
Tarcísio de Freitas diz que não colocaria o boné de Donald Trump novamente
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, afirmou em entrevista de televisão exibida na terça-feira, 4 de agosto de 2026, que não voltaria a usar o boné vermelho com o lema Make America Great Again, que vestiu em vídeo publicado em janeiro de 2025 para celebrar a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele disse que o gesto ficou restrito àquele contexto e negou relação com o tarifaço americano contra produtos brasileiros. Também minimizou a influência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro na decisão das sobretaxas, classificando essa leitura como narrativa, e afirmou que a negociação cabe à diplomacia. Na mesma entrevista, declarou confiar nas urnas eletrônicas, disse ter defendido internamente o apoio do partido à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro e citou a liberação de créditos de ICMS a empresas atingidas pelas tarifas.
Esquerda
O recuo do governador paulista sobre o boné é lido, pelo prisma da esquerda, como movimento eleitoral de quem percebeu o custo político do alinhamento a um governo estrangeiro que retaliou economicamente o Brasil.
Centro
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, afirmou em entrevista de televisão exibida na terça-feira, 4 de agosto de 2026, que não voltaria a usar o boné vermelho com o lema Make America Great Again, que vestiu em vídeo publicado em janeiro de 2025 para celebrar a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Direita
Pelo prisma da direita, o episódio do boné é um gesto isolado de 2025, sem qualquer relação com decisões comerciais tomadas por outro país mais de um ano depois, e vem sendo explorado por adversários que preferem discutir simbolismo a discutir gestão.
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto adota vocabulário valorativo e adversarial desde a primeira linha (lutando desesperadamente pela própria sobrevivência, reações coléricas, milícia privada) e enquadra a crise americana como ameaça institucional à democracia brasileira. Cita acordos e indicações reais, mas seleciona apenas evidências que sustentam a tese da deriva autoritária, sem contraponto. Enquadramento típico de esquerda: foco em accountability do poder concentrado e em risco a direitos coletivos.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Reportagem centrada no efeito econômico: vincula a fala do governador à investigação do escritório comercial americano, explica a divisão de responsabilidades entre governo estadual e federal e registra a defesa das urnas eletrônicas no contexto dos questionamentos feitos pelo candidato que ele apoia. Linguagem técnica e neutra, sem carga valorativa.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O enquadramento posiciona o governador como alvo: já na legenda da foto o texto afirma que a esquerda resgatou a comemoração, e no corpo descreve ataques de partidos de esquerda. A fala do entrevistado é apresentada como esclarecimento que encerra a controvérsia, e o material relacionado no rodapé reforça pautas críticas ao governo federal. Vocabulário de ordem e accountability institucional voltado ao adversário, marcador típico de direita.
Perspectivas omitidas
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, afirmou que não voltaria a usar o boné vermelho com o lema Make America Great Again, símbolo do movimento que apoia o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi dada em entrevista a um programa de televisão exibida na terça-feira, 4 de agosto de 2026, e recupera um gesto de 20 de janeiro de 2025, quando o governador publicou nas redes sociais um vídeo em que aparecia com o acessório para comemorar a posse do presidente norte-americano, acompanhado da legenda Grande dia.
Questionado se repetiria o gesto hoje, respondeu que não, mas rejeitou qualquer ligação entre o episódio e a política tarifária adotada depois pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, disse, ao afirmar que colocou o boné naquela situação da posse. Na mesma entrevista, minimizou o peso do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos desde 2025, na imposição das sobretaxas. Segundo o governador, o filho do ex-presidente não teria peso para tomar decisão pelo governo americano, e essa atribuição de responsabilidade seria narrativa. Ele vinculou a medida à investigação comercial aberta pelo escritório de representação comercial dos Estados Unidos cerca de um ano antes e disse que cabe à diplomacia brasileira negociar.
A cobertura de centro concentrou-se na reconstituição factual da entrevista e do encadeamento das tarifas: a sobretaxa de 50% anunciada em 2025, associada publicamente pelo governo americano ao tratamento dado ao ex-presidente brasileiro e a decisões do Judiciário, e a nova tarifa de 25% aplicada em julho de 2026, ao fim da investigação comercial. Esses veículos registraram também que o governador disse confiar nas urnas eletrônicas, que defendeu internamente o apoio de seu partido à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, apesar da neutralidade decidida pela legenda, e que atribuiu a queda de tempo de televisão do aliado a um prejuízo pouco importante. Um dos veículos de centro contrapôs a fala do governador a uma pesquisa divulgada em 31 de julho de 2026, segundo a qual 45% dos brasileiros apontam a família do ex-presidente como responsável pelo tarifaço.
Veículos de esquerda enfatizaram o contexto de escalada diplomática em que o recuo acontece. Nessa cobertura, a Casa Branca é descrita como acuada internamente e disposta a interferir nas eleições brasileiras, e a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, anunciada no mesmo 4 de agosto como resposta à demora do Brasil em dar aval ao novo embaixador americano, é apresentada como demonstração de que a pressão externa continua. O enquadramento é de custo coletivo: quem paga a conta das sobretaxas são trabalhadores e empresas dos setores exportadores, não os articuladores políticos da retaliação. Na disputa estadual, o principal adversário do governador, Fernando Haddad, chamou de ingenuidade a aposta de que outro país defenderia interesses brasileiros e cobrou autocrítica.
Veículos de direita enfatizaram que o boné foi episódio isolado, ligado apenas à posse, e destacaram que a imagem vem sendo resgatada por partidos de esquerda como munição eleitoral. Nessa leitura, a resposta relevante é administrativa: o governo paulista liberou créditos acumulados de ICMS e definiu calendário de pagamento para dar fôlego às empresas afetadas, medida que o governador promete repetir em eventual segundo mandato caso as tarifas permaneçam. A articulação do estado com o setor privado é creditada pela inclusão de produtos como aviação, papel, café solúvel e suco de laranja na lista de exceções, e a responsabilidade pela negociação com Washington é atribuída ao governo federal.
Há pontos que nenhuma das coberturas resolve. Não se sabe se as sobretaxas serão mantidas, ampliadas ou revertidas, nem qual o volume efetivo de créditos tributários liberados às empresas paulistas e quantas foram atendidas. Também não há resposta pública do ex-deputado citado às declarações do governador, nem definição sobre se o partido revisará a neutralidade na disputa presidencial. Permanece em aberto, ainda, o desfecho do inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal sobre o destino dos repasses para o financiamento do filme mencionado na entrevista, assunto que o governador afirmou considerar esclarecido.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: o governador disse que não usaria novamente o boné, afirmou que o gesto de janeiro de 2025 não tem relação com as tarifas, minimizou a influência do ex-deputado que mora nos Estados Unidos e defendeu que a negociação com Washington cabe à diplomacia federal. Há convergência também sobre a liberação de créditos de ICMS pelo governo paulista como resposta ao impacto das sobretaxas.

Governador afirmou que se a sobretaxas americanas perdurarem, manterá liberação de valores tributários retidos, como de ICMS

Presidente dobra aposta enquanto começa a perder apoio entre os Republicanos

Governador afirma que Eduardo Bolsonaro não influenciou tarifas dos EUA


Tarcísio de Freitas diz que não usaria novamente boné de Trump e critica narrativa sobre tarifaço. Leia na Gazeta do Povo.

Ao ser questionado por uso do acessório no ano passado, o governador disse que a situação foi isolada; candidato também minimizou a influência de Eduardo na aplicação do tarifaço ao Brasil

Governador afirma confiar nas urnas e minimiza influência de Eduardo Bolsonaro nas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Leia no Poder360.

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 4, que não voltaria a usar o boné do movimento "Make America Great Again" (Maga), do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o tari

Ao ser questionado por uso do acessório no ano passado, o governador disse que a situação foi isolada; candidato também minimizou a influência de Eduardo na aplicação do tarifaço ao Brasil
Texto de apuração factual: cita a declaração literal do governador, reconstrói o vídeo de janeiro de 2025, a sequência das tarifas de 50% e 25%, a convenção estadual, a neutralidade do partido na disputa presidencial, o caso do filme financiado e a greve ferroviária. Vocabulário neutro, sem adjetivação valorativa. Contradições são apresentadas por justaposição de falas, não por juízo do redator.
Perspectivas omitidas
Reprodução de conteúdo de agência, organizada em blocos de pergunta e resposta, com aspas literais e nenhum adjetivo avaliativo. Registra a posição do governador e as medidas estaduais sem endossá-las nem contestá-las, o que caracteriza cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
O texto apresenta as duas vozes centrais da disputa paulista com paridade de espaço e aspas literais, recupera declaração anterior do governador sobre a estratégia de oferecer vitórias ao presidente americano e não adjetiva nenhum dos lados. Cobertura factual clássica de centro.
Perspectivas omitidas
Redação seca, em blocos curtos, com atribuição explícita de cada afirmação e uso de dado quantitativo de pesquisa para contrapor a fala do entrevistado sem editorializar. O contraste é feito por justaposição de evidência, não por adjetivo, o que caracteriza cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Texto curto de agência, com sequência cronológica objetiva do vídeo de 2025 até as medidas tributárias estaduais, sem adjetivação. Monofônico, porém sem enquadramento ideológico detectável.
Perspectivas omitidas
Conteúdo idêntico ao da versão principal do mesmo veículo: duas vozes centrais da disputa estadual com aspas literais e sem juízo do redator. O ruído de boilerplate ao final não altera o enquadramento editorial, que permanece factual.
Perspectivas omitidas
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