Sobe para 1.943 o número de mortos confirmados em terremotos na Venezuela
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O número de mortos confirmados nos dois terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 1.943, com 10.571 feridos, segundo balanço oficial divulgado em 30 de junho pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. A ONU estima até 50 mil desaparecidos e comprou 10 mil sacos para cadáveres. O estado de La Guaira, próximo a Caracas, é o mais atingido. Trinta e dois países enviaram ajuda; o Brasil despachou quatro voos com bombeiros, hospital de campanha da Marinha e purificadores de água.
A tragédia na Venezuela expõe a escala da catástrofe humanitária e a mobilização internacional de solidariedade. O governo interino de Delcy Rodríguez coordena as operações de resgate em La Guaira e restaurou 75% do fornecimento de energia, enquanto comunidades locais se organizam para distribuir alimentos e água.
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Todos os lados convergem no balanço oficial (1.943 mortos, 10.571 feridos), na magnitude dos tremores gêmeos, na estimativa da ONU de até 50 mil desaparecidos e no envio de quatro voos de ajuda humanitária pelo Brasil.
O número de mortos confirmados nos dois terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 1.943, com 10.571 feridos, segundo o balanço oficial mais recente divulgado nesta terça-feira, 30 de junho. Os dados foram apresentados por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, que chefia o governo venezuelano. Os tremores gêmeos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com poucos segundos de diferença e foram seguidos de 609 réplicas. O estado de La Guaira, próximo à capital Caracas, é o mais atingido e concentra as operações de busca por sobreviventes.
A dimensão da tragédia ainda é incerta. As Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas possam estar desaparecidas, o que indica que o número de mortos deve crescer à medida que as equipes avançam sobre os escombros. O coordenador humanitário da ONU no país afirmou que o órgão comprava 10 mil sacos para armazenamento de cadáveres. Até o momento, 6.461 pessoas foram resgatadas com vida. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o abalo de maior intensidade teve epicentro em El Guayabo, a 168 quilômetros de Caracas, e ocorreu a 13 quilômetros de profundidade, sendo classificado como terremoto raso.
A cobertura de centro, produzida por agências como Folhapress e Agência Brasil, detalhou de forma factual a resposta humanitária internacional. Trinta e dois países enviaram ajuda, incluindo equipes especializadas, 400 cães farejadores e mantimentos. O Brasil despachou quatro voos de ajuda, segundo o Ministério das Relações Exteriores, mobilizando equipes da Força Aérea Brasileira, bombeiros de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, um hospital de campanha da Marinha, 48 profissionais de saúde e cem purificadores de água movidos a energia solar. O voo mais recente partiu no domingo, com 35 bombeiros para uma missão de 15 dias.
Veículos de esquerda enfatizaram o caráter de solidariedade regional da operação e a mobilização coletiva. Destacaram a cooperação humanitária brasileira, a organização das comunidades locais para distribuir alimentos e água, e a informação do governo interino de que já havia restaurado 75% do fornecimento de energia em La Guaira e suspendido as aulas para proteger a população.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram o contexto de crise. A cobertura ressaltou que a Venezuela já vivia uma profunda crise política e econômica e que o governo interino de Delcy Rodríguez assumiu depois que seu antecessor foi deposto pelos Estados Unidos em uma operação militar em janeiro. Sublinharam relatos de moradores de localidades como El Junquito sobre a presença oficial limitada e a demora no apoio, a decisão do governo de restringir o acesso de voluntários à estrada de La Guaira, e o fato de a oposição manter um site que lista quase 50 mil desaparecidos, número acima do divulgado oficialmente.
O que ainda não se sabe é o número real de vítimas. Com dezenas de milhares de desaparecidos e comunidades isoladas, o balanço deve mudar conforme os resgates avançam. Também permanece em aberto a extensão dos danos estruturais nos edifícios e a capacidade do governo venezuelano de coordenar a resposta em áreas de difícil acesso.

Terremotos na Venezuela mobilizam resgates em La Guaira, enquanto ONU estima até 50 mil desaparecidos após tremores de magnitude 7,5
