Michelle Bolsonaro lidera corrida ao Senado no Distrito Federal em três pesquisas
3 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Duas das três cadeiras do Distrito Federal no Senado serão renovadas em 4 de outubro, e cada eleitor precisa votar em dois nomes diferentes, sem repetir o mesmo candidato.
- Michelle Bolsonaro aparece em primeiro nos três levantamentos, com 26% no Quaest e no Real Time Big Data e 21% no Datafolha.
- A segunda vaga está aberta: Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay ficam separadas por diferenças dentro ou próximas das margens de erro, que vão de 2 a 3 pontos percentuais.
Onde os lados concordam
Os três institutos convergem no mesmo primeiro lugar: Michelle Bolsonaro (PL) lidera a disputa pelas duas vagas do Senado no Distrito Federal, com 26% em dois levantamentos e 21% no terceiro. Também há convergência de que a segunda vaga segue indefinida entre Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay.
O que ainda está incerto
- Nenhuma das pesquisas explica por que Bia Kicis varia de 11% a 17% conforme o instituto.
- Não há informação pública sobre quem contratou o levantamento do Real Time Big Data no Distrito Federal, ao contrário dos outros dois.
- Os indecisos na pergunta espontânea seguem altos, 63% em um levantamento e 49% em outro, e nenhuma fonte indica para onde esse voto deve migrar.
Três institutos ouviram eleitores do Distrito Federal entre 4 e 11 de setembro de 2026 e chegaram ao mesmo primeiro lugar na disputa pelas duas vagas do Senado: Michelle Bolsonaro. Abaixo dela, o quadro muda conforme o levantamento, com Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay alternando posições dentro ou perto da margem de erro. A seguir, os números de cada pesquisa e o que eles ainda não explicam.
Três pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 8 e 11 de setembro de 2026 colocaram a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) na liderança da disputa pelas duas vagas do Senado no Distrito Federal. Os levantamentos foram feitos por institutos diferentes, com amostras, períodos de campo e margens de erro distintos, e convergem no mesmo ponto central: nenhum outro nome se aproxima dela na primeira colocação.
O primeiro resultado veio do Quaest, divulgado em 8 de setembro. No cenário estimulado, que soma as menções de primeira e de segunda vaga, Michelle Bolsonaro aparece com 26%, seguida por Leila do Vôlei (PDT), com 17%, Erika Kokay (PT), com 13%, e Bia Kicis (PL), com 11%. O instituto ouviu 1.104 pessoas entre 4 e 7 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob registro no Tribunal Superior Eleitoral.
No dia seguinte, 9 de setembro, o Real Time Big Data apresentou números próximos no topo e um desenho diferente logo abaixo: Michelle Bolsonaro com 26%, Leila do Vôlei e Bia Kicis com 17% cada e Erika Kokay com 15%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, as três ficam tecnicamente empatadas na briga pela segunda vaga. Sebastião Coelho (Novo) marcou 10%, Ronaldo Fonseca (PSD), 2%, e Guto Felício dos Santos (PSDB), 1%. Foram 1,6 mil eleitores ouvidos entre 4 e 8 de setembro, com 7% de votos nulos ou brancos e outros 7% de indefinidos.
Em 11 de setembro, o Datafolha trouxe a leitura mais apertada do conjunto: Michelle Bolsonaro com 21%, Leila do Vôlei com 18%, Bia Kicis com 15% e Erika Kokay com 14%. O instituto ouviu 910 pessoas entre 8 e 11 de setembro, também com margem de erro de 3 pontos percentuais. No recorte de primeiro voto, porém, a distância volta a crescer: 34% para a ex-primeira-dama, 18% para Leila do Vôlei e 17% para Erika Kokay.
A regra do pleito ajuda a explicar as diferenças. Duas das três cadeiras do Distrito Federal no Senado serão renovadas em 4 de outubro, e cada eleitor vota em dois nomes distintos. Por isso os institutos publicam três recortes: o total somado, o primeiro voto e o segundo voto. Bia Kicis, por exemplo, aparece em quarto no total do Datafolha e em primeiro no segundo voto, com 21%, enquanto Michelle Bolsonaro cai para 9% nesse mesmo recorte, sinal de que ela concentra a primeira escolha do eleitor e disputa pouco a vaga complementar.
A cobertura de centro, que concentra todo o material disponível sobre esta rodada, tratou os números como exercício de metodologia: detalhou tamanho de amostra, período de campo, margem de erro e código de registro na Justiça Eleitoral, publicou os percentuais dos treze concorrentes e, em um dos levantamentos, abriu também os índices de rejeição, sem avaliar o mérito de nenhuma candidatura. Não há, no conjunto analisado, texto de veículos de esquerda nem de veículos de direita sobre esta rodada no Distrito Federal. A partir dos mesmos dados, a leitura habitual de veículos de esquerda tende a destacar que a liderança convive com 44% de rejeição declarada a Michelle Bolsonaro e com percentuais altos de indecisos na pergunta espontânea, 63% em um levantamento e 49% em outro. A leitura habitual de veículos de direita tende a enfatizar a consistência da vantagem entre institutos diferentes, o desempenho de 39% no primeiro voto medido pelo Quaest e o fato de a maior rejeição entre os nomes conhecidos ser a de Erika Kokay, com 48%.
Fontes
Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (11) é a segunda contratada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Enquanto Michelle Bolsonaro aparece disparada em primeiro lugar, a disputa pelo segundo, de acordo com a pesquisa, está embolada
