Rumble registra nova representante em ação contra Moraes nos EUA
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Resumo da cobertura
A plataforma de vídeos Rumble registrou uma nova advogada, Rossana Baeza, para atuar na ação que move, ao lado da Trump Media, contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, na Justiça Federal dos Estados Unidos. A movimentação ocorre depois de a Justiça americana negar, por ora, o pedido de revelia contra o ministro e autorizar a entrada da Advocacia-Geral da União (AGU) no processo em nome do Brasil. A juíza determinou que Rumble e Trump Media respondam ao pedido da AGU para extinguir a ação.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
- Brasil 247Após entrada da AGU, Rumble amplia equipe jurídica em ação contra Moraes nos EUAPlataforma reforça equipe jurídica nos Estados Unidos em processo que contesta decisões do ministro do STF
Análise editorial
Enquadra a censura como 'supostamente ilegal' e enfatiza a justificativa de Moraes (notícias falsas, ataques às instituições democráticas, sujeição à legislação brasileira), legitimando a decisão do STF. Vocabulário e ênfase alinham com a defesa da regulação estatal das plataformas, perfil LEFT.
- Qualidade argumentativa
- 55/100
- Manipulação emocional
- 20/100
- Clickbait
- 20/100
- Fontes citadas
- 3
Perspectivas omitidas
- Não traz a perspectiva da Rumble sobre o mérito da suspensão
- Omite detalhes da decisão da Justiça americana que negou a revelia
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilRumble registra nova representante em ação contra Moraes nos EUAMovimentação ocorre após Justiça americana negar, por ora, pedido de revelia contra o ministro do STF
Análise editorial
Texto descreve o trâmite processual (nova advogada, negativa de revelia, entrada da AGU) de forma neutra, atribuindo as alegações às partes ('sob o argumento de'). Sem vocabulário valorativo carregado nem tomada de lado.
- Qualidade argumentativa
- 60/100
- Manipulação emocional
- 10/100
- Clickbait
- 15/100
- Fontes citadas
- 4
Perspectivas omitidas
- Não detalha o conteúdo das acusações de censura feitas pela Rumble
- Não explica por que a Rumble foi suspensa no Brasil
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A plataforma de vídeos Rumble registrou uma nova advogada para atuar na ação que move, ao lado da Trump Media, contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na Justiça Federal dos Estados Unidos. Em petição protocolada na sexta-feira, dia 26, a advogada Rossana Baeza, do escritório Boies Schiller Flexner, passou a atuar oficialmente no processo, ao lado do advogado Martin De Luca.
O reforço na equipe jurídica ocorre poucos dias depois de a Advocacia-Geral da União, a AGU, ingressar no processo em nome do Brasil, e depois de a Justiça americana negar, por ora, o pedido para declarar o ministro em revelia. A juíza responsável pelo caso, que tramita na Flórida, determinou que a Rumble e a Trump Media respondam ao pedido da AGU para extinguir a ação antes de uma eventual nova análise sobre a revelia.
A cobertura de centro, como a da CNN Brasil, relatou a cronologia processual de forma factual: a inclusão da nova representante, a negativa do pedido de revelia e a entrada do governo brasileiro no processo. As empresas haviam argumentado que Moraes foi notificado por meio autorizado pela Justiça americana e deixou transcorrer o prazo sem responder à ação nem pedir prorrogação.
Veículos de direita enfatizam o mérito da acusação: na ação, a Rumble e a Trump Media sustentam que Moraes determinou de forma ilegal o bloqueio de perfis de pessoas residentes nos Estados Unidos e promove o que classificam como censura contra discursos políticos de usuários alinhados à direita, entre eles Allan dos Santos. Sob esse prisma, o caso levanta o debate sobre o alcance das decisões do STF sobre plataformas sediadas fora do Brasil e sobre a liberdade de expressão.
Já veículos de esquerda, como o Brasil 247, destacam a defesa do Estado brasileiro e a legitimidade da decisão do STF. Essa cobertura lembra que a Rumble, rede popular entre conservadores nos Estados Unidos, está proibida de operar no Brasil desde fevereiro de 2025, quando Moraes determinou sua suspensão por descumprimento de decisões da Justiça brasileira. Segundo o ministro, apoiadores de Jair Bolsonaro utilizavam a rede para disseminar notícias falsas e promover ataques às instituições democráticas, e toda empresa que atua no país está sujeita à legislação brasileira.
O que ainda não se sabe é se a juíza americana vai acolher o pedido da AGU para extinguir a ação, qual será o desfecho da disputa sobre a revelia e como ficará, no plano jurídico, o embate sobre o alcance extraterritorial das decisões do Supremo brasileiro sobre empresas estrangeiras.
Briefing
O que importa para você
- A AGU pediu a extinção da ação; a juíza mandou as empresas responderem antes de reanalisar a revelia.
- A Rumble segue proibida de operar no Brasil desde fevereiro de 2025.
- Em jogo está o alcance das decisões do STF sobre plataformas sediadas no exterior.
Onde os lados divergem
- Direita: trata a ação como reação legítima contra censura ilegal e bloqueio de perfis de usuários nos EUA.
- Esquerda: trata a suspensão da Rumble como cumprimento da lei brasileira contra desinformação e ataques à democracia.
Onde os lados concordam
Os relatos convergem em que a Rumble reforçou sua equipe jurídica nos EUA, que a AGU entrou no processo em nome do Brasil e que a Justiça americana negou, por ora, o pedido de revelia contra Moraes.
O que ainda está incerto
- Se a Justiça americana acolherá o pedido da AGU para extinguir a ação.
- Qual será o desfecho da disputa sobre a revelia de Moraes.
Fontes
Plataforma reforça equipe jurídica nos Estados Unidos em processo que contesta decisões do ministro do STF

Movimentação ocorre após Justiça americana negar, por ora, pedido de revelia contra o ministro do STF



