Flamengo e clubes pressionam STF e governo Lula contra MP que proíbe as bets
2 veículos de centro · 1 veículo de direita
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
- Notícias ao Minuto BrasilClubes cogitam paralisar o Brasileiro em protesto contra o fim das bets (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- O GloboFlamengo se antecipa a clubes e pede ingresso em ação no STF contra fim das betsClubes do futebol brasileiro se articulam para dar entrada com ação conjunta(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- Sites de apostas bloqueados a partir de 5 de outubro, se a MP não for suspensa.
- 14 dos 20 clubes da Série A perdem o patrocinador máster; o setor movimenta cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol em 2026.
- A AGU cobra R$ 1 bilhão de 17 casas de apostas e restituição em dobro a apostadores diagnosticados com ludopatia.
Onde os lados concordam
Toda a cobertura registra que a MP proíbe as apostas online, que os sites devem ser bloqueados em 5 de outubro e que a decisão sobre a suspensão está nas mãos do ministro Luiz Fux, no Supremo Tribunal Federal.
O que ainda está incerto
- Se Fux concederá as 72 horas pedidas pela AGU e se decidirá antes de 5 de outubro.
- Se os clubes vão de fato paralisar o Campeonato Brasileiro.
- Que alternativa o governo oferecerá além da linha de crédito já apresentada.
A medida provisória de Lula que proíbe as apostas online chegou ao Supremo Tribunal Federal. O Flamengo pediu ao ministro Luiz Fux para participar da ação que pede a suspensão da MP, clubes discutem parar o Campeonato Brasileiro e a Advocacia-Geral da União cobra R$ 1 bilhão de 17 casas de apostas.
A medida provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe as apostas online no Brasil virou uma disputa aberta no Supremo Tribunal Federal. Nesta terça-feira, o Flamengo pediu ao ministro Luiz Fux, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 8.027, para participar do processo como parte interessada, o chamado amicus curiae. O clube quer que sua manifestação seja considerada já na análise do pedido de suspensão da medida.
A ação foi movida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, que pediram a Fux a suspensão da MP até que o Congresso ou o próprio Supremo a analisem em definitivo. O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional, o Sinafut, já havia entrado no mesmo processo pedindo transição de seis meses. Outros clubes se organizam para uma ação conjunta na mesma linha. Na segunda-feira, a Advocacia-Geral da União pediu ao relator 72 horas para que ela e a Presidência da República se manifestem antes da decisão. No mesmo dia, o órgão ajuizou na Justiça Federal em Pernambuco uma ação civil pública de R$ 1 bilhão contra 17 casas de apostas, para ressarcir gastos do Sistema Único de Saúde com o jogo patológico, conhecido como ludopatia.
Os fatos básicos aparecem em toda a cobertura. Os sites de apostas devem ser bloqueados em 5 de outubro. Dos 20 clubes da primeira divisão, 14 têm patrocínio máster de casas de apostas. O Flamengo cita contrato com a Betano de cerca de R$ 268,5 milhões por temporada, válido até 2028, e diz que o prazo de dez dias para retirar as marcas é insuficiente. Dirigentes chegaram a discutir a paralisação do Campeonato Brasileiro, e a reunião com o governo, intermediada pela Confederação Brasileira de Futebol, foi cancelada pelo risco de boicote.
A cobertura de centro concentrou-se no impacto financeiro sobre o futebol e na articulação dos clubes. Relatou a fala de Lula de que o fim das bets não traz prejuízo ao esporte e registrou que a CBF, que também tem contrato com uma casa de apostas, evita se posicionar. Veículos de direita enfatizaram o argumento das entidades do setor de que a MP foi editada sem urgência demonstrada, contra uma atividade regulada há menos de três anos, e reproduziram a crítica a uma canetada presidencial que abalaria a confiança no ambiente de negócios. Essa cobertura também tratou a divulgação da ação da AGU pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, como aproveitamento político, e lembrou que o próprio governo defendeu a legalização em 2023. Até o momento, não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o caso. O argumento de saúde pública apresentado pelo governo aparece nos números da AGU: cerca de 28 milhões de apostadores, 10,9 milhões com padrão de risco e alta de aproximadamente 140% nos atendimentos do SUS ligados ao jogo entre 2018 e 2025.
Ainda não se sabe se Luiz Fux vai conceder o prazo pedido pela AGU nem se vai suspender a medida antes de 5 de outubro. Também não está definido se os clubes vão de fato parar o Brasileiro, nem que alternativa o governo oferecerá além da linha de crédito com juros mais baixos já apresentada.
Fontes

AGU promove campanha de Lula contra as casas de apostas


Clubes do futebol brasileiro se articulam para dar entrada com ação conjunta