STF diz que não cederá a pressão externa após governo Trump criticar Justiça brasileira em tarifaço
2 veículos de esquerda · 3 veículos de centro

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 3 veículos de centro

O STF publicou nota nesta quinta-feira afirmando que não cederá a pressões externas, depois que o governo dos Estados Unidos aplicou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros associada a decisões do Judiciário brasileiro contra plataformas digitais.
Veículos de esquerda apresentaram a resposta do STF como defesa da soberania nacional diante de uma pressão do governo Trump que já vinha mirando ministros da Corte, num contexto associado a aliados de Bolsonaro nos Estados Unidos.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Esquerda e centro concordam que o STF respondeu ao tarifaço reafirmando que não cede a pressões externas e que a tarifa de 25% tem entre seus motivos decisões judiciais brasileiras contra plataformas digitais americanas.
O Supremo Tribunal Federal reagiu nesta quinta-feira (16) ao novo tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, afirmando que não cederá a pressões externas. Em nota assinada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, o tribunal disse que atua exclusivamente sob a Constituição brasileira e que espera das demais nações o mesmo respeito à autonomia institucional que diz oferecer.
A tarifa de 25% foi anunciada pelo governo de Donald Trump na noite de quarta-feira (15) e deve entrar em vigor em 22 de julho. A medida se apoia na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, mecanismo que autoriza o país a retaliar práticas comerciais consideradas injustas. Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA, a decisão foi motivada, entre outros fatores, por ordens sigilosas de tribunais brasileiros determinando que empresas americanas de tecnologia removessem conteúdos políticos, sob risco de multas diárias e até suspensão de operações no país. O relatório também citou o Pix, o etanol, a propriedade intelectual e decisões que anularam investigações da Lava Jato.
Em sua nota, Fachin afirmou que as decisões do Supremo são públicas, fundamentadas e submetidas apenas à Constituição e às leis brasileiras, e defendeu que divergências entre Estados soberanos sejam resolvidas por canais diplomáticos, nunca por iniciativas que soem como constrangimento à jurisdição constitucional.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta, reproduzindo a nota do STF na íntegra e contextualizando as justificativas apresentadas pelo governo americano, sem atribuir intenção política a nenhum dos lados. Já a cobertura de esquerda destacou que o episódio ocorre num contexto mais amplo de pressão do governo Trump sobre ministros do STF: o ministro Alexandre de Moraes e a esposa chegaram a ser sancionados pela Lei Magnitsky, e o deputado Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Corte por tentar intimidar o Judiciário brasileiro a partir dos Estados Unidos. Para esses veículos, a nota de Fachin funciona como um recado direto a Washington contra o uso de tarifas comerciais como instrumento de pressão sobre decisões judiciais soberanas.
Até o momento, nenhum veículo de direita produziu cobertura própria do caso. A leitura mais provável desse campo, a partir dos fatos já registrados pela investigação do USTR, tenderia a pesar o custo econômico da tarifa para setores como agronegócio e etanol e a questionar se o governo Lula poderia ter evitado a sobretaxa com uma negociação mais eficaz, como alegou o secretário de Estado americano Marco Rubio.
O que ainda não está claro é como o impasse comercial evolui a partir de 22 de julho, quando a tarifa passa a valer, nem se o governo brasileiro adotará medidas de reciprocidade formais em resposta. Também não há indicação, nas fontes disponíveis, de que negociações diplomáticas diretas entre Brasília e Washington estejam em curso para reverter a decisão antes da entrada em vigor.

Nota assinada por Fachin diz que tribunal respeita a autonomia das instituições de todas as nações e espera igual respeito

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, emitiu uma nota nesta quinta-feira (16) em que afirma que a Corte não cederá à

O comunicado reafirmou que o STF exerce suas competências exclusivamente por força da Constituição do Brasil

Fachin defende a soberania do STF e rejeita pressão externa após os EUA imporem tarifa de 25% a produtos brasileiros.

Nesta matéria: perspectiva omitida.