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Pesquisa PoderData/Aya divulgada em 25 de junho de 2026 mostra empate técnico entre Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (43%) em simulação de segundo turno, com diferença dentro da margem de erro de dois pontos. A rejeição a Lula chega a 50% e a Flávio, a 48%. O quadro permaneceu estável em relação a maio, mesmo após a operação Compliance Zero contra Jaques Wagner.
A pesquisa PoderData/Aya divulgada em 25 de junho de 2026 colocou a corrida presidencial de 2026 em estado de empate técnico. Na simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46% das intenções de voto, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de três pontos está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza empate técnico. No campo da rejeição, metade do eleitorado (50%) afirma que não votaria de jeito nenhum em Lula, enquanto 48% dizem o mesmo sobre Flávio, um retrato de polarização acirrada e quase simétrica.
A cobertura de centro relatou o quadro de forma factual e detalhada, destacando que o cenário permaneceu estável em relação à pesquisa anterior, feita no fim de maio. Lula repetiu os 46%, e Flávio oscilou de 42% para 43%, variação dentro do limite estatístico. Os veículos de centro também trouxeram a estratificação do eleitorado: Lula lidera entre as mulheres, com 50%, e no Nordeste, com 53%, além de ter vantagem entre eleitores que cursaram até o ensino fundamental. Flávio Bolsonaro, por sua vez, vai melhor entre os homens, com 48%, no Centro-Oeste, com 52%, e entre quem tem ensino médio. A mesma cobertura registrou que a pesquisa simulou outros cenários de segundo turno, nos quais Lula aparece tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Joaquim Barbosa (Democracia Cristã), vencendo com folga apenas Renan Santos (Missão), que soma 38% contra 45% do petista.
É na leitura política do resultado que as coberturas divergem. Veículos de direita enfatizaram a rejeição de 50% a Lula como sinal de teto político do presidente e trataram a leve recuperação de Flávio como avanço da oposição. Essa cobertura associou o movimento ao desgaste do governo federal, em especial à operação Compliance Zero, que em 18 de junho mirou o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no âmbito da investigação sobre suposto esquema de fraude bancária, corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao Banco Master, de Daniel Vorcaro. Wagner deixou o cargo em 24 de junho. Um dos veículos de direita chegou a remeter o leitor a um artigo de opinião intitulado 'O crime e o voto', reforçando o enquadramento de accountability.
Numa chave oposta, uma leitura mais à esquerda do mesmo conjunto de dados ressaltaria que Lula segue numericamente à frente em todos os cenários simulados e manteve os mesmos 46% de maio, sinal de resiliência de sua base. Essa interpretação destaca que, mesmo com a operação policial contra um aliado de peso, o quadro eleitoral não se deteriorou de forma relevante para o governo, e que a vantagem do presidente entre mulheres, no Nordeste e entre eleitores de menor escolaridade reflete a sustentação de políticas sociais. A rejeição a Flávio, quase tão alta quanto a de Lula, mostraria que o desgaste não é exclusividade do governo.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do PoderData, em parceria de divulgação com o Aya. Os dados foram coletados de 21 a 24 de junho de 2026, por meio de 2.400 entrevistas em 617 municípios das 27 unidades da Federação, com ligações para celulares e telefones fixos e sistema de Unidade de Resposta Audível. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o intervalo de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05722/2026.
O que ainda não se sabe é como o desfecho da operação Compliance Zero e a apuração sobre o Banco Master vão repercutir no eleitorado nas próximas semanas, nem se críticas internas ao campo da oposição, como as feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, terão efeito em rodadas futuras. As pesquisas seguintes dirão se a estabilidade observada em junho se confirma ou se a corrida começa a se mover.
Todos os lados reconhecem o empate técnico no 2º turno (Lula 46% x Flávio 43%, dentro da margem de 2 pontos) e a estabilidade do quadro em relação a maio, com alta rejeição aos dois nomes (50% e 48%).
Como cada lado cobriu
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e balanceada: apresenta o empate técnico no 2º turno, estratificação detalhada do eleitorado, cenários com outros pré-candidatos e o contexto da operação contra Jaques Wagner sem vocabulário valorativo carregado para nenhum dos lados.
Veículos com viés à direita
Texto majoritariamente factual, mas o recorte do título e da abertura prioriza a rejeição a Lula (50%) e contextualiza com a operação Compliance Zero e a saída de Jaques Wagner, enfatizando o desgaste do governo federal — enquadramento típico de cobertura à direita.
Perspectivas omitidas
Rejeição a Lula chega a 50% e a Flávio, a 48%, revela pesquisa PoderData

Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (25) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve uma pequena recuperação desde a última sondagem do instituto, em março, e diminuiu a distância para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na simulação de segundo turno. A recuperação do candidato do PL acontece na esteira da revelação de ligações suspeitas entre o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com os sócios do Banco Master.

Petista tem 46% das intenções de voto, enquanto o liberal registra 43%; diferença está dentro da margem de erro de 2 pontos porcentuais
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Conteúdo factual, mas o enquadramento do título destaca o empate técnico favorável a Flávio ('liberal'), descreve o PL como 'liberal' e remete a artigo de opinião sobre 'o crime e o voto', em linha com a cobertura à direita do veículo.
Perspectivas omitidas


