação de

Imagens dos cartazes repercutiram nas redes sociais. Justiça Eleitoral determina exclusão de postagens que associam chapa de João Campos à produção das peças gráficas.
Perspectivas omitidas