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Durante cerimônia no Palácio do Planalto para a sanção do projeto de lei 3.066/2025, que amplia o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital, a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, pediu o bloqueio do aplicativo Discord no Brasil. No mesmo evento, o advogado-geral da União anunciou ação civil pública para responsabilizar a plataforma e pedir sua retirada do país. O pedido cita o caso de uma adolescente de 13 anos que, segundo o Ministério da Justiça, foi induzida a se automutilar durante uma transmissão ao vivo.
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, defendeu na quinta-feira, 6 de agosto de 2026, que o aplicativo Discord seja retirado do ar no Brasil. A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto para a sanção do projeto de lei 3.066/2025, que amplia o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital. "A gente precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma", afirmou ela, ao pedir atuação conjunta entre Executivo e Judiciário para tirar a plataforma do ar. Segundo a primeira-dama, o país precisa encontrar instrumentos legais para que isso aconteça.
O apelo foi motivado por um caso relatado pelo Ministério da Justiça. Uma adolescente de 13 anos, de Naviraí, no Mato Grosso do Sul, teria sido induzida a se automutilar durante uma transmissão ao vivo acompanhada por um grupo com mais de 200 pessoas. Ainda segundo o relato oficial, a transmissão permaneceu no ar por cerca de 50 minutos antes de ser encerrada. O secretário de Direitos Digitais do ministério classificou o episódio como falha sistêmica da plataforma e afirmou que não havia verificação de idade no servidor em que a live ocorreu. O caso foi identificado pelo Ciberlab, unidade de investigação cibernética do ministério, e está associado à Operação Lívia, deflagrada na terça-feira, 4 de agosto, contra redes que usavam plataformas digitais para promover violência contra mulheres e meninas.
Na mesma cerimônia, o advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que a AGU vai entrar com ação civil pública para pedir a responsabilização da empresa e a retirada do aplicativo do país, além de solicitar que as informações sobre o caso citado fossem encaminhadas ao seu gabinete. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, no mesmo ato, a lei que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente e criminaliza a simulação de participação de criança em material sexual por montagem, adulteração ou uso de inteligência artificial.
A cobertura de centro relatou a fala da primeira-dama de forma direta, com as citações completas, e abriu espaço para a reação crítica no Congresso: um deputado federal da oposição ironizou a proposta nas redes sociais, escrevendo que nunca é para bloquear celular em presídio, mas é sempre para banir alguma rede social. Veículos de direita enquadraram o episódio pela chave do calendário eleitoral, associando o pedido à proximidade das eleições já no título, e destacaram que a plataforma é popular entre adolescentes e jovens, o que sinaliza o alcance amplo de uma eventual medida restritiva. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do episódio no conjunto de matérias reunidas; a leitura que trata o bloqueio como dever de proteção da infância aparece apenas nas falas oficiais reproduzidas pelas duas coberturas, sobretudo na descrição do caso como falha sistêmica da empresa.
O que ainda não se sabe é substancial. Não há decisão judicial determinando qualquer bloqueio, nem prazo divulgado para o ajuizamento da ação civil pública anunciada pela AGU. Nenhuma das reportagens traz manifestação da empresa responsável pelo aplicativo sobre o caso de Naviraí ou sobre a ação anunciada. Também não foi detalhado qual dispositivo legal permitiria suspender o funcionamento de um aplicativo inteiro no país, nem se a medida pedida alcançaria toda a plataforma ou apenas servidores específicos. Por fim, não foram divulgados dados sobre quantos casos semelhantes o Ciberlab identificou, apesar da afirmação de que o episódio citado não é isolado.
As duas coberturas relatam os mesmos fatos centrais: o pedido público de bloqueio feito pela primeira-dama, a sanção da lei que endurece o combate à violência sexual infantil no ambiente digital, o anúncio de ação civil pública pela AGU e a gravidade do caso da adolescente de 13 anos citado pelo governo. Nenhum dos lados contesta que o episódio de automutilação transmitido ao vivo aconteceu.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto reproduz as falas com aspas e atribuição clara, informa o objeto do projeto sancionado e ainda registra a crítica da oposição ('Nunca é pra bloquear celular em presídio'), dando contraditório político sem aderir a nenhum dos lados. O vocabulário é descritivo, sem termos valorativos do redator. A carga emocional vem das citações da fonte, não do enquadramento.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é factualmente detalhado e sóbrio (caso de Naviraí, Ciberlab, Operação Lívia, ação civil pública da AGU, sanção da lei), mas o enquadramento é dado pelo título 'Às vésperas das eleições', que transforma uma medida de proteção infantil em manobra de conjuntura eleitoral sem qualquer sustentação no texto. Esse recorte, somado ao destaque de que a plataforma é 'febre entre adolescentes e jovens', ativa a leitura de restrição estatal excessiva sobre a liberdade de comunicação, marca do enquadramento à direita.

Nas redes sociais, Nikolas Ferreira ironizou a fala: "vai pegar bem demais com o público jovem".

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, pediu nesta quinta-feira (6) que o Discord seja bloqueado no Brasil. “A gente precisa atuar junto com o Judiciário para tirar essa rede horrorosa
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Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



