O pré-candidato do PSD ao Governo do Paraná, Sandro Alex, defendeu em 22 de junho de 2026 a ampliação e a aceleração do programa estadual de rodovias de concreto, que já alcança cerca de mil quilômetros desde 2019. Deputado federal e ex-secretário de Infraestrutura e Logística do estado, ele afirmou que as obras realizadas na gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior recuperaram décadas de defasagem na malha viária paranaense e que esse ritmo precisa ser intensificado nos próximos anos.
A cobertura de centro relatou que a infraestrutura voltou ao centro do debate eleitoral no Paraná e descreveu, de forma factual, os números apresentados pelo pré-candidato. Segundo essa apuração, o estado tem hoje o maior programa de pavimentação em concreto do Brasil, com cerca de mil quilômetros entre obras concluídas, em execução, licitadas ou em planejamento, e investimentos superiores a R$ 5,1 bilhões do caixa estadual. Entre as obras citadas estão a modernização da PRC-280, no Sudoeste, com 142 quilômetros contínuos entre General Carneiro e Pato Branco, a duplicação da Rodovia dos Minérios (PR-092), na Região Metropolitana de Curitiba, e a reconstrução da PRC-460, na região Central do estado.
Veículos de direita, neste caso a publicação oficial do PSD-PR, enfatizaram a capacidade de investimento construída pela atual gestão e o mérito do corte de outras despesas para viabilizar as chamadas obras estruturantes. O argumento central é de eficiência e competitividade: o crescimento do agronegócio, da indústria e da movimentação de cargas exigiria uma nova política de investimentos para modernizar as principais ligações rodoviárias. Sandro Alex afirmou que cooperativas e produtores apontaram os gargalos e que o estado passou a investir tanto em estradas rurais quanto nos grandes corredores logísticos. Nas palavras dele, o que não se quer é que esse trabalho pare.
Não houve, no material disponível, cobertura de veículos de esquerda sobre esta story. Pelo prisma que tais veículos costumam adotar, restaria em aberto o debate sobre as prioridades dos mais de R$ 5,1 bilhões aplicados, sobre quais despesas foram cortadas para financiar o programa e sobre o equilíbrio entre obras voltadas a cadeias produtivas e investimentos em serviços públicos como saúde e educação. Esse contraponto não foi apresentado nas fontes deste cluster.
O que ainda não se sabe: as duas reportagens reproduzem essencialmente a fala do próprio pré-candidato, sem contraponto de adversários nem dados independentes sobre o estado da malha viária. Também não há detalhamento sobre quais despesas foram cortadas para custear o programa, sobre o cronograma de novas obras prometidas nem sobre como a proposta se diferencia das de outros pré-candidatos ao Governo do Paraná em 2026.