Tarcísio inaugura última estação da Linha 17-Ouro e critica gestão Alckmin
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), inaugurou nesta terça-feira a Estação Washington Luís, oitava e última unidade da primeira fase da Linha 17-Ouro do Metrô, que liga a rede ao Aeroporto de Congonhas. A obra havia sido anunciada em 2010 para a Copa de 2014 e só foi concluída 12 anos depois, após perder recursos federais, ter contratos rescindidos em meio à Operação Lava Jato e passar por paralisações. A primeira etapa custou R$ 5,97 bilhões, mais que o dobro do orçamento inicial de R$ 2,9 bilhões. Na cerimônia, Tarcísio criticou as gestões anteriores, em especial a de Geraldo Alckmin, hoje vice-presidente.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entregou a última estação da primeira fase da Linha 17-Ouro e cobrou responsabilidade das gestões anteriores por deixarem a obra parada por 12 anos. Prometida para a Copa de 2014, a linha atravessou três Mundiais sem sair do papel sob administrações tucanas, em especial a de Geraldo Alckmin.
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Todos os lados reconhecem que a Linha 17-Ouro foi prometida para a Copa de 2014, levou 12 anos para ter a 1ª fase concluída, custou R$ 5,97 bilhões (mais que o dobro do orçado) e que a inauguração teve claro tom de pré-campanha à reeleição.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, inaugurou nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, a Estação Washington Luís, oitava e última unidade da primeira fase da Linha 17-Ouro do Metrô. A nova estação liga a rede metroviária ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Durante a cerimônia, o governador, que é pré-candidato à reeleição, transformou a entrega em uma dura crítica às gestões anteriores do Estado, mirando em especial o ex-governador Geraldo Alckmin, hoje vice-presidente da República e filiado ao PSB.
Há pontos em que toda a cobertura converge. A obra foi anunciada em 2010 para atender à Copa do Mundo de 2014 e só foi concluída doze anos depois, atravessando os Mundiais de 2014, 2018 e 2022. O projeto original previa 18 estações, mas acabou reduzido ao trecho entre o aeroporto e a Estação Morumbi da CPTM. Ao longo do caminho, a obra perdeu recursos federais, teve contratos rescindidos em meio aos efeitos da Operação Lava Jato e passou por sucessivas paralisações e trocas de construtoras, sendo retomada em 2020. Orçada inicialmente em R$ 2,9 bilhões, a primeira etapa acabou custando R$ 5,97 bilhões, mais que o dobro do previsto.
As falas do governador também são relatadas de forma consistente pelos veículos. Tarcísio afirmou que a linha poderia ter sido entregue ainda para a Copa de 2014 e que, agora, São Paulo tem um time que não aceita obra parada. Comparou a atuação de sua gestão a uma vitória esportiva, dizendo dar 10 a 0 na ineficiência, em referência à vitória do Brasil sobre o Japão por 2 a 1 na véspera. Também citou a retomada de projetos antigos, como o Túnel Santos-Guarujá, contratado em parceria com o governo Lula.
É na interpretação desse ato que as coberturas divergem. Veículos de direita e de perfil pró-mercado enfatizaram o enquadramento de eficiência administrativa, destacando frases como obra parada é desperdício de dinheiro público e o contraste entre uma gestão que entrega e adversários que, segundo o governador, apenas discursam. A cobertura de centro, sobretudo os despachos de agência, relatou os fatos de forma cronológica e equilibrada, atribuindo as frases de efeito diretamente ao governador e contextualizando o histórico da obra sem endossar a narrativa. Veículos de esquerda tenderiam a ressaltar que a obra foi retomada em 2020, antes da gestão Tarcísio, e que os atrasos têm raízes estruturais, como a Lava Jato e a perda de recursos federais, além de apontar o uso de uma obra pública como palanque de pré-campanha. O pano de fundo eleitoral é reconhecido por todos: o vice-presidente Alckmin deve se engajar na campanha do ex-ministro Fernando Haddad, do PT, principal adversário de Tarcísio na disputa pela reeleição ao governo paulista.
O que ainda não se sabe é como as gestões criticadas respondem às acusações, já que nenhuma reportagem trouxe o contraditório da defesa de Alckmin. Também permanece em aberto o cronograma e o custo da segunda fase da Linha 17-Ouro, além dos detalhes da revisão do contrato de concessão com a ViaMobilidade, mencionada pelo governador como intenção, mas ainda sem definição.
Governador destacou atraso nas obras, que foram prometidas para serem entregues em 2014

O governador de São Paulo e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou nesta terça-feira, 30, a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin - hoje vice-presidente da República e filiado ao PSB - ao comparar a entrega de obras de m
