Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
Seu consentimento será salvo por 365 dias. Você pode revisar esta escolha a qualquer momento.
O Supremo Tribunal Federal iniciou, com pelo menos dois anos de antecedencia, o planejamento para reforcar a seguranca que sera empregada durante a futura presidencia do ministro Alexandre de Moraes. Atual vice-presidente da Corte e relator do inquerito do golpe, Moraes assume o comando do tribunal na ultima semana de setembro de 2027. A avaliacao interna e de que o efetivo atual da Policia Judicial precisara ser ampliado para atender ao nivel de protecao exigido, ja que o ministro concentra hoje o maior volume de ameacas e demandas por seguranca entre os integrantes do Supremo.
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Grátis. Cerca de 5 minutos. Seu resultado fica salvo.
Resumo da cobertura
O Supremo Tribunal Federal comecou, com pelo menos dois anos de antecedencia, a planejar o reforco de seguranca para a futura presidencia do ministro Alexandre de Moraes, que assume o comando da Corte na ultima semana de setembro de 2027. A avaliacao interna e de que o efetivo da Policia Judicial precisara ser ampliado, o que motivou estudos tecnicos para subsidiar um projeto de lei que aumente o quadro de agentes.
Ate o momento, apenas um veiculo cobriu o caso, relatando que a Secretaria de Policia Judicial elaborou estudos tecnicos para subsidiar um projeto de lei que permita ampliar o quadro de policiais judiciais. Segundo a cobertura, a formacao e o treinamento desses profissionais exigem tempo, planejamento e recursos, razao pela qual a estrutura nao poderia ser montada as pressas. A preocupacao vai alem da protecao pessoal do futuro presidente da Corte e envolve reorganizacao operacional, redistribuicao de equipes e reforco permanente nas atividades de inteligencia e escolta.
A reportagem descreve que Moraes ja conta com o mais robusto esquema de seguranca entre os ministros. Em Sao Paulo, agentes permanecem de forma permanente nas proximidades de sua residencia, enquanto equipes de escolta o acompanham em deslocamentos. Em viagens, o aparato inclui policiais responsaveis pela seguranca direta e grupos precursores encarregados de inspecionar previamente hoteis, aeroportos, rotas e locais de agenda. O planejamento ocorre em um momento de transformacao da politica de seguranca do Supremo: apos os ataques de 8 de janeiro de 2023, a Corte ampliou investimentos em inteligencia, monitoramento eletronico e videomonitoramento com inteligencia artificial capaz de identificar comportamentos suspeitos e cruzar imagens com um banco de dados de pessoas que ja ameacaram ministros.
Como a story tem cobertura de fonte unica, nao ha ainda contraste entre lados. Ainda assim, os fatos relatados comportam leituras distintas. Uma leitura de esquerda tenderia a enfatizar que o reforco e resposta legitima do Estado a escalada de hostilidade contra ministros, atribuida a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, e a defesa das instituicoes atacadas em 8 de janeiro. Uma leitura de direita tenderia a questionar o tamanho do gasto publico, a concentracao de aparato em torno de um unico ministro e a ausencia de valores divulgados, cobrando proporcionalidade e transparencia sobre o orcamento. A cobertura de centro, unica disponivel, apresenta o planejamento como medida tecnica diante de um cenario de risco sem precedentes, sem tomar partido.
O texto lembra ainda o contraste com uma decada atras, quando ministros circulavam sem escolta ostensiva, situacao descrita pelo ex-ministro Luis Roberto Barroso como inviabilizada pela polarizacao politica e pelas ameacas recorrentes em aeroportos, restaurantes e viagens ao exterior.
O que ainda nao se sabe: nao foram divulgados o custo estimado do reforco, o numero de novos agentes a serem contratados, o cronograma de tramitacao do projeto de lei nem o impacto orcamentario total para a Corte. Tambem nao ha, ate agora, manifestacoes publicas de criticos ou de outros Poderes sobre o plano de seguranca.
Briefing
O que importa para você
O STF planeja ampliar o efetivo da Policia Judicial via projeto de lei, com impacto no orcamento publico.
Moraes assume a presidencia da Corte na ultima semana de setembro de 2027, quando o novo aparato deve estar operante.
O planejamento comecou dois anos antes da posse por causa do tempo de formacao dos agentes.
O que ainda está incerto
Nao ha custo estimado do reforco nem numero de novos policiais judiciais.
O cronograma de tramitacao e o texto do projeto de lei nao foram divulgados.
Nao ha reacao publica de criticos ou de outros Poderes ao plano.
Planejamento começou dois anos antes da posse, marcada para setembro de 2027; efetivo será ampliado diante do cenário de maior risco já enfrentado pela Corte