Tribunal Superior Eleitoral define tempo de TV enquanto campanha vai às ruas
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A régua do horário eleitoral gratuito expõe a distância entre as candidaturas com estrutura partidária e as que disputam sem ela: quatro candidaturas dividem praticamente todo o tempo em rede nacional, enquanto legendas de esquerda como PSTU, PCB, PCO e UP ficam sem qualquer segundo de televisão para apresentar suas propostas. O contraponto veio das ruas, onde essas candidaturas levaram pautas de trabalhadores, moradia e controle público de recursos naturais a sindicatos, universidades e ocupações urbanas. A cobertura pública de agenda garantiu que essas vozes fossem registradas em pé de igualdade com as maiores.
O Tribunal Superior Eleitoral definiu, em 20 de agosto de 2026, a divisão do tempo de propaganda eleitoral gratuita em rede nacional de rádio e televisão entre as candidaturas à Presidência da República, com início do horário eleitoral marcado para 28 de agosto.
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As duas frentes de cobertura registram os mesmos fatos sem disputa: o Tribunal Superior Eleitoral fixou o tempo de televisão pela representação partidária na Câmara dos Deputados, o horário eleitoral começa em 28 de agosto e os presidenciáveis fizeram campanha em cinco estados e no Distrito Federal em 21 de agosto.
O horário eleitoral gratuito de rádio e televisão começa em 28 de agosto de 2026, e o Tribunal Superior Eleitoral já definiu quanto tempo cabe a cada candidatura à Presidência. No mesmo período, os presidenciáveis levaram a campanha às ruas de cinco estados e do Distrito Federal, com pautas que vão de segurança pública a austeridade fiscal e moradia popular.
O Tribunal Superior Eleitoral definiu, em 20 de agosto de 2026, quanto tempo cada candidatura à Presidência da República terá na propaganda eleitoral gratuita em rede nacional de rádio e televisão. O horário eleitoral começa em 28 de agosto. No dia seguinte à decisão, os presidenciáveis se espalharam por cinco estados e pelo Distrito Federal, em atos de campanha, visitas a obras, debates e entrevistas à imprensa.
A distribuição do tempo leva em conta a representação dos partidos na Câmara dos Deputados e, nas coligações, soma as legendas que cumpriram os requisitos da legislação eleitoral. A coligação Brasil Pronto para Mais, que apoia a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e reúne PT, PCdoB, PV, PDT, PSB, PSOL e Rede, ficou com 5 minutos e 31 segundos. Flávio Bolsonaro, do PL, terá 4 minutos e 20 segundos. Ronaldo Caiado, do PSD, terá 2 minutos e 2 segundos. Augusto Cury, do Avante, terá 35 segundos. Renan Santos, da Missão, Romeu Zema, do Novo, e as demais candidaturas não terão tempo na propaganda em rede. Um sorteio na mesma audiência definiu a ordem de exibição no primeiro dia: Avante, PSD, PL e, por fim, a coligação de Lula.
Na sexta-feira 21 de agosto, a campanha ganhou as ruas. Lula desembarcou em Belo Horizonte para o lançamento estadual ao lado do candidato ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, visitou as obras de duplicação da ponte do São Raimundo, na BR-116, em Governador Valadares, e encerrou o dia em ato na Praça da Estação. Flávio Bolsonaro cumpriu agenda em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde afirmou que, se eleito, tratará facções como o PCC, o Comando Vermelho e grupos milicianos como narcoterroristas. Romeu Zema conversou com comerciantes da Rua 25 de Março, em São Paulo, e defendeu que o próprio funcionário escolha a escala de trabalho, além de austeridade fiscal, privatizações, reforma administrativa e novas regras trabalhistas. Ronaldo Caiado percorreu o Mercado Municipal paulistano, propôs reduzir a taxa de juros para combater o endividamento das famílias e reuniu-se com representantes do agronegócio. Augusto Cury participou de debate promovido pela Associação Nacional de Magistrados Evangélicos e defendeu menos tempo de tela para crianças e regulamentação das bets.
As candidaturas menores mantiveram agenda própria. Hertz Dias, do PSTU, discursou no sindicato dos trabalhadores em mineração de Congonhas, em Minas Gerais, e pediu a reestatização da Vale, privatizada em 1997. Samara Martins, da UP, reuniu-se com estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais e com jovens da Ocupação Maria do Amaral, defendendo destinar imóveis urbanos abandonados à moradia popular. Edmilson Costa, do PCB, tinha encontro marcado com jovens no Rio de Janeiro ao lado do deputado federal Glauber Braga. Rui Costa Pimenta, do PCO, ficou em Brasília, onde deu entrevista e foi recebido pelo embaixador de Cuba no Brasil. Renan Santos, da Missão, gravou vídeo em Maceió sobre adoção de animais abandonados. Wilson Grassi, do Democrata, reuniu-se com equipes de campanha em São Paulo, e Clariana Barão, do DC, teve ato cancelado em Cuiabá. Por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, Pablo Marçal, do PRTB, está proibido de fazer campanha, comparecer a debates e participar do horário eleitoral.
A cobertura se dividiu em ênfases distintas. Veículos de esquerda destacaram a agenda completa, dando o mesmo espaço às candidaturas sem tempo de televisão e registrando pautas de trabalhadores da mineração, moradia popular e controle público de recursos naturais. A cobertura de centro concentrou-se na régua institucional, nos segundos atribuídos a cada candidatura e na mecânica do sorteio, sem avaliar o critério. Nenhum veículo de direita integra o conjunto de fontes analisado até aqui, de modo que o enquadramento que costuma partir desse campo não aparece na cobertura disponível, ainda que as propostas de austeridade fiscal, privatização e segurança dura estejam registradas nos dois textos.
O que ainda não se sabe é o fundamento e a data da decisão que barrou Pablo Marçal, o tempo destinado às inserções distribuídas ao longo da programação, além do bloco em rede, e como a desproporção entre 5 minutos e 31 segundos e 35 segundos vai se refletir no desempenho das candidaturas menores a partir de 28 de agosto.
Candidatos tiveram atos de campanha em 5 estados e no DF
Horário eleitoral gratuito começa em 28 de agosto. Sorteio definiu que propaganda de Augusto Cury (Avante) será a primeira a ser exibida.
