Túnel do Anhangabaú alagado expõe disputa entre Tarcísio e Ricardo Nunes
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A cobertura de esquerda destacou o embate entre governador e prefeito sobre a inundação do túnel do Anhangabaú, mantendo no centro a resposta do poder público e o risco a quem trafegava na via. O ângulo é o da gestão municipal, que defendeu a atuação, contra a cobrança do governador.
A cobertura de direita enfatizou a cobrança do governador, que afirmou que o túnel deveria ter sido fechado antes do alagamento, e a responsabilidade da gestão municipal pelos protocolos de trânsito e drenagem. Destacou também o pacote estadual de prevenção como resposta institucional.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Esquerda e direita reportam os mesmos fatos: 42 mm em cerca de 40 minutos, seis bombas sem falha, água reduzida em cerca de uma hora e o túnel não fechado antes da inundação.
O governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes divergem sobre a inundação do túnel do Anhangabaú, em São Paulo. O governador afirma que a passagem devia ter sido fechada. O prefeito diz que a chuva superou as bombas e promete revisar protocolos.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), divergiram publicamente sobre a inundação do túnel do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, ocorrida na tarde de quarta-feira, 14 de outubro de 2026. Em evento com agentes da Defesa Civil no Palácio dos Bandeirantes, na quinta-feira, 15, Tarcísio afirmou que havia alerta de chuva e que o túnel deveria ter sido fechado antes do alagamento.
Segundo a Prefeitura, choveu 42 milímetros na região em cerca de 40 minutos, o equivalente a 37% da média prevista para todo o mês de outubro. A água subiu 1 metro em apenas três minutos. As seis bombas fixas do túnel funcionaram sem interrupção, mas não deram vazão ao volume que entrou. A situação foi normalizada em cerca de uma hora. Ficaram submersos 26 carros e dois ônibus, e houve motoristas ilhados.
Nunes afirmou que a resposta da gestão funcionou e atribuiu a inundação ao volume de água, que classificou como fora do padrão em um cenário de mudança climática. Disse também que a Prefeitura vai melhorar os protocolos, talvez ampliar a capacidade das bombas e ter maior cuidado com o fechamento do local. A Companhia de Engenharia de Tráfego mantém desde 2006 um protocolo de interdição preventiva diante do risco de chuva, e a Prefeitura vai apurar a atuação do agente de trânsito que estava no local, para esclarecer por que o bloqueio não ocorreu a tempo.
Os veículos de esquerda destacaram o contraste entre as duas versões e priorizaram a defesa da gestão municipal, com o acionamento das bombas e a rapidez da resposta, além do número de veículos submersos. Já os veículos de direita deram mais peso à cobrança do governador e à pergunta sobre por que o túnel não foi fechado, e ressaltaram a apuração sobre o agente de trânsito. Esses veículos também deram espaço ao anúncio, no mesmo dia, da operação estadual 'SP Sempre Alerta, El Niño 2026/2027', que prevê R$ 29 bilhões em investimentos até 2029, 181 ações, cerca de R$ 1 bilhão para piscinões, R$ 1,7 bilhão para desassoreamento de rios e córregos e R$ 1,7 bilhão em barragens. Não houve, entre as fontes analisadas, cobertura de centro sobre o caso, de modo que os fatos acima convergem entre esquerda e direita.
O temporal provocou outros transtornos na capital, como alagamentos em vias importantes, impacto no transporte e transbordamento do lago do Parque Ibirapuera. Na Brasilândia, zona norte, um deslizamento de terra atingiu uma residência e matou uma mulher de 47 anos.
O que ainda não se sabe: qual foi a decisão operacional que impediu o fechamento do túnel a tempo, o resultado da apuração sobre o agente de trânsito, quais mudanças de protocolo e de capacidade das bombas serão adotadas e em que prazo.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que a resposta da gestão municipal funcionou bem; o governador defendeu que o túnel deveria ter sido fechado

Governador afirma que passagem deveria ter sido interditada preventivamente; Ricardo Nunes atribui inundação ao volume de água e admite avaliar mudanças nas bombas e protocolos
