Trump vai privatizar a Copa? Entenda o projeto da Fifa que causou ódio no futebol
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O plano da Fifa de privatizar parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo escancarou a proximidade entre Gianni Infantino e Donald Trump e reacendeu suspeitas sobre o uso do esporte como moeda de poder. A operação, avaliada em US$ 20 bilhões, seria comercializada por um fundo controlado por Joshua Kushner, irmão do genro de Trump, o que veículos de esquerda apontam como mais um capítulo de favorecimento entre o presidente americano e aliados. Um deputado democrata cobrou que Trump se explique ao Congresso e classificou o negócio como parte de uma 'tríplice coroa' de supostos esquemas de propina. Para essa leitura, um patrimônio público do futebol mundial estaria sendo entregue a interesses privados sob influência política.
A Fifa anunciou a criação de uma subsidiária, a FIFA Forward Enterprise (FFE), que permitiria vender a investidores privados uma participação minoritária nos direitos comerciais da Copa do Mundo, operação avaliada em cerca de US$ 20 bilhões (R$ 102 bilhões).
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As coberturas concordam que a Fifa propôs a FIFA Forward Enterprise para vender participação minoritária dos direitos da Copa a investidores privados por cerca de US$ 20 bilhões, que a proposta enfrenta forte rejeição pública e que a Uefa decretou boicote às competições da entidade.
A Fifa anunciou nesta semana a criação de uma subsidiária, a FIFA Forward Enterprise (FFE), que permitiria vender a investidores privados uma participação minoritária nos direitos comerciais da Copa do Mundo. A operação é estimada em cerca de US$ 20 bilhões, o equivalente a R$ 102 bilhões, e depende de aprovação das federações nacionais. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que submeterá a proposta a voto.
A cobertura de centro relatou os fatos centrais sem imputar conduta ilícita: descreveu o desenho da nova subsidiária, o valor bilionário da operação e a forte rejeição pública ao plano. Destacou ainda que a Uefa, entidade que reúne 55 federações europeias, decretou boicote a todas as competições organizadas pela Fifa até que a ideia seja definitivamente abandonada, medida que pode atingir torneios como a Copa do Mundo Feminina de 2027. Nesse relato, a proximidade entre Infantino e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparece como contexto, e não como acusação.
Veículos de esquerda deram peso ao ângulo político e às suspeitas de favorecimento. Enfatizaram que o fundo cotado para comercializar os direitos, o Thrive Eternal, é controlado por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Trump e enviado do governo americano. Registraram que um deputado democrata cobrou que Trump se explique ao Congresso e classificou o negócio como parte de uma 'tríplice coroa' de supostos esquemas de propina. Essa leitura recordou o 'Prêmio Fifa da Paz' entregue a Trump, o perdão presidencial concedido a Charles Kushner e sua posterior nomeação como embaixador na França, tratando o conjunto como sinais de mercantilização do futebol sob influência política.
Veículos de direita, por ora, não cobriram o caso de forma direta; a leitura provável desse lado enfatizaria a lógica de mercado da proposta, a autonomia da governança esportiva para decidir em votação e a presunção de inocência diante de acusações ainda sem prova, tratando a pressão de parlamentares como disputa política.
Onde as coberturas convergem: a existência da proposta, o valor de cerca de US$ 20 bilhões, a rejeição pública e o boicote anunciado pela Uefa. O que ainda não se sabe: se as federações aprovarão a criação da FFE, se Trump de fato comparecerá a alguma comissão do Congresso americano e quais são os detalhes contratuais da operação com o fundo ligado aos Kushner.
Plano da Fifa para vender parte dos direitos comerciais da Copa envolve fundo controlado por Joshua Kushner, irmão do genro de Trump.

Gianni Infantino revelou plano para vender parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo por meio de subsidiária.
