Sob suspeita de lobby por “emenda Master”, Jaques Wagner segue líder no Senado
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O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal envolvendo a chamada emenda Master, mas parlamentares diretamente ligados à tramitação contestam a narrativa. O senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da PEC 65, afirmou em nota que Wagner jamais lhe tratou do assunto e que a emenda foi rejeitada de pronto por não ter relação com a matéria. Para a cobertura de esquerda, o caso expõe o risco de criminalização precoce da atuação parlamentar antes da apuração concluída, enquanto Wagner mantém a liderança e o governo demonstra que a proposta sequer prosperou no Senado.
A Polícia Federal apontou indícios de que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teria recebido vantagens (apartamento, viagens e ingressos para shows) para atuar em favor do Banco Master, na chamada emenda Master, que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
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Todos os lados registram que a PF aponta Jaques Wagner como alvo no caso da emenda Master e que a emenda, que ampliaria a cobertura do FGC para R$ 1 milhão, não foi aprovada.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tornou-se o centro de uma crise política após a Polícia Federal apontar indícios de que ele teria recebido vantagens indevidas para atuar em favor do Banco Master. Segundo a PF, Wagner teria recebido um apartamento, viagens e ingressos para shows em troca de defender a chamada emenda Master, dispositivo que ampliaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por cliente. A medida, na prática, beneficiaria diretamente instituições como o próprio Banco Master. Mesmo sob investigação, Wagner permanece no comando da liderança do governo na Casa.
A emenda em questão foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), também alvo da mesma operação da Polícia Federal. O dispositivo foi associado à tramitação da PEC 65, de 2023, que trata da autonomia financeira e orçamentária do Banco Central. A proposta de ampliar a cobertura do FGC, contudo, não prosperou: a PEC 65 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e aguarda deliberação do plenário, mas a emenda batizada de Master ficou pelo caminho.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta, atribuindo as acusações à Polícia Federal e descrevendo as supostas vantagens recebidas por Wagner sem endossá-las como verdade já comprovada. Esse enquadramento sublinha que se trata de indícios apontados pela investigação, ainda sujeitos a apuração e contraditório, e registra que Wagner segue como líder no Senado.
Veículos de esquerda enfatizaram a versão que desidrata a acusação. O senador Plínio Valério (PSDB-AM), relator da PEC 65, divulgou nota afirmando que Jaques Wagner jamais tocou no assunto com ele e que a emenda foi rejeitada de pronto, por não guardar relação com a matéria. A partir dessa nota, a leitura de esquerda destaca que a proposta não prosperou, que o suposto benefício não se concretizou e alerta para o risco de criminalização precoce da atuação parlamentar antes do fim das apurações.
Veículos de direita enfatizaram o ângulo oposto. Para essa cobertura, o episódio é mais um capítulo da promiscuidade entre poder público e interesses privados sob o governo Lula, com uma emenda desenhada para favorecer um banco específico e a permanência de Wagner na liderança do Senado mesmo sob investigação interpretada como falta de accountability institucional.
O que ainda não se sabe é a extensão das provas que a Polícia Federal reuniu, se as supostas vantagens de fato foram entregues e recebidas, e quais serão os próximos passos da investigação e do Senado em relação ao mandato e à liderança de Jaques Wagner. Também permanece em aberto o desfecho da PEC 65 no plenário e eventual responsabilização dos demais alvos da operação.
Uma proposta de ampliação da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos não prosperou nos debates sobre a PEC 65
No Central Meio de hoje, Pedro Doria e Luiza Silvestrini recebem o colunista do Meio Alexandre Borges para uma conversa sobre a situação do Governo Lula diante da revelação pela Polícia Federal de que o líder no Senado, Jaques Wagner, teria recebido propina para atuar em favor do Banco Master na Casa. Segundo a PF, Wagner teria recebido um apartamento, viagens e ingressos para shows em troca de defender a “emenda Master”. Em seguida, Guilherme Werneck, da newsletter Ladrilho Hidráulico, traz os destaques da programação cultural do fim de semana.
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