Zelensky encerra pausa em ataques a refinarias da Rússia e critica Trump
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →A Ucrânia retomou os ataques a refinarias de petróleo russas, atingindo uma instalação na região de Riazan, depois de Volodymyr Zelensky declarar em entrevista que o bloqueio terminou. A decisão ocorre após o anúncio de uma trégua energética por Donald Trump, que Kiev diz ter sido ignorada por Moscou, e em meio a críticas ucranianas à compra americana de diesel russo e às restrições ao Starshield.
Pelo prisma da direita, a retomada dos ataques é um exercício legítimo de defesa e de pressão econômica sobre o agressor. O foco recai sobre a cobrança de clareza dos Estados Unidos, a firmeza contra Moscou e a crítica a um acordo que alivia as receitas energéticas do governo de Vladimir Putin.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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A Ucrânia retomou os ataques a refinarias de petróleo da Rússia e atingiu uma instalação em Riazan. Volodymyr Zelensky disse que o bloqueio terminou e cobrou honestidade dos Estados Unidos, após o acordo do diesel russo e as restrições ao Starshield.
A Ucrânia retomou nesta quinta-feira, 15, os ataques aéreos contra refinarias de petróleo da Rússia. Segundo o governador da região de Riazan, Pavel Malkov, um grande ataque de drones provocou incêndio numa refinaria, e os danos ainda estão sendo avaliados. A ofensiva veio depois de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, dizer ao jornal britânico Financial Times que o bloqueio aos ataques terminou.
A pausa fora motivada pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um cessar-fogo energético entre Moscou e Kiev. A cobertura de centro relatou que nenhum dos dois governos confirmou publicamente uma trégua nesses termos e que forças russas atacaram a Ucrânia poucas horas depois do anúncio. Os ataques de quarta-feira deixaram mais de 600 mil pessoas sem energia elétrica no país. O Kremlin afirmou que o ataque ucraniano desta quinta contradiz os esforços de paz buscados pelos americanos.
O episódio se soma a uma deterioração da relação entre Kiev e Washington. Na semana passada, Trump anunciou um acordo para comprar diesel russo e pressionou a Ucrânia a interromper os ataques às refinarias, em meio ao esforço do governo americano para reduzir os custos de energia antes das eleições de meio de mandato. Em outra entrevista, ao apresentador Piers Morgan, Zelensky disse ter se sentido traído e chamou o acordo de vitória simples para o Kremlin.
Há ainda duas frentes de atrito. A primeira é a inteligência: autoridades ucranianas afirmam ter sido avisadas de que o compartilhamento seria bloqueado se os ataques à infraestrutura energética russa continuassem, e relatam a ausência de alertas sobre mísseis balísticos. Trump negou a interrupção, e representantes americanos atribuíram o problema ao clima, versão em que funcionários ucranianos e europeus não acreditam. A segunda é o Starlink: Kiev diz que limites ao Starshield, versão militar do serviço, interromperam missões. O assessor Serhiy Beskrestnov disse que terminais em movimento acima de 160 quilômetros por hora foram limitados sem aviso. Elon Musk respondeu que o Starshield pertence ao governo americano e é controlado por ele.
Na divergência de ênfase, a cobertura de centro deu mais espaço às consequências práticas e às vozes de Musk, do Kremlin e de funcionários europeus. A cobertura de direita destacou o apelo de Zelensky por honestidade dos parceiros, a ideia de que os americanos não devem ficar do lado do agressor e o temor de que o acordo do diesel reduza a pressão econômica sobre Vladimir Putin, além de mencionar que Trump disse que a Ucrânia deveria substituir Zelensky. Não houve, entre as fontes analisadas, cobertura de veículos de esquerda, e por isso não se atribui enquadramento a esse campo.
O que ainda não se sabe: o tamanho dos danos em Riazan, se a Rússia responderá com nova escalada, se os Estados Unidos mudarão o ritmo de inteligência ou de equipamentos, e se o Starshield será restabelecido.
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