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TSE decide se vídeo de Jair Bolsonaro feito por IA na convenção do PL é deepfake
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O Tribunal Superior Eleitoral julga na terça-feira, 1º de setembro, a ação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, contra um vídeo produzido com inteligência artificial que reproduz imagem e voz do ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio à candidatura presidencial do filho, o senador Flávio Bolsonaro. O material foi exibido na convenção do Partido Liberal e o julgamento pode fixar o entendimento da Corte sobre conteúdo sintético na propaganda eleitoral de 2026.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O Tribunal Superior Eleitoral julga na terça-feira, 1º de setembro, a ação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, contra um vídeo produzido com inteligência artificial que reproduz imagem e voz do ex-presidente Jair Bolsonaro declarando apoio à candidatura presidencial do filho, o senador Flávio Bolsonaro.
Direita
Para a leitura de direita, o julgamento importa menos pelo vídeo e mais pelo tamanho do poder que o Tribunal Superior Eleitoral terá sobre a fala das campanhas. O material exibido na convenção do Partido Liberal avisava que imagem e voz de Jair Bolsonaro eram geradas por inteligência artificial, e a defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que não houve intenção de enganar o eleitor.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de agenda judiciária, com atribuição explícita a todas as partes: descreve a regra do Tribunal Superior Eleitoral, o argumento dos advogados da campanha de Flávio Bolsonaro, a proposta de critérios de André Mendonça e a posição mais rígida de Estela Aranha, sem vocabulário valorativo e sem tomar partido sobre a legalidade do vídeo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A base factual é sólida e inclui o contexto da condenação por tentativa de golpe, mas a arquitetura do texto termina no critério de André Mendonça, que restringe o conceito de deepfake ao grau de realismo e deixaria memes, caricaturas e animações fora da proibição. O fechamento no argumento que limita o alcance da restrição, somado ao enquadramento do julgamento como definição de limites para a atuação da Corte sobre conteúdo de campanha, marca uma inclinação à direita, ainda que moderada.
Perspectivas omitidas
O Tribunal Superior Eleitoral analisa na terça-feira a ação movida pela federação encabeçada pelo PT contra o vídeo em que uma recriação digital de Jair Bolsonaro apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Mais do que o caso concreto, está em jogo o critério que separa simulação declarada de deepfake na propaganda eleitoral de 2026.
O Tribunal Superior Eleitoral julga nesta terça-feira, 1º de setembro, a ação que contesta a exibição de um vídeo produzido com inteligência artificial que reproduz a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro. O material foi transmitido na convenção do Partido Liberal que oficializou o senador Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência da República, e nele a versão digital do pai declara apoio à candidatura do filho. A ação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que classifica o conteúdo como propaganda eleitoral antecipada e como violação da regra que proíbe o chamado deepfake.
Além de decidir o caso concreto e se o Partido Liberal e Flávio Bolsonaro devem ser punidos pela divulgação, a Corte pode fixar o entendimento sobre o uso de conteúdo sintético na propaganda eleitoral. A resolução que regulamenta a campanha de 2026 exige identificação explícita de material produzido ou modificado por inteligência artificial e mantém a proibição, em vigor desde 2024, do uso de conteúdo manipulado para favorecer ou prejudicar candidaturas. A tese que sair do julgamento tende a orientar os demais processos do mesmo tipo ao longo da eleição.
A cobertura de centro relatou que o presidente do Tribunal, ministro Kássio Nunes Marques, reuniu os integrantes da Corte a portas fechadas na semana passada para tentar construir um entendimento comum antes de levar os casos concretos ao plenário, e que o encontro terminou sem consenso. Esse mesmo relato registra que o vídeo informa, logo no início, que imagem e voz do ex-presidente foram produzidas por inteligência artificial, e que os advogados da campanha de Flávio Bolsonaro sustentam que o conteúdo não é ilegal porque não pretendia enganar o eleitor. Lembra ainda que a ministra Estela Aranha defendeu, em julgamentos recentes, interpretação mais rígida das regras sobre deepfakes e chegou a formar maioria em torno dessa posição, antes de os casos serem interrompidos por pedido de vista de Nunes Marques.
Veículos de direita enfatizaram o critério apresentado pelo ministro André Mendonça, para quem o parâmetro central deveria ser o grau de realismo da produção e a possibilidade de o conteúdo levar o eleitor a acreditar que se trata de um registro verdadeiro. Por essa leitura, memes, caricaturas, animações e outras representações evidentemente fantasiosas ficariam fora da definição de deepfake. Essa cobertura também detalha a situação jurídica do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, teve os direitos políticos suspensos e está proibido de se comunicar com o meio externo pela internet, e apresenta o julgamento como a definição dos limites da atuação da Corte sobre o discurso de campanha.
Nenhum veículo de esquerda havia publicado sobre o caso no conjunto analisado até o fechamento desta síntese. A leitura habitual de veículos de esquerda, e a que sustenta a petição da federação encabeçada pelo PT, é a de que recriar digitalmente uma pessoa condenada, com direitos políticos suspensos e proibida de se comunicar publicamente, contorna na prática a decisão judicial que a silenciou, e que o aviso de simulação não anula o efeito de uma imagem e de uma voz reconhecíveis sobre o eleitor.
O que ainda não se sabe é qual dos critérios prevalece no plenário, se a Corte consegue formar maioria em um só julgamento depois de a reunião reservada terminar sem acordo, e se um novo pedido de vista volta a adiar a definição. Também segue em aberto qual sanção seria aplicada caso a irregularidade seja reconhecida, se atingiria a candidatura, o partido ou apenas o conteúdo, e como a tese eventualmente fixada trataria material claramente humorístico produzido por apoiadores durante a campanha.
A tese fixada na terça-feira vale para todos os casos de conteúdo sintético na eleição de 2026, e não só para este vídeo. O julgamento decide se o Partido Liberal e a candidatura de Flávio Bolsonaro sofrem sanção, e define na prática o que candidatos, partidos e apoiadores podem publicar quando usam inteligência artificial para reproduzir imagem ou voz de uma pessoa real.
A divergência está no critério que deveria definir deepfake. A cobertura de centro dá peso à posição mais restritiva de Estela Aranha, que já formou maioria em casos recentes, e ao fato de o vídeo avisar que era simulação. Veículos de direita fecham no critério de André Mendonça, que mede o grau de realismo e deixaria memes, caricaturas e animações fora da proibição, tratando o julgamento como definição dos limites do Tribunal sobre o discurso de campanha.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o julgamento está marcado para 1º de setembro, a ação partiu da Federação Brasil da Esperança formada por PT, PCdoB e PV, o vídeo com imagem e voz recriadas de Jair Bolsonaro foi exibido na convenção que lançou Flávio Bolsonaro, e a decisão pode fixar a interpretação do TSE sobre conteúdo gerado por inteligência artificial na campanha de 2026. Há acordo também sobre a divisão interna da Corte, exposta na reunião a portas fechadas que terminou sem consenso.
Não se sabe qual critério prevalece no plenário, se a Corte forma maioria sem novo pedido de vista, nem qual sanção seria aplicada ao Partido Liberal e a Flávio Bolsonaro caso a irregularidade seja reconhecida. Também segue em aberto como a eventual tese trataria conteúdo humorístico produzido por apoiadores.

Ministros da Corte indicam que o julgamento deve fixar a interpretação sobre os conteúdos feitos por IA.

TSE analisa vídeo de Bolsonaro produzido por IA e pode definir limites para o uso da tecnologia na propaganda eleitoral nas eleições