CNI vê retrocesso na PEC que acaba com a escala 6x1 e estima queda de 0,7% do PIB
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Como decidimos →A aprovação no Senado da PEC que acaba com a escala 6x1 é tratada como conquista histórica dos trabalhadores, com dois dias de descanso e jornada de 40 horas sem corte de salário. A cobertura destaca a pressão popular e o apoio da maioria da população.
O Senado aprovou a PEC 221/2019, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1. A Confederação Nacional da Indústria reagiu com nota em que prevê demissões, inflação e perdas econômicas, e pede que o Congresso reveja o tema.
O foco é o custo da PEC para empresas e consumidores: a Confederação Nacional da Indústria alerta para demissões, inflação e perda de competitividade, e critica a votação em período eleitoral sem debate amplo com a sociedade.
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O Senado aprovou na quarta-feira, 14, a PEC 221/2019, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1. A Confederação Nacional da Indústria prevê demissões, inflação de 6,2% e queda de 0,7% do PIB, enquanto o presidente Lula e veículos de esquerda celebram a medida.
O Senado aprovou na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a Proposta de Emenda à Constituição 221/2019, que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e acaba com a escala 6x1, na qual o trabalhador atua seis dias para folgar um. Segundo a cobertura de esquerda, a votação teve 76 votos favoráveis e 1 contrário, nos dois turnos, e o texto da Câmara dos Deputados foi mantido sem alterações. A proposta garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário.
A reação da indústria veio em seguida. A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, divulgou nota na noite de quarta-feira em que classificou a aprovação como altamente preocupante. A cobertura de centro relatou que a entidade prevê perdas econômicas, demissões, repasse de custos à população e inflação. Segundo um levantamento recente da confederação, a redução da jornada com manutenção dos salários elevará os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e causará queda de 0,7% do Produto Interno Bruto, o equivalente a R$ 76,9 bilhões. Os preços ao consumidor subiriam 6,2% em média. Nas compras de supermercado a alta seria de 5,7%, nos produtos industrializados de 6% e em roupas e calçados de até 6,6%.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou lamentar que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade e disse que os impactos da medida não foram devidamente mensurados. Ele defendeu que o Congresso Nacional abra espaço para revisitar o tema. A entidade também citou insegurança jurídica, perda de competitividade, carga tributária pesada e juros altos, e disse que a indústria terá de adaptar escalas e reorganizar a produção. A confederação criticou ainda o avanço da matéria em pleno período eleitoral.
Veículos de direita enfatizaram o custo da medida para empresas e consumidores. A cobertura reproduziu a avaliação da CNI de que a mudança é um retrocesso para o Brasil, destacou o risco de demissões e registrou a crítica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a Fiesp, que alertou para aumento da informalidade.
Veículos de esquerda destacaram o outro lado: uma vitória histórica de trabalhadores. Segundo o Ministério do Trabalho, citado nessa cobertura, 14,8 milhões de pessoas trabalham na escala 6x1. O presidente Lula comemorou a aprovação como conquista de milhões de trabalhadores e disse que a mudança significa mais tempo para viver, descansar e estar com a família. A cobertura de esquerda lembrou a trajetória do senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, que defende a redução da jornada há décadas, e citou pesquisas segundo as quais 73% e 69% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1. Também registrou que a proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em setembro, com 23 votos a favor e 4 contra, e criticou o senador Flávio Bolsonaro, apontado como opositor do projeto.
A divergência de cobertura, portanto, é de ênfase. De um lado, o debate gira em torno de custos, inflação e competitividade. De outro, em torno de direitos, descanso e apoio popular.
O que ainda não se sabe é se o Congresso atenderá ao pedido da CNI para rever o tema, como e quando a nova jornada será implementada na prática e qual será o efeito real sobre emprego e preços, já que os números divulgados são projeções da própria confederação.
Confederação estima que redução da jornada semanal para 40 horas elevará custos de produção em até R$ 267,2 bilhões

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