Rodízio de veículos é suspenso temporariamente após greve que afeta três linhas do sistema ferroviário de SP
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

Uma greve de ferroviários iniciada à meia-noite de terça-feira reduziu a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e do Expresso Aeroporto, na região metropolitana de São Paulo, levando a prefeitura da capital a suspender o rodízio municipal de veículos. As três linhas transportam cerca de um milhão de passageiros por dia. O sindicato afirma que a paralisação é resposta às falhas ocorridas depois que uma empresa privada assumiu os ramais e cobra garantias de emprego; o governo estadual sustenta que não há demissões em curso e que os postos foram preservados. O tribunal trabalhista havia fixado efetivo mínimo de 80% nos horários de pico, com multa diária ao sindicato em caso de descumprimento.
Uma decisão unilateral de sindicato tirou de circulação boa parte da malha de trens da maior região metropolitana do país e jogou quase um milhão de passageiros no trânsito, com congestionamento superior a 720 quilômetros.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura converge em que a paralisação começou à meia-noite de terça, atingiu as Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e o Expresso Aeroporto, levou a prefeitura a suspender o rodízio e afetou perto de um milhão de passageiros diários, com forte impacto no trânsito da capital. Também há consenso de que a negociação entre sindicato e governo estadual na véspera terminou sem acordo.
A greve dos ferroviários paralisou parcialmente três linhas do sistema de trens metropolitanos de São Paulo nesta terça-feira, 4 de agosto, e levou a prefeitura da capital a suspender o rodízio municipal de veículos. As Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além do Expresso Aeroporto, passaram a operar de forma reduzida a partir da meia-noite, sem previsão de encerramento. Juntas, elas transportam cerca de um milhão de passageiros por dia, com concentração na Zona Leste da capital e na ligação com Guarulhos.
A cobertura de centro reconstruiu o roteiro do impasse com detalhamento operacional. A paralisação foi aprovada em assembleia na segunda-feira, na sede do sindicato dos trabalhadores em empresas ferroviárias, no bairro do Brás. Horas antes, a diretoria da entidade havia sido chamada ao palácio sede do governo estadual para conversar com o secretário-chefe da Casa Civil, mas não houve acordo. Ainda na noite de segunda, o prefeito da capital anunciou a suspensão do rodízio, que liberou os veículos de placas de final 3 e 4 no centro expandido; em dia normal, quem descumpre a regra paga multa de R$ 130,16 e soma quatro pontos na carteira de habilitação.
Os números do dia foram convergentes em toda a cobertura. No pico da manhã, o efetivo operacional das três linhas ficou em 67%, abaixo do mínimo de 80% fixado pelo tribunal trabalhista, que também estipulou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato em caso de descumprimento. Dos 126 maquinistas escalados, apenas três compareceram, e 21 supervisores assumiram a condução das composições. A Linha 11 operou com 15 trens em vez dos 31 habituais, a Linha 12 com quatro, e a Linha 13 ficou parada durante quase todo o dia, atendida por ônibus de emergência. O trânsito na capital passou de 720 quilômetros de lentidão pela manhã, com velocidade média de 16 km/h no sentido bairro-centro.
Veículos de direita enfatizaram a origem do conflito na troca de operador: a assembleia foi convocada depois que um vagão de uma das linhas foi destruído por um incêndio e falhas elétricas interromperam a circulação nos outros dois ramais, todos sob concessão de uma empresa privada. Após o episódio, o governo estadual retomou o controle das linhas por 90 dias e o Ministério Público estadual abriu inquérito para apurar as falhas. Nenhum veículo de esquerda havia coberto o caso até o fechamento desta reportagem, e o ângulo que essa cobertura costuma enfatizar aparece aqui pela voz do próprio sindicato: a oposição à privatização das linhas, o pedido de devolução dos ramais à companhia estadual e a garantia de direitos dos trabalhadores.
A divergência central é sobre o mérito da paralisação. O governo estadual afirmou em nota que a greve foi decretada mesmo após o compromisso de não demitir ninguém durante o período de realocação, apresentou a distribuição dos 4.648 funcionários existentes em junho, e classificou a motivação trabalhista como sem fundamento. O governador disse que a aposta na paralisia dos serviços não intimidaria o governo. O sindicato manteve a paralisação e, em nova assembleia no fim da tarde, deu prazo até as 19h para o governo responder às reivindicações, com a promessa de encerrar o movimento imediatamente caso houvesse resposta satisfatória e de submeter a continuidade a nova votação em caso contrário.
O que ainda não se sabe é o desfecho imediato: não havia, até o fim do dia, resposta pública do governo estadual ao ultimato do sindicato nem resultado da nova votação da categoria. Também segue em aberto se a multa fixada pela Justiça será efetivamente aplicada, qual o destino da concessão das três linhas depois dos 90 dias de retomada pelo Estado, e o que o inquérito do Ministério Público concluirá sobre as falhas que deram origem ao impasse.
Operação está paralisada nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, incluindo o Expresso Aeroporto.

Os trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade decidiram paralisar as atividades por tempo indetermidado

Paralisação atinge principalmente a Zona Leste da capital; Linha 11-Coral opera parcialmente, estação Poá segue fechada e Metrô adota operação especial
